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Comunicados e informações

Comunicado nº03_2026

 

Eleições CT 2026

 

Na sequência dos comunicados anteriores da Comissão de Trabalhadores (CT) e do calendário eleitoral fixado pela Comissão Eleitoral para o dia 17 de junho de 2026, anunciamos a apresentação de uma lista de continuidade. Esta é uma decisão ponderada e consciente, tomada apesar das condições adversas e restritivas impostas pela atual Comissão Executiva. Perante a indefinição do processo do Fundo de Pensões, não poderíamos, em circunstância alguma, abandonar a CT e os Trabalhadores.

Recordamos que esta ação judicial foi intentada através de um litisconsórcio voluntário, solução encontrada pelos nossos advogados, precisamente para que o desfecho beneficie a totalidade dos Trabalhadores. Para viabilizar este processo, seis membros da CT assumiram pessoalmente a representação da ação; como tal, a permanência na CT constitui uma responsabilidade perante todos e uma ressalva jurídica essencial da qual não podemos abdicar, um imperativo de proteção que se torna evidente face à postura da empresa perante este órgão.

Esperamos, contudo, que com a renovação do mandato e o reforço da legitimidade que acreditamos, os Trabalhadores nos conferirão, os responsáveis da Empresa reencontrem, após as eleições, o caminho da normalidade institucional e de uma sã colaboração com o órgão mais representativo dos Trabalhadores.

 

Comissão de Trabalhadores

                      26 de maio de 2026

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Comunicado nº02_2026

 Relação institucional e Balanço de mandato


Encontramo-nos no último ano do mandato da Comissão de Trabalhadores (CT) iniciado em 2022 e que foi marcado pela eleição mais participada de sempre. Impõe-se um balanço sobre o caminho percorrido.

Resiliência e Coerência

Este mandato foi profundamente condicionado pelo processo judicial relativo ao Fundo de Pensões. Apesar da morosidade da sentença, mantemos uma postura de total resiliência e coerência. Atuámos sempre na defesa intransigente dos interesses e direitos dos Trabalhadores, mas também na salvaguarda da imagem e do bom nome da ANA Aeroportos de Portugal, tanto a nível nacional como internacional.

O Custo da Defesa dos Trabalhadores

Conscientes da posição assumida, quanto à suspensão da contribuição da Empresa no Fundo de Pensões, perante a expressiva mobilização e o contributo financeiro dos Trabalhadores na ação judicial, deliberada em plenário, esperávamos da ANA maior maturidade institucional e respeito por aquele que é o seu maior ativo - o Capital Humano. Ao contrário, sinalizamos uma reação intempestiva que dificilmente encontrará eco na atual cultura corporativa da VINCI.

Degradação do Relacionamento Institucional

Recorrer aos instrumentos legais previstos na República Portuguesa no intuito de defender os interesses dos Trabalhadores é um direito inalienável, num quadro de normalidade democrática e constitucional: Porém, a empresa optou pelo caminho da retaliação, criando entropias na relação institucional com vista à limitação da ação da CT, única organização representativa da globalidade dos Trabalhadores.

A reação desproporcionada da Comissão Executiva (CE) não altera o nosso compromisso: continuaremos a honrar o mandato que nos foi confiado com a mesma firmeza de sempre!

Segue um enquadramento geral, para que percebam exatamente ao que nos referimos:

A Rutura do Modelo de Funcionamento

Após a tomada de posse em julho de 2022, na única reunião presencial realizada até à data em todo o mandato, a CT foi unilateralmente confrontada com alterações profundas às regras de funcionamento institucional, impostas sem qualquer consulta prévia:

1.     Digitalização Forçada e Isolamento

As reuniões institucionais com o Órgão de Gestão passam obrigatoriamente para o formato online. Ao impedir a convergência dos representantes na sede em Lisboa, a Empresa limitou severamente o trabalho interno da Comissão e o contacto de proximidade com os Trabalhadores.

2. Bloqueio à Mobilidade e Garantias

A Empresa retirou à CT as garantias previstas no manual de deslocações e estadas. Na prática, isto pretendeu inviabilizar a presença física dos representantes nos vários aeroportos, unidades de negócio e atos de representação externa. Recordamos que a representação dos membros da CT, reflete a dispersão geográfica da Empresa.

3. Autofinanciamento da Atividade Representativa

Perante a asfixia financeira e entropias criadas pela administração, a CT decidiu não implementar, para já, o contributo voluntário de 1€ aprovado em Plenário. Optámos por aguardar o desfecho da ação relativa ao Fundo de Pensões antes de reavaliar qualquer necessidade de financiamento adicional.

Em consequência desta decisão, os membros da CT assumiram pessoalmente todos os custos associados à nossa ação, nomeadamente deslocações e estadas para garantir a continuidade da missão. Assinalamos o risco assumido: por decisão desta administração, os membros da CT deixaram de estar salvaguardados por qualquer tipo de seguro, seja de acidentes de trabalho ou outro, no desempenho das suas funções.

Ainda assim, destacamos as seguintes ações:

Ação Judicial Fundo de Pensões:

Em virtude da entrega da totalidade do capital angariado, ao escritório de advogados, a título de provisão do processo, os membros da CT assumiram a expensas próprias os custos posteriores relacionados com: custas judiciais, deslocações a tribunal e demais requerimentos no processo.

Ação Parlamentar:

As deslocações à Assembleia da República, tanto para a audição sobre a Privatização como para reuniões com Grupos Parlamentares foram igualmente custeadas pelos elementos desta Comissão.

Apoio Laboral no processo de despedimento coletivo:

Já anteriormente, o apoio jurídico no processo de despedimento coletivo no Aeroporto de Lisboa (Trabalhadores do depósito de bagagens) foi igualmente assegurado por meios próprios dos membros da CT.

4. Recusa de Meios Técnicos

Confrontada com esta mudança radical de paradigma, a CT solicitou os meios técnicos adequados para operar neste novo contexto. Todos os pedidos foram liminarmente recusados pela Empresa. 

5. Reuniões institucionais CE_CT e respetivas Atas

A legislação portuguesa (código de trabalho) impõe a realização de reuniões mensais, entre o Órgão de Gestão e a Comissão de Trabalhadores, cabendo à Empresa a responsabilidade pela elaboração das respetivas atas.

Contudo pela primeira vez em memória institucional, não se realizam reuniões há mais de oito meses, sob o pretexto de dificuldades de agenda do Senhor Presidente da CE.

A CT tem envidado todos os esforços para normalizar esta situação. Porém, preterindo a maturidade democrática, a CE opta pela sujeição a inspeções da ACT e o consequente pagamento de coimas. 

6. Autonomia da CT e Tentativas de Ingerência

Na sequência de toda a pressão imposta pela Empresa à CT, logo em junho de 2024, os dois únicos elementos eleitos pela Lista A nas últimas eleições renunciaram ao mandato, de forma concertada. Opção certamente questionável.

Logo após a renúncia dos dois membros, a CE, extrapolando a sua jurisdição e através de uma interpretação distorcida das normas e estatutos, anuncia-nos sem que o tivéssemos solicitado a disponibilidade dos cadernos eleitorais, sugerindo a necessidade de novo ato eleitoral.

Por seu turno, a CT, cumprindo rigorosamente as normas legais e estatutárias, formalizou o convite aos restantes membros suplentes da referida lista. Nenhum aceitou assumir o cargo.

Preservando o espírito da lei, manteve-se o quórum e legitimidade da CT. A alternativa seria a integração de dois suplentes da Lista B, o que em nosso entendimento subverteria a vontade expressa nas urnas.

Por analogia, aceitar a lógica da CE seria o mesmo que obrigar o Presidente da República a convocar eleições antecipadas sempre que um partido de deputado único renunciasse ao mandato sem apresentar substituto.

Confrontados com o que se nos sugeriu ser uma tentativa de ingerência, prontamente travámos a iniciativa, com o devido enquadramento jurídico, recordando à Gestão que qualquer ingerência na autonomia da CT está devidamente tipificada na lei.

Não ignoramos as intenções nem o oportunismo subjacente a este episódio. Pelo que, não pudemos desconsiderar tal manobra, tendo a mesma sido igualmente denunciada à ACT.


Reflexão final

Apesar dos persistentes constrangimentos impostos à nossa atuação, a CT assegurou a sua presença em todos os momentos decisivos na defesa dos interesses dos Trabalhadores. Assistimos a uma rutura profunda no paradigma institucional que caracterizava a relação da ANA com a sua CT e que se manteve desde a sua fundação, no final da década de 70 até ao momento em que assumimos defender os interesses dos Trabalhadores pela via judicial, na sequência da suspensão das contribuições da Empresa para o Fundo de Pensões.

Perante este novo cenário, a nossa resposta foi a adaptação, sem nunca abdicar da coerência ou dos princípios previstos na lei-quadro que regula as Comissões de Trabalhadores em Portugal.

Reiteramos o que já transmitimos à Comissão Executiva: qualquer tentativa de desrespeitar, limitar ou restringir direitos da CT, bem como qualquer ato de ingerência, não constitui um ataque a esta ORT isoladamente, mas sim uma afronta direta a todos os Trabalhadores

Comissão de Trabalhadores

04 de maio de 2026

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Informação nº1_2026

 Conselho de Administração do Grupo VINCI

É com enorme satisfação e orgulho que partilhamos convosco uma notícia que consideramos absolutamente extraordinária, não só pela importância em si mesma, mas igualmente por se fazer história na Representação dos Trabalhadores da ANA dentro do Grupo VINCI.

Pela primeira vez desde o início da concessão, um representante português, o nosso colega Nelson Galego, membro desta Comissão de Trabalhadores (CT), foi eleito em sede do Conselho de Empresa Europeu (CEE) para integrar o Conselho de Administração do Grupo VINCI (CAVG).

O Conselho de Administração da VINCI, liderado pelo Presidente Xavier Huillard, é composto por membros que supervisionam a estratégia e a governação do grupo. Em 2026, o conselho conta com uma composição diversificada, integrando diretores independentes, representantes dos acionistas e representantes dos Trabalhadores.

Esta eleição assume uma relevância ímpar, pois Nelson Galego assumirá, a partir de abril de 2026, a responsabilidade de representar o universo global de Trabalhadores da VINCI na Europa no órgão máximo de gestão do Grupo (CAVG). Trata-se do reconhecimento do trabalho desenvolvido por esta CT e de uma vitória pessoal e coletiva que reforça e dignifica a nossa posição enquanto Órgão Representativo dos Trabalhadores.

Transição e Continuidad

Para assegurar a continuidade do trabalho no Conselho de Empresa Europeu, informamos que o atual coordenador da CT, João Figueiredo (até aqui suplente/deputy no CEE), assumirá integralmente as funções anteriormente exercidas pelo membro Nelson Galego naquele órgão. Esta transição garante a manutenção de todos os cargos e a participação ativa nos diversos grupos de trabalho internos já constituídos

Representação no Fundo Castor International

Importa igualmente destacar que a CT ressalva a importância estratégica de garantir a máxima representação portuguesa nestes órgãos internacionais do Grupo VINCI. Nesta linha, recordamos o apoio direto ao anterior coordenador desta Comissão de Trabalhadores, Ricardo Correia, na sua eleição para o Board do FCPE CASTOR Internacional. O seu mandato, ainda em curso, assegura a defesa dos interesses dos Trabalhadores neste importante órgão de gestão do Fundo Castor.

