Comunicado nº 5 CT_2022
Ponto da situação processo
Fundo de Pensões
Pelo presente, pretende esta Comissão de Trabalhadores (CT), dando seguimento às comunicações anteriores sob a égide da transparência que sempre nos norteou, comunicar aos Trabalhadores da ANA, S.A. que, prosseguindo com as ações para as quais fomos mandatados, foi entregue por esta CT o processo Fundo de Pensões (FP) ao gabinete “R&A Ramirez Advogados” para desenvolvimento de todas as ações tidas por necessárias na resolução da suspensão de contribuições da ANA SA para o FP.
Verificando-se
a continuidade da postura irredutível da Comissão Executiva (CE) relativamente
à suspensão das contribuições para o FP não têm os Trabalhadores outro caminho
a percorrer, após as decisões assumidas no plenário de 11.03.2022, senão
iniciar formalmente as ações para a sua resolução em sede própria
(procedimentos extrajudiciais e eventualmente, judiciais), na defesa dos seus
legítimos interesses e direitos.
Neste
sentido, e com vista ao arranque dos trabalhos, foi-nos requerido pela firma “R&A
Ramirez Advogados” o valor de 10.000€ a título de provisão. Recordamos que
só foi possível realizar este montante através da comparticipação de mais de
400 Trabalhadores na campanha de recolha de fundos levada a cabo por esta CT,
após o plenário.
Aqui
chegados, feita a transferência (comprovativo em anexo), cabe-nos informar que,
tal como deliberado, nesta primeira e imediata fase, o gabinete R&A
procurará desenvolver um diálogo aberto junto da empresa, na prossecução da
resolução deste diferendo por recurso a uma ação extrajudicial, de acordo com o
compromisso assumido no plenário.
Reiteramos
que a “normalização” das contribuições da Empresa para o Fundo de Pensões, no
pleno respeito pelos compromissos assumidos com o Fundo de Pensões, traduziria
uma vitória para todos, Trabalhadores e Empresa.
Para
os Trabalhadores que veriam corrigida uma tremenda injustiça de ataque aos seus
direitos sociais sobre uma matéria, que até há muito pouco tempo era vista como
intocável e um dos principais alicerces dessa estrutura social que fazia a ANA
Aeroportos de Portugal uma empresa diferenciada no panorama Nacional. Mas,
sobretudo para a Empresa e para a sua Comissão Executiva que, aceitando a
resolução do diferendo nesta fase, demonstraria desde logo, uma maturidade e
visão estratégica de gestão social e humana do seu mais precioso ativo,
evitando dessa forma um difícil e moroso processo, dando passos seguros na
manutenção da Paz Social, evitando dessa forma degradar a imagem e o bom nome
da ANA Aeroportos de Portugal e do Grupo VINCI num processo conflituoso, incontornável
e profundamente mediático.
Se
após a tentativa de resolução pela via extrajudicial a CE se mantiver
irredutível em reconhecer que a opção que tomou (ao utilizar um
benefício/direito social como arma de arremesso em sede de negociação no
intuito de impor a sua proposta de AE), dar-se-á seguimento a uma proposta de
ação judicial, em forma de “litisconsórcio”, junto do Tribunal competente,
formulação essa delineada pelo gabinete de advogados com vista ao maior sucesso
da ação, da qual, oportunamente, daremos mais pormenores.
Desde o início da suspensão das contribuições da empresa para o FP, que os Trabalhadores foram dando sinais claros de insatisfação, revolta e indignação, sinais esses expressos não só em plenário como pela votação massiva nas últimas eleições para a CT mas, acima de tudo, por serem os próprios Trabalhadores a financiar, se necessário, as ações que lhe foram propostas.
Se
toda esta demonstração não é (for) suficiente para fazer a CE repensar a sua
atuação e assim repor as contribuições que lhe são devidas, talvez seja tempo
desta CE assumir que os seus Trabalhadores não são ao contrário do que
vulgarmente apelidam como “o seu principal ativo”, são sim e finalmente
meros números numa folha de Excel.
06 de setembro de 2022
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