Compromisso e Futuro

Continuaremos a trabalhar com o mesmo rigor e resiliência que nos trouxeram até aqui, garantindo que a vossa voz é ouvida com firmeza e proximidade em todos os centros de decisão, nacionais e internacionais. Seguimos focados e determinados em honrar a confiança que em nós depositam.

 

Comissão de Trabalhadores

23 de março de 2026

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Comunicado nº01_2026

Passado, Presente e Futuro


A Comissão de Trabalhadores (CT) reconhece a dificuldade e os desafios sentidos na comunicação com os Trabalhadores ao longo deste mandato. Não podemos dissociar estas dificuldades das entropias criadas pela Empresa, tema que abordaremos detalhadamente num comunicado futuro.

Ao mencionarmos o “Passado”, não pretendemos recuar ao contexto histórico de 1807, nem traçar qualquer paralelismo com a atual concessão. O nosso foco é o Passado Recente: o balanço deste mandato, a análise do Presente e a antecipação do que projetamos para o Futuro.

Apesar dos obstáculos, este foi um período de atividade intensa. Defendemos os Vossos interesses em diversas frentes, desde os temas que partilhámos abertamente convosco, até àqueles que, por dever de confidencialidade, exigiram uma atuação mais reservada, mas igualmente firme.

Neste comunicado, apresentamos um resumo transversal do trabalho desenvolvido nos diversos fóruns onde marcámos presença.

 

Fundo de Pensões

Prioritário continua a ser o processo judicial agilizado pela CT, no qual requeremos a reposição das contribuições para o Fundo de Pensões, suspensas unilateralmente pela empresa.

Desde a nossa última atualização, não houve novos desenvolvimentos processuais. Seguimos, por isso, a aguardar a emissão do despacho saneador-sentença.

Partilhamos da vossa frustração perante a morosidade da justiça. No entanto, entendemos que qualquer juízo de valor ou suspeição pública seria contraproducente para o desfecho da ação. Reiteramos a nossa confiança de que, apesar da lentidão, a Justiça será feita e que os direitos dos Trabalhadores serão salvaguardados com a reposição integral das contribuições em falta.

 

Plano de benefícios flexíveis- Flex

Intimamente ligado à questão do Fundo de Pensões está o Plano Flex. Como clarificámos nos Comunicados nº 02 e 03/2024, a CT não se opõe, por princípio, à existência de programas de benefícios flexíveis; contestámos, sim, o modelo adotado e a sua interdependência/financiamento no Fundo de Pensões.

É fundamental relembrar: quando a empresa suspendeu as contribuições para o Fundo de Pensões, prometeu a sua reposição em 2024. Em momento algum foi anunciada a substituição dessas contribuições por um plano de benefícios.

Não aceitamos e deixámos o nosso protesto registado para memória futura: que um direito adquirido e contratualizado seja convertido numa mera liberalidade de gestão. Esta decisão, que consideramos um ato de autocracia gestionária por parte da Comissão Executiva, retira segurança aos Trabalhadores: ao contrário do Fundo de Pensões, o Plano Flex terá apenas a duração que esta ou qualquer outra administração da nossa Empresa/Grupo decidir, unilateralmente, manter.

 

SAD- Sistema de Avaliação e Desempenho

O Sistema de Avaliação e Desempenho, atualmente pouco mais é que uma ferramenta de gestão com um único propósito que se veja e percecione: travar progressões, limitar subidas de nível e maturidades, reduzindo por essa via a massa salarial global.

Um sistema, que “baliza” o mérito dos Trabalhadores a uma nota média global de 3.2, com tudo o que isso implica e envolve, distorce a realidade e desvirtua o nobre objetivo da sua função. Será mais ou menos o mesmo que entrar num qualquer jogo sabendo à partida o resultado.

O mais caricato é que atualmente, ninguém se revê no modelo, nem avaliados nem avaliadores.

Embora a própria empresa tenha reconhecido a necessidade de mudança, alterando unilateralmente as "regras do jogo" e denunciando o Acordo de Empresa em 2019, parece agora não ter capacidade ou vontade negocial para os compromissos necessários e conducentes à conclusão de um novo acordo.

É consensual que o SAD é injusto para quem trabalha, mas, aparentemente, serve na perfeição os interesses financeiros da organização. Fica claro que, se o novo Acordo de Empresa não avança e o SAD continua a falhar os seus desígnios, é porque as mudanças pretendidas pela Empresa não visam nem a justiça nem o benefício dos Trabalhadores, mas apenas o seu próprio proveito económico de retorno acionista.

Torna-se difícil compreender como uma organização alcança resultados financeiros tão extraordinariamente expressivos, enquanto classifica o desempenho global dos seus colaboradores como mediano.

 

 

Horários de Trabalho

Retomamos o tema abordado no Comunicado nº 01/2025 pela sua importância crítica e pelo impacto direto na vida de cada Trabalhador. Decorrido algum tempo sobre a implementação da deliberação imposta pela Comissão Executiva "Organização e gestão dos tempos de trabalho" reiteramos todas as preocupações que manifestámos na altura.

A empresa terá certamente atingido o pretendido, mas e os Trabalhadores?

·       Houve melhoria na conciliação da vida profissional com a familiar? NÃO.

·       Houve redução do risco de acidentes? NÃO e, em vários casos, o risco foi agravado.

·       Houve ganhos na saúde ou na produtividade? NÃO.

A esta gestão de horários acresce a problemática do trabalho por turnos. O que observamos hoje são equipas saturadas, desmotivadas e no limite das suas capacidades. Com efetivos abaixo dos mínimos, as equipas estão "por um fio": as baixas sucedem-se e os Trabalhadores com mais tempo de casa e mais experientes já só perspetivam a saída.

Demonstra o Órgão de Gestão da Empresa alguma preocupação real com este cenário? Pela forma como ignora estes sinais e pela aposta persistente no Outsourcing em detrimento do Insourcing, a resposta é, uma vez mais, negativa.

 

Trabalho por Turnos

O Trabalho por Turnos é, hoje, um dos maiores desafios do mundo laboral. Embora essencial ao funcionamento da sociedade, é simultaneamente o regime de trabalho mais pernicioso que existe. É um facto científico comprovado: quem trabalha por turnos tem uma esperança média de vida inferior à de quem trabalha em regime regular. Vive menos tempo, portanto!

No nosso Comunicado nº 06/2024, detalhámos esta problemática e partilhámos evidência científica sobre o tema. Infelizmente, as empresas e a nossa não é exceção continuam a desvalorizar este regime e quem o assegura. Limitam-se a "lavar a consciência" com um subsídio residual que em nada compensa o desgaste e os riscos de saúde suportados.

Na verdade, o atual modelo de Trabalho por Turnos configura um cenário "win-win" para empresas e Estados, à custa do Trabalhador:

·       As empresas aumentam os tempos de laboração a um custo marginal;

·       O Estado acaba por poupar na Segurança Social, uma vez que estes contribuintes, devido ao desgaste precoce, tem uma esperança de vida menor.

Apesar de ser uma luta desigual, esta CT não baixou os braços. Durante este mandato, levámos esta preocupação diretamente aos centros de poder: apresentámo-la aos Grupos Parlamentares na Assembleia da República. Levámos igualmente a questão ao Conselho de Empresa Europeu VINCI e ao Grupo “SSDC CIVIL AVIATION, Ground Handling, Working Group" no Parlamento Europeu.

O caminho faz-se caminhando — e continuaremos a ser a "água mole em pedra dura" até que o trabalho por turnos seja efetivamente reconhecido e a saúde dos Trabalhadores seja devidamente acautelada. De forma simplificada, entre outras, defendemos a majoração do tempo de trabalho prestado no regime de turnos para efeitos de reforma.

 

Alterações ao Código de Trabalho

Relativamente às recentes propostas de alteração ao Código do Trabalho, já detalhámos algumas das intenções subjacentes no nosso Comunicado nº 02/2025

Enquanto Organização Representativa dos Trabalhadores (ORT), a CT estará sempre ao lado de quem representa, nomeadamente os Trabalhadores. É importante sublinhar que não nos move qualquer interesse partidário; a própria heterogeneidade interna da nossa Comissão não só garante esse distanciamento, como enriquece o debate interno. O nosso único foco é, e será sempre, a defesa intransigente dos interesses globais dos Trabalhadores.

Face ao que é conhecido, a nossa preocupação é inevitável. Consideramos a proposta atual profundamente lesiva: merece o nosso repúdio por ir em contraciclo com as necessidades reais aqui expostas e, acima de tudo, por falhar na valorização do trabalho e na dignificação de quem o exerce.

 

Audição Parlamentar Privatização ANA

No dia 4 de junho de 2024, a CT foi ouvida na Assembleia da República, numa audição parlamentar com a presença de todos os grupos parlamentares, sobre o processo de privatização da ANA – Aeroportos de Portugal. Como detalhámos no Comunicado nº 01/2024, fomos convidados a expor a realidade dos acontecimentos que antecederam a privatização, bem como os impactos da transição do público para o privado na vida dos Trabalhadores.

Fizemo-lo com a frontalidade e a verdade que nos caracterizam, mantendo a coerência com as posições assumidas por todas as Comissões de Trabalhadores desde o período pré-privatização até hoje.

As reações que se seguiram à nossa intervenção apenas vieram confirmar a pertinência e o rigor das nossas declarações. Ficou provado que a voz dos Trabalhadores e das suas ORTs democraticamente eleitas é essencial para escrutinar decisões que afetam não só o nosso futuro, mas o património estratégico do país.

 

Outsourcing- Externalização de Serviços- A Ilusão da Eficiência

Cada vez mais, a externalização de serviços parece ser tratada como o "Santo Graal" da gestão, apresentada como o expoente máximo da racionalização de recursos e da otimização financeira. No entanto, a perniciosidade desta política a médio e longo prazo é bem conhecida. A CT tem demonstrado internamente, até à exaustão, os perigos deste caminho, sem que se vislumbre qualquer recuo, por parte da atual Comissão Executiva, antes pelo contrário.

Embora o outsourcing possa ter aplicabilidade em áreas não estratégicas, em setores fundamentais ele representa um "acidente anunciado". Se por vezes as consequências são ligeiras, noutras podem ser absolutamente trágicas.

Observamos com profunda preocupação uma certa "despreocupação cultural" no nosso país. Eventos como o acidente do elevador da Glória ou o incêndio no Hospital de Ponta Delgada teriam provocado, noutras geografias, fortes manifestações de repúdio e pedidos de responsabilização imediata. Por cá, a tendência é para que a "culpa morra solteira". Contexto que acaba por empoderar gestores e políticos, incentivando-os a perpetuar estas políticas, face à impunidade que se vai verificando.

Na ANA, é evidente a aposta numa política de externalização massiva, com especial e grave enfoque nas várias vertentes e ramos da Manutenção bem como no Serviço de Luta combate a Incêndios (SLCI). Nestas áreas críticas, os problemas agravam-se e sucedem-se. Esperamos, convictamente, nunca vir a lamentar na nossa "casa" situações dramáticas como as que aqui recordamos por responsabilidade destas opções de gestão.

 

Conselho de Empresa Europeu (CEE)- Grupo VINCI

A nossa intervenção não se limita às fronteiras nacionais. A CT mantém uma presença ativa e vigilante no Conselho de Empresa Europeu (CEE) do Grupo VINCI, onde ocupamos um lugar efetivo na mesa do Comité restrito (Bureau).

Nesse fórum internacional temos a responsabilidade de elevar a voz dos Trabalhadores da ANA e da VINCI em Portugal, ao mais alto nível da corporação, reportar assimetrias e decisões de gestão que afetam a nossa operação em Portugal e onde confrontamos a estratégia global do Grupo com a realidade local.

A nossa representação neste fórum conhecerá, muito em breve, desenvolvimentos que fortalecerão a nossa voz junto do Grupo. Disso daremos conhecimento numa Informação que saíra brevemente.

 

Participação em fóruns Internacionais

Tivemos ainda por diversas ocasiões ao longo do mandato a oportunidade de transmitir estas e outras preocupações de interesses dos Trabalhadores em fóruns patrocinados pela ETUC - European Trade Union Confederation, órgão dependente da União europeia, pela ETUI - European Trade Union Institute e ainda na ETF - European Transport Federation.

A título de exemplo na participação que tivemos no Grupo “SSDC CIVIL AVIATION, Ground Handling, Working Group" no Parlamento Europeu, focado nas questões do “lado ar” dos aeroportos, optámos por incidir a nossa intervenção no Trabalho por Turnos/Horários de Trabalho e na interligação e impacto direto no Safety. Por último abordamos a questão do ruído e um outro tema que têm marcado a nossa intervenção nestes fóruns que é a questão das partículas finas e ultrafinas. Questão invisível, que só recentemente começou a ser tratada e reconhecida, mas com nefasto impacto na saúde dos Trabalhadores.

 

Novo Aeroporto de Lisboa _ NAL - Um Futuro de Incertezas

Quando pensámos no título Passado, Presente e Futuro para este Comunicado, o Novo Aeroporto de Lisboa-NAL evidenciou-se imediatamente como a expressão mais literal e preocupante do futuro incerto que se avizinha.

Enquanto o país continua a discutir localizações e infraestruturas, a CT foca-se essencialmente, no capital Humano. Isto é, nos Trabalhadores que irão operacionalizar e dar vida ao NAL.

O desconhecimento sobre o modelo de transição dos atuais Recursos Humanos para a nova infraestrutura é total. Não aceitaremos que o "Futuro" seja desenhado à revelia de quem construiu o "Passado" e sustenta o "Presente" da ANA.

Interessa desde logo, saber e clarificar:

·       Como será assegurada a transição dos atuais postos de trabalho?

·       Quais os critérios e garantias de estabilidade contratual na mudança para a nova localização?

·       Que política de contratação será adotada para o reforço das equipas, e como será salvaguardada a valorização de quem já cá está?

·       Como e quanto tempo durará a transição do Aeroporto Humberto Delgado para o NAL?

·       Quais os serviços e Direções que não irão transitar para a nova infraestrutura?

A CT estará vigilante para garantir que a modernidade da nova infraestrutura seja acompanhada pela dignidade de quem a irá operar. O futuro da aviação em Portugal não se faz apenas com betão e aço; faz-se com a experiência e o saber dos seus Trabalhadores.

 

Conflitos internacionais-Impactos na Aviação

Num contexto global de crescente instabilidade, acompanhamos com profunda preocupação o escalar dos conflitos internacionais.

No sector aviação as consequências serão diretamente proporcionais ao evoluir dos cenários. A volatilidade no custo do petróleo e o seu impacto imediato na economia da aviação não poderá obviamente ser ignorado.

A CT manter-se-á atenta para que eventuais flutuações de mercado, decorrentes deste cenário geopolítico, não sejam utilizadas como justificação para políticas contrárias aos interesses dos Trabalhadores.

Todos recordamos o esforço solicitado aos Trabalhadores na crise do Covid 19, situação que não queremos ver repetida. Curiosamente não foi ainda reposto o esforço financeiro solicitado aos Trabalhadores, mesmo quando ano após anos aumentamos significativamente os lucros.

 

Conclusão

Nesta viagem pelo Passado recente e pelo Presente da nossa empresa, fica clara a dimensão dos desafios que enfrentamos. Entre decisões unilaterais de gestão e políticas que põem em causa direitos adquiridos e a própria segurança operacional, a Comissão de Trabalhadores mantém-se firme no seu propósito original, a defesa intransigente dos interesses e direitos dos Trabalhadores.

Continuaremos e não hesitaremos em denunciar a "despreocupação cultural" ou a "autocracia gestionária", lutaremos sempre para que não se tornem a norma na nossa casa.

O nosso trabalho não se esgota na denúncia; estende-se à vigilância constante e à representação dos vossos interesses onde quer que seja necessário, seja junto do Órgão de Gestão da Empresa, a atual Comissão Executiva, ou nos diversos fóruns nacionais ou internacionais, mesmo que isso implique como iremos explicar no próximo comunicado, custos pessoais e financeiros aos membros desta CT.

O Futuro da ANA depende da valorização real de quem a operacionaliza e faz funcionar todos os dias.

Continuaremos a ser a Vossa voz, sem concessões e sem interesses que não sejam os de quem trabalha.

A união de todos é, e será sempre, a nossa maior força contra a erosão dos nossos direitos.

 

 

Comissão de Trabalhadores

13 de março de 2026

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Informação nº01 CT_2025 

Fundo de Pensões

Após a publicação do Comunicado nº2 CT_2025, na passada sexta-feira, foi a CT interpolada por vários Trabalhadores, no sentido de obter informações atualizadas sobre o estado da ação proposta, quanto ao Fundo de Pensões.

Informamos que nada temos dito sobre esta matéria, pois nada ocorreu desde a nossa última comunicação feita no Comunicado nº5 CT_2024. Ou seja:

Encontra-se concluso para decisão, continuamos pacientemente a aguardar que a juíza emita o despacho saneador-sentença

Sabemos ser extremamente difícil compreender esta demora, mas este é o “habitual tempo dos tribunais” tal como todos o conhecemos e infelizmente o tempo da justiça não se conforma com os tempos do processo.

Logo que tenhamos qualquer desenvolvimento, comunicaremos de imediato.


Obrigado pela compreensão e suporte!

 

Comissão de Trabalhadores

20 de outubro de 2025

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Comunicado nº2_2025 

Alterações ao Código de Trabalho

Antes de falarmos sobre a proposta de Alterações ao Código de Trabalho, importa referir e clarificar o total apartidarismo da Comissão de Trabalhadores (CT) e a clara separação que todos os seus membros fazem relativamente a questões partidárias. O que nos move é a defesa integral dos interesses de quem representamos, os Trabalhadores. Já o afirmámos anteriormente, o único “partido” a quem devemos lealdade é o PTA, o Partido dos Trabalhadores da ANA. Todos os outros respeitamos, dentro da sua legitimidade democrática, mas contra todos lutaremos sempre que desrespeitem ou intentem contra os direitos dos Trabalhadores da ANA Aeroportos de Portugal.

Como é do conhecimento geral, o atual Governo Constitucional de Portugal, o XXIV da nossa Républica Democrática, apresentou proposta com intensão de alterar o Código do Trabalho.

Após 51 anos e mais de 18800 dias de construção democrática, somos confrontados com um retrocesso inimaginável para todos, inclusivamente para os Trabalhadores que contribuíram para a eleição deste Governo, pois tal proposta não constava no programa que foi apresentado a sufrágio pelo atual Governo.

Logo que tomámos conhecimento da abrangência das alterações constantes na proposta do Governo, decidimos internamente, que teríamos que de alguma forma, fazer chegar e demonstrar a nossa indignação junto do Digníssimo primeiro-ministro (PM). Tínhamos já inclusivamente um esboço de texto elaborado quando fomos contatados por outras ORTs, propondo uma iniciativa conjunta.

Após análise, mesmo não sendo um texto nosso, decidimos subscrever, reconhecendo desde logo na iniciativa um impacto e significado muito mais abrangente. Em anexo segue o texto final enviado ao PM para conhecimento de todos.

Feita esta nota introdutória e divulgado o texto enviado, importa dar a conhecer um pouco mais em pormenor algumas das alterações pretendidas pelo Governo. Há, contudo, que reconhecer a absoluta desfaçatez e ironia da proposta. Vejamos, diz o governo que a mesma visa entre outras, “modernizar o Código do Trabalho, face aos desafios da digitalização, promover a contratação coletiva, combater a precariedade e reforçar os direitos dos trabalhadores, sem descurar a promoção da criação de riqueza, o aumento do rendimento dos trabalhadores...”

Como sabeis, porque são públicas as propostas, a sua esmagadora maioria visa exatamente o contrário daquilo que o Governo diz pretender. Aliás, não deixa de ser curioso, recordar que as alterações mais significativas ocorridas no passado, levadas a cabo pelos governos de Durão Barroso (2003) e Passos Coelho (2011), visavam exatamente o mesmo, tendo resultado nas brutais perdas que todos certamente recordamos.

Vejamos algumas das medidas propostas:

1.       Contratos a termo

ü  Aumento do período de duração dos contratos a termo para 3 anos (termo certo) e 5 anos (termo incerto); 

ü  Alarga para 1 ano o prazo mínimo regra da celebração do contrato de trabalho a termo certo;

ü  Alargamento da possibilidade de contratação a termo, impossibilitando o vínculo efetivo; 

ü  Revoga-se a norma que proibia expressamente a terceirização (outsourcing) de serviços, permitindo despedir para imediatamente contratar um outsourcing;

2.        Facilitação do processo de despedimento

ü  Deixa de ser obrigatório realizar-se uma fase de instrução no procedimento disciplinar de despedimento por justa causa;

ü  É revogada a presunção da aceitação pelo trabalhador do despedimento quando este recebe a totalidade da compensação do artigo 366.º, passando o trabalhador a estar obrigado apenas a prestar caução da compensação recebida se apresentar pedido de reintegração no âmbito da ação de apreciação judicial do despedimento. Impedindo que os trabalhadores peçam a reintegração;

3.        Teletrabalho

ü  Entre outras obrigações, elimina-se o princípio anterior de acesso ao teletrabalho, facilitando ao empregador a recusa de acesso ao mesmo;

4.       Parentalidade e licenças

ü  Obrigatoriedade do gozo de 120 dias de licença parental inicial, (120 obrigatórios + 30 facultativos + 30 adicionais se partilhada em partes iguais);

ü  O pai mantém os 28 dias obrigatórios, porém 14 dias têm de ser consecutivos e imediatos ao nascimento;

ü  Limitação da dispensa para amamentação, que passa a ter como limite os 2 anos da criança e o direito à dispensa para aleitação até 1 ano passa a ser possível ser exercido apenas por qualquer um dos progenitores, eliminando-se a possibilidade de ser exercida por ambos;

ü  Revogação do recente artigo que previa a falta por luto gestacional;

ü  Elimina a possibilidade de horário flexível para trabalhadores com responsabilidades familiares (filhos com menos de 12 anos ou com deficiência);

5.        Sindicatos e Comissões de Trabalhadores 

ü  Eliminação da necessidade de se obter o visto da Comissão de Trabalhadores na relação nominal dos trabalhadores que prestaram trabalho suplementar;

ü  Extingue-se o direito a reunião de trabalhadores no local de trabalho (durante e fora do horário de trabalho da generalidade dos trabalhadores):

ü  Extingue-se o direito a instalações para as ORTs; 

6.       Direito à greve

ü  Alargamento à imperatividade para prestação de “serviços mínimos” no âmbito do direito à greve;

7.       Banco de horas 

ü  Reestabelece o banco de horas individual, por mero acordo entre o trabalhador e a entidade empregadora, com limite de 50h/semana e 150h/ano;

ü  Pagamento em dinheiro das horas prestadas a mais, se ao final de 4 meses existir saldo de horas a favor do trabalhador;

ü  O banco de horas pode aplicar-se a toda a equipa se 75% aceitarem e deixa de haver referendo para a sua implementação.

Estas são somente algumas das propostas em cima da mesa.

Resumindo, estamos perante uma clara desvalorização do trabalho e uma óbvia redução dos direitos dos Trabalhadores.

Esta proposta faz tábua rasa à agenda do trabalho digno e não foi certamente por acaso o apagão do governo relativamente ao dia mundial para o trabalho digno que se celebrou a 7 de outubro.

Importa reforçar que são falaciosas, do ponto de vista político e científico as razões apontadas para estas alterações. O resultado será idêntico ao ocorrido com as alterações anteriores. Ou seja, aumento das desigualdades, maior instabilidade, menor produtividade e com os salários a crescerem abaixo da média europeia.

ü  Aumenta-se a precariedade, entre outras medidas com contratos a prazo de 3 anos;

ü  Fica agora desta forma muito mais fácil despedir;

ü  Reduzem-se indemnizações e a conciliação da vida pessoal com a vida profissional;

ü  Facilita-se a entrada do outsourcing;

ü  Fragiliza-se irremediavelmente a contratação coletiva;

ü  Ataca-se o direito à greve impondo serviços mínimos que anulam praticamente o efeito da mesma;

ü  Retira-se capacidade e meios aos representantes dos Trabalhadores.

É estrategicamente errado insistirmos nos erros e nas políticas (alterações do código do trabalho) que nos trouxeram até aqui, não só pelas razões que aludimos no paragrafo anterior, mas também por abrirmos desta forma a porta a populismos que nos trarão ainda maiores dissabores, se for realmente este o caminho escolhido.

Existem diversos estudos científicos, no campo da economia, que demonstram que precarizar significa uma fragilização generalizada da economia, onde os baixos salários são a realidade da maioria dos Trabalhadores. Que ao contrário do que o governo pretende fazer crer, é o fortalecer da proteção laboral e a negociação coletiva que garante verdadeira estabilidade e produtividade duradoura. Consequentemente melhores salários e melhor qualidade de vida. Em suma, uma vida mais digna para a todos os Trabalhadores.

Erradamente, as empresas na sua generalidade, no imediato até podem estar a olhar para estas alterações com satisfação. Muitas destas propostas parecem inclusivamente pedidos expressos de alguns grandes grupos económicos, qualquer semelhança com a realidade será ou talvez não mera coincidência.

Nós na CT já experienciámos durante este mandato muitas das alterações, que se querem agora validar. Nomeadamente, limitações no acesso à sede, com a eliminação de deslocações e limitação de outros meios que entendemos como necessários ao desempenho do cargo.

A intenção é clara, criar desgaste e extinguir as organizações representativas dos Trabalhadores, particularmente as Comissões de Trabalhadores, que não usufruem de quotizações por parte dos Trabalhadores.

Se já, no exercício deste mandato, devido a decisões unilaterais da Comissão Executiva, cada um dos membros da CT, para exercer os deveres inerentes ao cargo, para o qual foram eleitos, tiveram de despender de verbas próprias, fica evidente, que no futuro, com as alterações propostas, será difícil encontrar Trabalhadores disponíveis para integrar qualquer Comissão de Trabalhadores.

Se anteriormente, aqueles que passaram por Comissões de Trabalhadores o faziam, pro bono, muitas vezes sacrificando a própria carreira; agora, além disso, são obrigados a pagar para as integrar essas mesmas Comissões.

Tempos difíceis os que se aproximam, especialmente para os mais recentes no mundo do trabalho. Cabe, contudo, a todos, independentemente da fase da carreira em que nos encontremos, dizer não a estas alterações, e lutar da forma que mais vos aprouver, começando desde logo por não calar a indignação que cresce em todos nós a cada dia.

 

JUNTOS somos mais fortes, na construção de um FUTURO melhor!

 

Comissão de Trabalhadores

17 de outubro de 2025

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Comunicado nº1_2025

 

Horários de Trabalho

 

Todos conhecemos o alcance do ditado bem Português, “Não é com vinagre que se apanham moscas”.

Todavia, uma vez mais, contrariando toda a lógica, que se impunha, não só pelo contexto histórico e económico da ANA no tecido empresarial Nacional, mas também, pela atual pressão mediática em torno da ANA VINCI.  Especialmente por tudo o que envolve a construção do Novo Aeroporto de Lisboa, neste momento sensível, em que é forçoso estarmos todos alinhados e de “mãos dadas”, somos obrigados a concluir, exatamente o seu contrário, que a estratégia desta Administração, relativamente aos seus Recursos Humanos, é a de gerar insatisfação na esmagadora maioria dos Trabalhadores. A mais recente Deliberação da CE “Organização e gestão dos tempos de trabalho”, é disso exemplo.

Podemos tentar ser condescendentes, dizendo que o objetivo primordial e final da gestão é outro que não o ataque direto ao Trabalhador. Constata-se que o cumprimento desses objetivos, enquanto desígnios desregulados, arrastam inexoravelmente pelo caminho, os interesses e direitos dos Trabalhadores. Razão pela qual, nos insurgimos no passado e continuaremos a não calar a nossa indignação, dando assim voz a todos os Trabalhadores, sem exceção.

Para que se perceba o nível de insatisfação que esta deliberação suscitou, as solicitações a esta CT por parte dos Trabalhadores, só tiveram paralelo, com outra famosa decisão de gestão, a suspensão das contribuições da empresa para o Fundo de Pensões.

 

Sobre a questão de alterações de horários, a CT levou o tema a discussão na reunião do passado dia 20.01.2025, tendo solicitado diversa informação colocando as seguintes questões, que transcrevemos:

 

“Solicita a CT o desiderato perseguido por esta deliberação que justifique colocar em causa os usos e costumes, direitos e interesse dos Trabalhadores alvo desta decisão?

Tendo em conta, desde logo:

1) a falta de efetivos, nas diversas escalas atingidas pela deliberação;

2) que a deliberação ao invés de resolver os problemas de recurso excessivo ao trabalho suplementar, tenderá a agravar o problema;

3) que as alterações pretendidas, não só inviabilizaram a melhor conciliação, como em algumas situações, tornaram mesmo impossível a conciliação, da vida laboral com a vida pessoal, familiar e social do Trabalhador;

4) que a presente deliberação, não acautela a saúde dos Trabalhadores, em particular aqueles que laboraram em determinada escala e no mesmo ciclo consecutivamente, por 30 anos ou mais.

a) Irá impor inexoravelmente uma alteração abrupta do ritmo circadiano;

b) alteração essa que terá consequências obvias no agravamento dos distúrbios do sono, que em maior ou menor escala, é um problema transversal que atinge todos os Trabalhadores que efetuam trabalho noturno;

c) é expectável, que pelo exposto, esta deliberação, venha a aumentar o absentismo, ou inclusivamente a necessidade de mudança do tipo de horário dos Trabalhadores alvos da mesma;

5) resultará certamente numa frustração das expectativas de muitos Trabalhadores, após décadas a laborar no regime de turnos, nomeadamente, quanto ao lugar onde assentaram residência, em função de determinadas premissas que hoje vêm alteradas sem que para isso tenham sido consultados, contrariando inclusive, a lei e o AE, que explicitamente refere, que na elaboração dos horários de trabalho, sempre que possível, os turnos devem ser organizados tendo em conta os interesses e a preferência dos Trabalhadores;

6) a deliberação resulta numa diminuição efetiva da sua massa salarial, dado que exigirá um maior número de deslocações e respetivas despesas associadas.

 

Manifestámos junto da Comissão Executiva que, não vislumbra esta CT, após os ajustes já efetuados, nomeadamente aquando do acerto às 37H em todas as escalas, o motivo atendível para que a paz social, os direitos, interesses e saúde dos Trabalhadores, bem como a conciliação da vida laboral e pessoal, sejam desta forma colocados em causa.

Demos ainda nota à CE, da nossa discordância quanto à retirada do subsídio de assistência aos Oficiais de Operações Aeroportuárias com restrições médicas a um determinado período horário, mas perfeitamente aptos para o exercício das funções operacionais.

 

Por seu turno, a CE, referiu, que esta alteração, se deve única e exclusivamente à necessidade de efetuar o alinhamento legal, de todas as escalas ao AE e ao código de trabalho. Mais referiram, que não pode mais a empresa, correr riscos relativamente a esta matéria, pese embora reconheça e perceba todos os transtornos e inconvenientes que estas alterações possam provocar aos Trabalhadores. Só serão alterados os horários, onde e quando, estejam reunidas todas as condições para a implementação e operacionalização dos mesmos.

 

Uma vez mais, a CT não deixou de contrapor e argumentar à exaustão, a razão e os motivos que assistem aos Trabalhadores, nomeadamente a necessidade de aumento do efetivo. A empresa, não alterou a posição e informou, que criará e reunirá todas as condições para que sejam implementados transversalmente horários legais em todas as escalas, nem que para isso tenha de aumentar os quadros, recrutando o número de Trabalhadores necessários em cada serviço, mesmo que isso implique aumentar dos cerca de 1200 atuais para 1600 Trabalhadores tidos como necessários pela CT.

 

Contudo, sabemos todos, a dificuldade que é elaborar um horário integralmente legal, tendo em conta todas as premissas do AE e da lei geral. Por essa razão, sempre existiu, num quadro de bom senso, uma adaptabilidade das partes, consubstanciados através da elaboração de acordos. Acordos esses, que do nosso ponto de vista, se deveriam manter. Até porque de acordo com a lei, não podem ser unilateralmente alterados horários, individualmente acordados.

 

A CT, até ao momento ainda não recebeu da empresa, qualquer pedido de consulta para qualquer alteração de horário. Tal pedido é um imperativo legal, de acordo com o art.º 217 do código de trabalho, pelo que a implementação de qualquer horário sem o cumprimento, nomeadamente do nº 2 deste art. inviabiliza a legalidade desse mesmo horário. A CT, teve oportunidade de clarificar esta situação precisamente nesta mesma reunião de janeiro de 2025.

Dito isto, relembrar que antes de qualquer consulta aos representantes dos Trabalhadores, compete à empresa consultar os próprios Trabalhadores. Pelo que, cabe aos Trabalhadores avaliar, a cada momento, sempre que lhes for imposta uma alteração de horário, o cumprimento de todas as imposições legais, exigindo-as. Dever-se-ão salvaguardar, solicitando o apoio aos seus representantes, ou se vislumbrarem de imediato alguma ilegalidade, solicitar à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) a sua fiscalização.

 

Têm surgido novas “práticas” de recursos humanos, ou políticas associadas aos mesmos, das quais certamente terão ouvido falar. Recentemente, o happywashing, prática, se aplicada, confere com o contexto do momento que vamos vivendo na nossa empresa. Ou seja, mais não será, que o ato ou prática de projetar uma cultura empresarial saudável externamente, mas não a cumprir internamente. Isto significa fingir preocupação com a saúde mental dos Trabalhadores ou com o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, promover uma cultura empresarial inclusiva ou positiva que não se reflete na realidade. E alegar promover o desenvolvimento dos Trabalhadores, enquanto oferece pouca ou nenhuma oportunidade real de progressão.

Que dizer da semelhança entre esta nova teoria e a nossa realidade?  Será somente uma coincidência?

O que nós CT insistimos em dizer é que para criar efetivamente um ambiente de trabalho saudável, uma cultura empresarial positiva, impõe-se transformar as palavras em ações e demonstrar, na prática, que a cultura da empresa e o bem-estar dos Trabalhadores são protegidos e respeitados.

 

Comissão de Trabalhadores

10 de março de 2025

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Comunicado nº6_2024

 

Trabalho por Turnos _ Petição Pública


O trabalho por turnos é cada vez mais uma realidade incontornável nas sociedades atuais. Setores fundamentais para o normal funcionamento comunitário, como a Saúde, os Transportes, o Retalho, a Segurança ou o Turismo entre outros, têm como condição sine qua non para a sua operação e consequente normalização e sucesso o trabalho por turnos.

 

Sabemos hoje, de forma cientificamente comprovada que o impacto na saúde dos Trabalhadores sujeitos a estes regimes, apontam para uma maior probabilidade de contraírem doenças oncológicas e do foro psicológico. Simultaneamente pelo facto de andarem em contraciclo com o seu relógio biológico, deparam-se indubitavelmente mais cedo ou mais tarde com distúrbios do sono que indiretamente induzem, não só os problemas de saúde já mencionados, mas outros relacionados com a depreciação geral do seu sistema imunológico.

Em suma, o que todos os estudos dizem, é que tudo somado, estes Trabalhadores veem reduzir significativamente a sua esperança média de vida, ou seja, por outras palavras, quem trabalha por turnos têm uma probabilidade elevadíssima de não usufruir minimamente da reforma para a qual descontou, muitos, inclusivamente não chegam sequer a atingir idade para se reformar.

 

Considera a Comissão de Trabalhadores, que é da mais elementar justiça, que estes Trabalhadores, por tudo o que já referimos e ainda pela evidente e reconhecida dificuldade em conciliar a vida profissional com a vida pessoal/familiar, com óbvias consequências a nível social e emocional, devem por tudo o referido, ser efetivamente reconhecidos e compensados. Não só nas empresas em que trabalham e pela classe política/governos, mas também pela sociedade em geral.

 

Podem ler mais sobre este tema, neste artigo publicado no site do hospital da CUF:

https://www.cuf.pt/mais-saude/trabalho-por-turnos-que-impacto-tem-na-saude?utm_campaign=cuf_social+share_ao&utm_medium=earned+social&utm_source=whatsapp

 

É nesse sentido e por tudo o que acabamos de mencionar, por se tratar de um assunto transversal, que decidimos divulgar este comunicado sem qualquer conotação ou colagem política e dogmática, sinalizando que está a decorrer uma Petição Pública, que pretende em primeira instância levar esta importante discussão ao parlamento, com a finalidade reduzir a idade de entrada na reforma para todos os Trabalhadores que laboram ou laboraram por turnos.

https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT120399&sfnsn=wa

 

Deixamos aqui o link, para que todos, Trabalhadores por turnos ou não, possam assinar e contribuir assim modestamente nesta justa iniciativa.

É igualmente importante a partilha exaustiva do link, de maneira a permitir que familiares e amigos, conhecedores desta realidade, possam solidariamente contribuir para algo tão justo, mas simultaneamente tão importante.

 

Todos juntos por uma sociedade mais justa, podemos efetivamente fazer a diferença.

 

Comissão de Trabalhadores

04 de novembro de 2024

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Comunicado nº5_2024 

Ponto da situação do processo Fundo de Pensões 2024


Decorrido mais de um ano, após a Juíza ter informado que o processo estava concluso para decisão, sem necessidade de mais produção de prova, considerando desnecessário o julgamento, continuamos a aguardar que seja emitido um despacho saneador-sentença.

Continuaremos a aguardar serenos, acreditando na Justiça, enquanto pilar fundamental do nosso Estado de Direito.

Confiantes na justiça e no tempo do processo, sobre o qual cada um fará o seu juízo, que seguramente acabará por culminar numa sentença justa, na qual a razão ética a moral que nos é globalmente reconhecida se concretizarão.

Acreditamos, apesar desta morosidade, que a Justiça será feita no sentido de todos os Trabalhadores, verem repostas todas as contribuições em falta para o Fundo de Pensões. 

PS: Na sequência do Comunicado nº4_2024, Eleição para - Supervisory Board of the FCPE CASTOR International, compete-nos referir, que a posição da CT, relativamente ao Castor, em nada belisca, a posição clara e assumida desta CT em relação ao Fundo de Pensões (FP), que colocamos numa dimensão e plano diferentes.

É absolutamente claro que o FP é um direito de todos os Trabalhadores e disso não abdicamos! Continuaremos a lutar, até vermos reposta a justiça para todos. 

Dito isto, importa reforçar, que o reconhecimento e acompanhamento que fazemos ao Castor Internacional, não se confunde, em nada interfere ou altera o que nos move na defesa do nosso Fundo de Pensões.

 

Comissão de Trabalhadores

20 de novembro de 2024



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Comunicado nº4_2024


Eleição para - Supervisory Board of the FCPE CASTOR International


O primordial dever da Comissão de Trabalhadores é defender os direitos interesses daqueles que representa.


Neste sentido, atentos aos instrumentos que se nos apresentem como mais valias para os Trabalhadores, enquanto complemento aos pré-existentes e ainda nesse âmbito, identificamos o Castor Internacional, pela sua importância, demonstrado no enfoque e investimento efetuado pela ANA e sobretudo, pela significativa adesão ao plano, por parte dos Trabalhadores, que se cifra já acima dos 50%.

A CT, já o afirmou no passado, nada nos move contra e reconhece no plano Castor Internacional, um potencial benefício e interesse para os Trabalhadores que o entendam subscrever, caso possam e o desejem fazer.


Nesta fase, a VINCI está a organizar, a eleição dos 6 membros titulares para o Supervisory Board of the FCPE CASTOR International, cujo papel é dar voz aos Trabalhadores acionistas através de um representante. O qual, exercerá direito de voto associados às ações VINCI detidas pelo FCPE na assembleia geral, contribuindo assim para as decisões tomadas dentro desta autoridade.

A relação entre o Trabalhador e o seu empregador é por norma, absolutamente desigual. Uma relação de subordinação. Nesse sentido, particularmente no nosso contexto, entendemos que os Trabalhadores, se devem fazer representar de uma forma ativa, em todas as instituições onde possam ter assento, dar voz à defesa dos seus direitos e interesses.

Neste contexto, esta posição neste órgão no Grupo VINCI não será obviamente exceção, pelo que entende a CT como muito positiva e de extrema importância, a viabilização de candidaturas de Trabalhadores Portugueses, à eleição Supervisory Board of the FCPE CASTOR International, para um dos seis lugares elegíveis.


Recentemente, tomou a CT, conhecimento de pelo menos uma candidatura portuguesa, a do Eng. Ricardo Correia, facto que saudamos e sem prejuízo de outras candidaturas, ressalvamos desde logo, o seu passado e trajetória profissional no grupo VINCI, anterior Coordenador da Comissão de Trabalhadores da ANA, SA e membro do Conselho Europeu de Empresas onde foi vice-secretário do respetivo Comité Restrito.

A eleição terá lugar entre os dias 19 de novembro e 6 de dezembro.

Poderão exercer o seu direito de voto, todos os Trabalhadores com participação no plano Castor Internacional, sendo que o número de votos será proporcional ao peso da carteira de cada um.


“VOTING PROCESS

You can vote from the 19th of November at 10am* to the 6th of December at 3pm* via the secure website https://castor-vinci.vote.voxaly.com on which the applications will also appear. An access code and a password will be sent to every unitholder before the voting process.

We thank you, in advance, for your careful consideration of this election.

Jocelyne Vassoille

VINCI human ressources director”


Comissão de Trabalhadores

18 de novembro de 2024_


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Informação Nº2_CT 2024

Esclarecimento “Acesso plataforma Flex” 

A Comissão de Trabalhadores (CT) na sequência, dos esclarecimentos efetuados, onde ficou claro que quem não aceder/validar o acesso na “Plataforma mercerviva 360”, perderá o direito à totalidade do valor alocado na sua conta individual. Pelo facto, decidiu a CT, propor em sede de reunião com a Comissão Executiva, que, “sempre que um Trabalhador não pretenda diversificar a utilização do seu saldo, o valor possa de forma automática, ser alocado, diretamente e por defeito na sua conta pessoal do Fundo de Pensões complementares em vigor para os Trabalhadores da ANA SA”, sem necessidade de aceder à plataforma.

Esta proposta não mereceu acolhimento por parte da Comissão Executiva, sob a alegação de necessidade imperiosa de entrada na plataforma para validação do processo. Mais disseram, que não existe qualquer tipo de segundas intenções e que não devemos entender qualquer tipo de coação, nessa obrigação.

Após consulta com o gabinete de advogados, que nos representam na ação relativamente à suspensão das contribuições para o Fundo de Pensões, recomendaram-nos fazer acompanhar a adesão à plataforma, com uma declaração escrita/”disclaimer”. Tal recomendação, é válida tanto para quem já efetuou ou irá ainda efetuar o acesso. Deverá enviar a mesma (minuta PDF) que agora distribuímos, devidamente preenchida e assinada, para o email DRH- capessoal@ana.pt, com conhecimento à Comissão de Trabalhadores- ctrabalhadores@ana.pt, com opção de pedido de recibo de “entrega” e de “leitura”.

 

Declaração de acesso à plataforma

Considerando a comunicação de V Exas no sentido de, caso os Trabalhadores não aderissem ao novo plano através da plataforma criada para o efeito, fixando um prazo limite para o fazer (21.07.2024), sob pena de não terem direito a qualquer dos benefícios do plano, ………………………………………………………..

eu,________________________________________________________________ colaborador nº__________ Direção/Aeroporto _____________ venho pelo presente comunicar que o fiz, sem que com tal adesão se possa considerar que aceito qualquer violação dos meus direitos adquiridos, ou qualquer renúncia aos mesmos, designadamente aqueles que poderão decorrer do atual Fundo de Pensões.

Assinatura/data

Nota: A base de dados de email’s da CT, não está atualizada, pelo que solicitamos que todos nos apõem da divulgação desta e de outras comunicações da CT, fazendo chegar as mesmas a todos os Trabalhadores que eventualmente não as estejam a receber.

Texto da minuta (PDF) pode ser igualmente encontrado, adicionalmente no blog da CT.

https://ctrabalhadoresaeroportosana.blogspot.com/

Link para a minuta:

https://drive.google.com/file/d/1truD5JDTuf1dWudSbkwyGDNbBee_BrMj/view?usp=drive_link

Para qualquer esclarecimento adicional, contatar diretamente os membros da CT ou através do email: ctrabalhadores@ana.pt

 

A Comissão de Trabalhadores

18/07/2024

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Comunicado nº3_2024

Posição Final da CT “Plano de benefícios flexíveis”


Após algumas sessões de esclarecimento, sobre o novo “Plano de benefícios flexíveis”, clarificadas algumas questões, cabe a esta Comissão de Trabalhadores (CT), emitir uma posição final sobre o supracitado plano.

Para que fique claro para todos, a CT valoriza e enaltece, todas as iniciativas e planos da empresa, que acrescentem valor ao quadro existente de benefícios. Consideramos igualmente que, a existência de um plafom que permita gerir de forma flexível os benefícios existentes, uma excelente ideia!

Dito isto, convém, contudo, fazer um enquadramento global, para uma perceção igualmente abrangente de toda esta temática bem como a razão da defesa intransigente da CT ao Fundo de Pensões Complementares, comum aos Trabalhadores da ANA Aeroportos de Portugal.

 

1.           A reforma, pelo sistema de segurança social em Portugal, baseia-se num modelo de repartição, onde o recomendado é a existência de 3 Trabalhadores ativos por cada Pensionista. Se existirem, mais Pensionistas do que Trabalhadores a sustentabilidade do sistema entra em rotura;

 

2.           Vivemos todos, portanto, na incerteza da capacidade presente, satisfazer as necessidades futuras, que nos garantam a reforma mínima para que tanto trabalhamos;

 

3.           Foram esta semana, tornados públicos os dados de um relatório da Comissão Europeia que denuncia como das mais altas da União Europeia, as desigualdades após idade da reforma em Portugal. Demostra ainda que o sistema de pensões português é pouco progressivo;

 

4.           Para que tenhamos uma ideia, atualmente, uma pensão de reforma média em Portugal equivale somente a 69% do salário que resulta da carreira contributiva. As projeções da Comissão Europeia, apresentadas no relatório Ageing Report 2024, apontam que este valor deverá descer em 2050 para um valor médio de 38,5%. Dado que deve ser analisado, atentamente pelas novas gerações e pelos colegas recém-chegados à nossa empresa;

 

5.           Neste cenário bastante negativo, os peritos acreditam e aconselham ser necessária uma alteração da atitude face à reforma. Ou seja, não devemos contar em exclusivo com o Estado. Reforçar a educação financeira e iniciar o mais cedo possível uma poupança de longo prazo, que minimize as perdas, que todos iremos sofrer na pensão de reforma, é o enfoque de todas as formações de literacia financeira, como aliás, tivemos oportunidade de assistir, nas sessões promovidas pela nossa empresa;

 

Tendo como base todas estas premissas, a CT sempre identificou no Fundo de Pensões ANA, o complemento necessário para todas as perdas anunciadas e outras que possam vir a ocorrer através do sistema de Segurança Social.

 

1.           Em 2004, por iniciativa da empresa é alterado o Plano de Pensões. Passámos de um Fundo (Plano) de benefício Definido (PBD) para um de Contribuição Definida (PCD);

2.           A empresa, sabia que esta alteração era altamente vantajosa para os seus interesses, pela diferença implícita entre planos. Sucintamente o anterior plano (PBD), assegurava, até à morte, o diferencial entre valor da reforma e o valor que o Trabalhador ganhava no ativo;

 

3.           Já no plano de Contribuição Definida (PCD), os benefícios são determinados em função do montante final acumulado das contribuições entregues e dos respetivos rendimentos/mais valias. Esgotado o saldo pessoal de cada um de nós, fecha-se definitivamente a conta. Pelo que, é de todo conveniente acumular o máximo possível, durante a carreira ativa;

 

4.           Ainda em 2004, para que todos os Trabalhadores aderissem e aceitassem contratualizar este novo plano de Fundo de Pensões, a empresa comprometeu-se em contribuir mensalmente com 2,8% do salário de referência, e numa atitude de incentivo e proatividade para a sustentabilidade futura do mesmo, acrescentava 0,7% se os Trabalhadores aceitassem contribuir com pelo menos 1%;

 

5.           A CT, pela sua natureza, sempre acompanhou de perto o Fundo de Pensões, tendo um papel interventivo na sua defesa, chegando mesmo a solicitar, em sede de Comissão de Acompanhamento do Fundo de Pensões (CAFP) a substituição da entidade gestora ou a introdução de pacotes mais conservadores e equilibrados, após o crash de 2008;

 

Em 2021, fomos todos surpreendidos com a suspensão das contribuições da empresa para o Fundo de Pensões. Ao que se seguiu o Plenário de 11.03.2022, no qual os Trabalhadores mandataram a CT para propor uma ação judicial, com vista à reposição dos valores e das condições do Fundo à data da suspensão. Ainda sem conhecer a sentença da ação, a empresa decide, uma vez mais unilateralmente, alterar o contrato constitutivo e anuncia como facto consumado o “Plano de benefícios Flexíveis”.

 

Nas sessões de esclarecimento:

 

1.           Percebemos todos, que a verdadeira novidade do plano é a flexibilidade, que irá permitir uma maior agilidade na escolha dos benefícios, o que é positivo;

 

2.           Constatámos que uma boa parte dos benefícios, aqueles que mais impactam aos Trabalhadores já existiam e ir-se-ão manter;

 

3.           Verificamos, contudo, a existência de alguma confusão, na diferenciação de dois conceitos, desde logo distintos, o direito/dever e o benefício:

 

a.   O direito é desde logo protegido por lei e tem caráter imperativo. Previsto na relação laboral decorrente de um contrato de trabalho estabelecido entre o empregador e o Trabalhador, estando sempre correlacionado a um dever. Isto é, se a uma das partes cabe um direito à outra parte corresponde-lhe um dever.

 

b.   Contrariamente, o benefício, depende apenas da vontade da parte que o atribui, traduzindo-se numa liberalidade, podendo ser interrompido a qualquer momento.

Foi nesta diferenciação, isto é, o facto do Fundo de Pensões derivar de uma lei que nos permitiu, perante o ataque desse direito, sujeitar tal facto à análise do tribunal.

 

c.   As férias são um direito, logo temos apenas 2 dias de benefício e não os 24 anunciados;

 

d.   O seguro de acidentes pessoais resulta de um dever da empresa e um direito do Trabalhador em função do contrato de laboralidade estabelecido, é um seguro que garante uma proteção à Pessoa Segura e aos seus beneficiários perante as consequências de um acidente na esfera profissional, não se considera, portanto, um benefício;

 

e.   O Fundo de Pensões não é um benefício standard muito menos flexível, é um DIREITO;

 

f.    A formação profissional é um dever do empregador perante o Trabalhador. É simultaneamente um direito/dever do trabalhador, logo, é um direito e não um benefício;

 

g.   O trabalho a partir do domicílio, vulgo teletrabalho, passou a ser uma possibilidade, prevista na lei de trabalho, desde que, cumpridos os devidos requisitos, após o COVID19;

 

h.   Pontes são a concessão de dispensas por parte da empresa, com a consequente compensação pelos Trabalhadores das horas representadas pelos dias concedidos, situação prevista na lei do trabalho;

 

4.       Confirmámos que a totalidade do valor que a empresa colocava no Fundo de Pensões (de 2,8% até 3,5% antes da suspensão) é agora direcionado para a plataforma mercer360, nas contas individuais de cada um de nós;

 

a.               O valor em média colocado nas contas individuais, é ligeiramente superior ao valor que a empresa colocava no Fundo de Pensões;

 

5.       O que aparentemente poderia parecer um enorme esforço da empresa, de facto não o é, pois, grande parte do valor alocado, era a verba que a empresa tinha contratualizada com as entregas para o Fundo de Pensões;

 

6.       Deu para perceber, que o custo associado à criação e manutenção da plataformamercer360, não será de todo menosprezível;

 

7.       Para memória futura, pudemos todos ouvir, a defesa intransigente do funcionário da Mercer relativamente à sustentabilidade futura do Fundo de Pensões;

 

8.       Independentemente de acreditarmos ou não, nas explicações dadas, relativamente à rentabilidade futura do Fundo, fica claro, que quanto mais cada um de nós alocar ao Fundo, maior será a conta individual de cada um, no momento de acedermos à reforma;

 

Ainda assim, e pelo exposto, ficam os Trabalhadores, sem resposta a uma serie de questões:

 

1.       Sabendo a empresa que se encontra pendente uma ação judicial, cujo processo está concluso para sentença desde novembro de 2023, qual a razão para lançar, precisamente agora o “plano de benefícios flexíveis”?

 

2.       Sabendo a empresa que uma sentença favorável aos interesses dos Trabalhadores, altera totalmente a filosofia do “Plano Flexível”, porque não avançou, exatamente com o mesmo “Plano de benefícios Flexíveis”, mantendo inalterado o Fundo de Pensões?

Ø  Alocando no “Plano” somente o diferencial entre o valor que retira do Fundo de Pensões e o valor final alocado a cada Trabalhador.

 

3.       Passou a ser indiferente à empresa as consequências de uma poupança menor para o Fundo de Pensões, por parte dos Trabalhadores e a sua consequente sustentabilidade:

 

a.           Contrariando por exemplo, o defendido pelos especialistas nas sessões de literacia financeira?

 

b.           Ou ao deixar cair o incentivo de 0,7% se o Trabalhador acrescentasse pelo menos 1%?

Ø   Este incentivo, era um compromisso e uma demonstração de interesse da empresa no Fundo, que visava, não só o aumento da carteira individual de cada Trabalhador, mas também da sustentabilidade futura do Fundo!

 

4.       Perante o exposto, fica igualmente por responder, qual a verdadeira razão e o que esteve realmente na génese da criação deste “Plano de benefícios Flexíveis”?

 

Sabemos que a empresa se inspirou, em modelos externos para implementação deste modelo/plano, conhecemos outros modelos e podíamos certamente aprofundar o tema, dar nota de empresas/grupos que implementaram “departamentos da felicidade” onde os Trabalhadores são de facto ouvidos para uma verdadeira flexibilidade, porque o conceito de felicidade, no concreto, não é idêntico para todos. Poderíamos falar de empresas, com muito menor dimensão que a ANA, que disponibilizam 10% dos seus lucros nestes planos e pacotes, mas não é esse certamente o caminho, pois está longe de ser a nossa realidade (os nossos lucros de 2023 foram 403 Milhões €, façam as contas de quanto essas empresas se propõem disponibilizar aos seus Trabalhadores, caso atinjam esse patamar).

 

Para concluir, importa reiterar, que nada move esta CT contra a filosofia e a existência de um “Plano de Benefícios Flexíveis”, mas sim a forma como este foi desenhado, tendo por base o nosso Fundo de Pensões.

Não aceitamos e deixamos escrito para memória futura, que ao contrário de 2004, em que os Trabalhadores foram ouvidos na transição de um Fundo para outro, o que a empresa agora apresentou aos Trabalhadores como um facto consumado, é a transição de um direito adquirido e contratualizado entre as partes, por uma Liberalidade de Gestão, em mais um ato de autocracia gestionária desta Comissão Executiva. Que como a DRH afirmou em plenas sessões de esclarecimento, terá a duração garantida de pelo menos dois anos.

 

Depois logo se verá!

 

Comissão de Trabalhadores

10 de julho de 2024

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Comunicado nº2_2024

“Pacote de benefícios definidos”


Na sequência do Comunicado anterior, vem a CT informar que ao contrário do que a lei prevê relativamente à participação das Comissões de Trabalhadores nas obras sociais das empresas, a CT da ANA Aeroportos de Portugal não foi consultada nem participou na elaboração deste “pacote flexível”.

Contudo, importa dizer, que toda e qualquer Organização Representativa de Trabalhadores, e esta CT não é exceção, revê-se e enaltece o esforço das empresas na criação/melhoria de benefícios sociais aos seus Trabalhadores. Dito isto, convêm relembrar que benefícios sempre existiram na ANA, e muito antes da privatização, desde logo os mais emblemáticos, como o Fundo de Pensões e o Seguro de Saúde, entre outros, bem como os Clubes ANA que podemos aqui englobar, pese embora tenham estatutos e autonomia própria.

Por uma questão de total respeito aos Trabalhadores e em coerência pelos princípios e valores que nos norteiam, não esquecendo o mandato por vós concedido, relativo ao processo judicial que visa a reposição das contribuições e dos fundos em falta e cujo desfecho ainda aguardamos, ainda antes de qualquer anúncio, em reunião CT/CE, informámos o Digníssimo Presidente da Comissão Executiva (PCE) que a CT não pode nem aceitará, qualquer tipo de pacote de “benefícios”, que se financie no Fundo de Pensões ANA!

Feito este introito importa informar que, a empresa se recusou a apresentar o “pacote flexível” à CT antes de o fazer aos Trabalhadores, pelo que uma vez mais, e após o anúncio público do Digníssimo PCE, solicitámos, os devidos esclarecimentos na reunião de 17.06.2024 entre as partes, tendo uma vez mais, o Digníssimo PCE recusado apresentar qualquer informação adicional, aquela que já é do conhecimento geral.

  1. Sabemos desde já, que é intenção da empresa retirar até 1,5% do Fundo de Pensões, para alocar numa plataforma, um valor (1300€) que será supostamente “gerido” por cada um de nós;

1.1                Factualmente com a alteração pretendida pela empresa relativamente ao contrato constitutivo do Fundo de Pensões, deixa a empresa de contribuir com o compromisso contratual de 2004, em que para que todos aceitássemos transitar do Fundo de Pensões de benefício definido para o de contributo definido, ficou acordado que a empresa contribuiria com 2,8% no Fundo de Pensões, valor que acresceria de 0,7% se cada um de nós também contribuísse com pelo menos 1%;

1.2                Concretamente, a alteração, do contrato constitutivo do Fundo de Pensões, prevê com o fundamento da criação do “Pacote flexível” a redução da contribuição da empresa até 1,5%. Ou seja, passa a empresa a contribuir somente com 2% em vez de 2,8% e deixam de contribuir com os 0,7% para os Trabalhadores que adicionavam um 1%;

1.3                A contribuição da empresa no Fundo de Pensões, sendo um percentual contratualizado, sofre as devidas correções e evoluções salariais;

1.4                O valor de 1300€, agora proposto, afigura-se ser uma simples liberalidade, que não tem, nem se vislumbra ter indícios que venha a ser indexada a qualquer obrigação de atualização salarial.

  1. Ficam no ar dúvidas relativamente à forma de como serão esse 1300€ disponibilizados aos Trabalhadores e bem assim como será feita a adesão ao “pacote flexível”:

2.1.  Serão disponibilizados diretamente numa qualquer rúbrica no recibo de ordenado ou será criado um outro qualquer instrumento onde esse valor será alocado?

2.2.  Sobre esse valor serão tributados impostos aos Trabalhadores?

2.3.  Terá a empresa benefícios fiscais com esta operação?

2.4.  Qual é a garantia de continuidade deste plano?

2.4.1.    Ficará contratualizado entre as partes?

2.4.2.    Ficará refletido de alguma forma em termos de Acordo de Empresa?

2.5.  Do ponto de vista da afetação financeira, em que rubrica será englobada esta verba?

2.5.1.    Massa salarial, ou outra?

2.6.  A adesão ao pacote flexível” será automática ou carece de aceitação explicita do Trabalhador (documento assinado);

Esta CT fica expectante com as apresentações agendadas in loco nos vários aeroportos para, já com o conhecimento de tudo aquilo que ainda desconhece para, depois proferir as suas opiniões e posição sobre o assunto e sobre o qual regressará e se pronunc

Comissão de Trabalhadores

18 de junho de 2024

 

 

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Comunicado nº1_2024

 Audição Parlamentar Privatização ANA

 

Não tendo sido aprovada a Comissão de inquérito sobre o processo de privatização da ANA, em sua substituição e em sede de Comissão de Economia Obras Públicas e habitação foram iniciadas as várias audições, tendo a Comissão de Trabalhadores da ANA Aeroportos de Portugal (CT) sido a primeira a ser auscultada seguindo-se outras ORTs.

Está igualmente agendada a audição de decisores e intervenientes da altura da privatização até aos atuais administradores, podem aceder a toda a informação sobre as audições na notícia cujo link anexamos:

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/trabalhadores-culpam-privatizacao-da-ana-trouxe-por-mais-precariedade-nos-aeroportos

 

De acordo com a regras parlamentares para este tipo de audições, leiam-se tempos rígidos para as intervenções, a Comissão de Trabalhadores ANA dividiu a sua intervenção em quatro pontos:

·        Fazendo incidir a sua intervenção de forma mais incisiva sobre o Fundo de Pensões ANA e tudo o que o envolve;

·        Os cortes que nos foram impostos de 2011 a 2013 e que ao contrário do que estava definido pelo orçamento de estado nunca reverteu para o estado Português, tendo o esforço de todos nós revertido em lucro e entregue ao acionista VINCI, como sempre afirmámos e agora o Tribunal de contas veio confirmar;

·        Abordámos ainda a diferenciação entre o Público e o Privado,

·        Relação institucional entre esta CT e o órgão de gestão.

Em anexo partilhamos a declaração inicial da CT na audição, onde abordámos precisamente estes quatro pontos:

 https://drive.google.com/file/d/1dPQ1lTdyY9WcKSReYjMF3FsuVwbqmuY8/view?usp=sharing

 

A intervenção da CT pode ser consultada na integra no site da Assembleia da República ou no canal ARTV (04/junho/2024):

https://canal.parlamento.pt/?cid=7744&title=audicao-da-comissao-de-trabalhadores-da-ana-aeroportos-e-da-comissao-d

 

Para terminar e fazendo por agora, uma breve declaração sobre o mais recente anúncio do Digníssimo Presidente da Comissão Executiva aos Trabalhadores, a CT enaltece todos os esforços da empresa que acrescentem valor aos benefícios sociais que abranjam todos os Trabalhadores, o que desde sempre tem feito parte do ADN da ANA.

Todavia, tivemos oportunidade de referir, em sede de parlamento, na audição em curso na mesma data hora (que coincidência!)a CT não aceitará, este ou qualquer outro pacote de “benefícios”, que se financie no Fundo de Pensões ANA. O qual, consideramos o nosso benefício mais “Nobre”, o tal que o Secretário de Estado disse, aquando da Privatização, “nada indiciar qualquer alteração”.

Relembramos que aguardamos ainda, o desfecho do processo judicial proposto por esta CT, mandatada pelos Trabalhadores em decisão plenária, tendo o propósito da reposição das contribuições e dos fundos em falta.

A este tema voltaremos o mais brevemente possível, logo que tenhamos em nossa posse os pormenores definitivos desta intenção anunciada pela Comissão Executiva.

Para concluir, importa informar, que a CT, ao contrário do que a lei sugere, não foi auscultada nem participou na elaboração deste pacote apelidado de “flexível”.

 

Comissão de Trabalhadores

05 de junho de 2024



Declaração inicial CT _ Audição Parlamentar Privatização ANA

 

Em 2012, a CT da ANA Aeroportos de Portugal, assumiu publicamente que a privatização da ANA não servia os superiores interesses do País, assumindo-se totalmente contra a privatização anunciada.

Ainda em 2012 e em defesa dos superiores interesses dos Trabalhadores, solicitámos reunião com a tutela e fomos recebidos pelo ex-Secretário de Estado das Infraestruturas, Sr. Sérgio Monteiro, a quem elencamos as nossas preocupações que incidiam, desde logo, na manutenção de todos os efetivos sem qualquer alteração danosa no seu contrato social. Entre outras matérias, referimos apreensão com o Fundo de Pensões ANA, tendo o Sr. Secretário de Estado, afirmado não haver motivos para esse tipo de preocupações, pois não existia nada no contrato de concessão que apontasse a qualquer alteração no Fundo de Pensões ANA.

Em nota de imprensa, referimos, entre outras, a omissão de qualquer salvaguarda dos interesses dos Trabalhadores a opacidade do processo e a inexistência de uma explicação clara para a fixação do prazo da concessão em 50 anos.

Dito isto, importa ressalvar que os bons resultados económicos registados para o acionista privado resultam de:

 

Ponto 1.           As regras de gestão são diferentes entre público e privado.

A ANA, desde a sua criação, sempre foi altamente rentável, sempre entregou religiosamente 70% dos seus lucros em forma de dividendos ao acionista estado. Nos 10 anos que antecederam a privatização, entregou ao estado mais de 525 Milhões de euros e nesse mesmo período efetuou investimentos superiores a 1270 Milhões de euros, valor nada despiciente, se o compararmos ao investimento efetuado no período da concessão, onde a ANA regista resultados fantásticos, fruto de um trabalho coletivo certamente, que não pode, no entanto, ser dissociado do Booom da aviação civil após 2012, com o crescimento exponencial das companhias low-cost e o fim do tabu de aumentar taxas aeroportuárias. Factos estes que coincidiram com o ano da privatização.

Ponto 2.     O aspeto social e normativo no ADN da ANA gestão pública versus gestão privada

O que é que mudou então, na transição do público para o privado do ponto de vista dos Trabalhadores e dos seus Representantes?

Fomos percebendo gradualmente, que o aspeto social e normativo no ADN da ANA gestão pública não era compatível com o mindset, da gestão privada, focada na busca do lucro e retorno económico para o acionista. Gradualmente e à medida, que o modelo de gestão e os seus instrumentos iam sendo introduzidos, o encanto e a alegria, que caraterizavam a esmagadora maioria dos Trabalhadores, a pouco e pouco, foi dando lugar ao desencanto, a magia de outrora foi-se desvanecendo. Mantendo, contudo, o elevado grau de profissionalismo, intrínseco aos Trabalhadores da ANA, aliás como os resultados operacionais bem o demonstram.

ü    A alteração do contrato social, com claras perdas para os Trabalhadores;

ü    A denúncia do Acordo de empresa;

ü    O sacrifício solicitado aos Trabalhadores na redução salarial durante o Covid;

ü    A suspensão das contribuições da empresa para o Fundo de Pensões;

ü    A introdução de sistemas integrados de desenvolvimento em sistemática mutação, centrados na meritocracia subjetiva e não mensurável baseada em curvas e cotas;

ü      Constantes problemas com horários de turnos, resultante de uma clara falta de efetivos na maioria das escalas;

ü    Colmatada em muitos casos com o recurso a outsourcing, para áreas críticas e vitais, por questões meramente economicistas, em detrimento do recurso à contratação de efetivos para os quadros;

ü    A transição de uma formação de excelência, para uma formação generalista que pouco acrescenta;

ü    Massa salarial que aos olhos dos Trabalhadores, não acompanha os resultados operacionais da empresa nem a inflação, só em 2023 a ANA teve receitas recorde de 1.105 milhões de euros, contudo, estimamos uma, perda salarial superior a 6% desde 2022;

Entre outras… serão também estas certamente o motivo, da mudança de estado de espírito dos Trabalhadores, ao ponto de se ouvirem hoje expressões que eram impensáveis ouvir antes, tais como:

ü    Só de pensar que amanhã tenho de ir trabalhar, fico doente;

ü    Não vejo a hora de me reformar;

 

Ponto 3.         O limbo na transição do Público para o Privado

Antes da privatização em 2011 e 2012, integrados no Setor Empresarial do Estado, os Trabalhadores da ANA foram sujeitos à mesma panóplia de cortes imposta aos funcionários públicos, … mesmo não o sendo. Se aos Funcionários Públicos foi imposto um corte de 5%, na ANA e aos seus Trabalhadores, o corte foi de 6,7%.

Estimámos na altura, entre todos os cortes, um valor sacado aos Trabalhadores acima dos 10 milhões de euros. A CT não se teria insurgido, … como se insurgiu, se esses montantes como seria expectável tivessem entrado nos cofres do Estado, e pudéssemos ter colaborado, como todos para o desígnio Nacional. Mas não, esse dinheiro ficou mesmo como uma inevitabilidade nos cofres da Empresa, tendo transitado com a privatização, da esfera pública para a privada, com a total conivência do governo de então e do Conselho de Administração da altura.

Abordado este tema, após a privatização, a VINCI, informou-nos que não operacionalizaria qualquer ressarcimento, que pudesse criar algum mal-entendido junto do Estado Português.

 

Ponto 4.         A perda de cultura democrática e o desincentivo à participação coletiva dos Trabalhadores na CT

Já do ponto de vista da Representação coletiva, e da relação institucional entre esta CT e a empresa, nomeadamente com o órgão de gestão, não podemos deixar de referir, a clara perda de uma cultura democrática outrora existente. Damos igualmente nota, da extrema dificuldade do atual órgão de gestão, em aceitar o contraditório e a divergência de opinião, absolutamente normais no exercício de qualquer ORT, digna, independente e ciente das suas ações na defesa dos Trabalhadores.

Tudo isto se consubstancia atualmente, na inadequação dos meios materiais e técnicos necessários ao exercício das nossas funções, aliás previstos na lei e que sempre dispusemos.

Face ao exposto, e ainda perante limitações que nos são impostas no exercício do direito de informação e consulta, fomos obrigados a apresentar queixa junto da ACT, na tentativa de regularizar o normal funcionamento institucional. Paralelamente vimos negado, o pedido de apoio que efetuámos no Ministério Público. Atualmente os membros desta CT, para exercer o seu direito/dever de participação coletiva, são obrigados a custear do seu bolso, despesas várias, como por exemplo, as suas deslocações e despesas associadas, o que configura, no nosso ponto de vista, uma clara estratégia de desincentivo a qualquer participação futura, em particular das novas gerações.

Para concluir, dar nota de uma opção de gestão, absolutamente danosa para os interesses dos Trabalhadores, a decisão unilateral da Comissão Executiva da ANA, em 2021 de suspender a contribuição da empresa para o Fundo de Pensões ANA. O que levou a CT a interpor uma ação em tribunal tendo em vista a reposição das contribuições e dos fundos em falta. Ressalvamos que, a ação interposta, foi integralmente financiada pelos Trabalhadores em decisão plenária.

Enquanto aguardamos o desfecho e a decisão da juíza relativamente à suspensão, já a empresa prepara novas alterações ao contrato constitutivo do Fundo de Pensões, o mesmo fundo que o Sr. Secretário de Estado disse, em 2012, nada existir que indiciasse qualquer tipo de alteração.

 

Muito Obrigado 

 

Comissão de Trabalhadores

04 de junho de 2024

Informação Nº5_CT 2023 

Fundo de Pensões 

 

 

 

Como vos havíamos dado conhecimento, estava agendado para dia 12 de outubro de 2023, às 14h00, o julgamento da ação de Processo Comum relativo ao Fundo de Pensões ANA.

 

Recebemos, no entanto, no decurso desta semana a seguinte notificação:

 

“Compulsados os autos, entende o Tribunal que estes contêm todos os elementos para que seja proferida decisão.

Nesta conformidade, notifique as partes nos termos do artigo 3.º, n.º 3 CPC.

Dou sem efeito a data designada para audiência de julgamento, por desnecessária.”

 

 

Assim sendo, o Tribunal informa as partes que irá emitir um despacho saneador-sentença, sem necessidade de mais produção de prova, considerando desnecessário o julgamento.

 

 

Logo que tenhamos a decisão do Tribunal, ou outra qualquer outra informação, voltaremos ao contacto com todos vós!  

A Comissão de Trabalhadores

                                                                             11/10/2023

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Informação Nº4_CT 2023 

 

Fundo de Pensões 

No âmbito da ação judicial, para a qual estamos por vós mandatados, cumpre-nos informar que a audiência de julgamento, da ação de Processo Comum, relativo ao Fundo de Pensões ANA, marcado para o dia 11 de maio às 14:00 horas, não foi realizada, merecendo o seguinte despacho:

“considerando o estado dos autos devido à greve dos Senhores Oficiais de Justiça e a proximidade da data designada para audiência de julgamento, dou mesma sem efeito”

 

Neste sentido, foi designada como nova data o dia 12 de outubro de 2023, às 14h00, no mesmo Tribunal. 

A Comissão de Trabalhadores

12/05/2023

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Comunicado nº 3 CT_2023

 

Literacia financeira e o Fundo de Pensões

 

A Comissão de Trabalhadores “congratula-se” com a recente iniciativa da Empresa “Sessões de literacia financeira” - (comunicada pela Comunicar RH no passado dia 5 de abril). Porque, o saber não ocupa lugar e nada como estar, dentro da conjuntura atual, preparado para as armadilhas que o sistema financeiro nos coloca, na gestão financeira do orçamento familiar de cada Trabalhador.

Ficamos ainda mais “agradados” pelo facto de o “Programa de Bem-estar Financeiro” contemplar “dicas de como pode preparar melhor a sua reforma”.

Não deixa, contudo, de ser irónico, diríamos até sarcástico que, a Empresa queira dotar, por um lado, os seus assalariados de ferramentas de conhecimento para compensar o que por outro lado lhes retirou materialmente, com a suspensão das contribuições para o Fundo de Pensões.

A Comissão de Trabalhadores, sempre disse que a suspensão das contribuições resultaria em perdas significativas na rentabilidade do Fundo. Dirá a Empresa e o BPI, que houve outros fatores, mas o facto é que sem as contribuições as perdas foram brutais, como se veio agora a comprovar, com os resultados divulgados a cada um dos beneficiários. - Carta recentemente emitida pelo BPI a cada Trabalhador. Como podemos constatar todos perdemos acentuadamente.

Consultem as cartas ou visitem o site do BPI, façam as contas das vossas carteiras individuais e confirmem os valores e a dimensão das perdas.

O que se exige, da atual gestão do Fundo de Pensões, é competência e capacidade para rentabilizar o Fundo de Pensões.

 

SIM a Comissão de Trabalhadores preocupa-se com a reforma de todos os Trabalhadores!

  • Por essa razão colocámos a ação em tribunal, exigindo a reposição das contribuições suspensas!

SIM é verdade que os Trabalhadores estão preocupados com a sua reforma/poupança!

 

NÃO, não acreditamos que a Gestão da Empresa esteja preocupada com as reformas dos Trabalhadores!

NÃO, não acreditamos na bondade destas “Sessões de literacia financeira”

  • Não joga a bota com a perdigota!

Dizem-se preocupados, mas não repõem as contribuições para o Fundo de Pensões. Portanto, estas sessões, mais não são que uma cortina de fumo, operação de charme e uma tentativa de lavagem de imagem em vésperas do julgamento do Fundo de Pensões, marcado para dia 11 de maio às 14 horas.

PS: A cereja no topo do bolo, era termos o BPI Vida e Pensões, depois dos mais recentes resultados, a ministrar as sessões e a dar-nos dicas de como prepararmos melhor a nossa reforma!

 

Comissão de Trabalhadores

27 de abril de 2023

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Informação Nº3_CT 2023 

Fundo de Pensões 

 

No âmbito da ação judicial, relativa ao assunto, para a qual estamos por vós mandatados, cumpre-nos informar que, decorreu ontem, tal como previamente comunicado, uma audiência de partes, junto do Tribunal Judicial da comarca de Lisboa, pelas 13h40m. 

 

Decorrido mais de um ano de discussão interna e mais de um mês, desde a entrada da ação no Tribunal, apresentou-se o assessor jurídico, em representação da Empresa, perante a juíza, para alegar não ter tido tempo para analisar o processo. Pelo que, requereu a suspensão da ação por um prazo de 20 dias.

Uma vez decorridos os 20 dias de suspensão, disporá a empresa de um novo prazo de 10 dias para, ou apresentar contestação ou uma proposta de acordo. 

 

Ainda por uma questão processual, a Juíza marcou data de julgamento para o próximo dia 11 de maio às 14:00 horas. 

 

A Comissão de Trabalhadores

09/02/2023

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Comunicado nº 2 CT_2023

 

POLÍTICA SOCIAL DA EMPRESA OU A SUA AUSÊNCIA!

 

Tabela Salarial versus Prémio. Em 03.11.2022 foi comunicado pela Comissão Executiva (CE), uma atualização da Tabela Salarial (TS). Em termos gerais médios, em 2,5% a ser processada em 2022, crescido de outra atualização de 2,5€% processada em 2023. Esta negociação de atualização conjunta de dois estágios foi publicitada como tendo uma terceira componente de um valor de 300€ a ser processada no mês de março de 2023. Ver email da CE e os diversos comunicados dos Sindicatos datados do início de novembro de 2022.

No dia 23 março 2023, a CE comunicou por email um “reconhecimento e esforço” aos Trabalhadores na “recuperação de uma trajetória de sustentabilidade económica” que se iria traduzir na “atribuição (…) de uma gratificação de balanço no vencimento deste mês”, mais uma vez, na senda do reiterado discurso que o Capital Humano, é o ativo mais valiosa da Empresa… palavras que não vemos traduzidas em atos.

Aplaudimos qualquer ação que reconheça o esforço e a dedicação dos Trabalhadores, no qual assenta o amplo crescimento dos resultados alcançados pela Empresa. Contudo, é com espanto que constatamos que o dito “reconhecimento” se consubstancia nuns míseros 200€…

Foram, em regra, processados 500€ a título de “Gratificação de Balanço” sendo que desse valor, 300€ são os previamente anunciados pelos Sindicatos como um resultado da negociação de atualização da TS… o que nos leva a um prémio como recompensa do nosso esforço e reconhecimento de mérito no valor de 200€, ou seja, pouco mais de 15€ mensais… e só em 2023.

Sobre este reconhecimento “de valor mínimo” assumimos que não concordamos

e julgamos imperativo denunciar.

E mesmo assim, pelos mínimos, de aplicação não universal pois é condicionado a um qualquer fator/critério de assiduidade que penaliza internamentos por intervenções médicas de monta, cirurgias e internamentos ou ainda assistência à família em situações extremamente delicadas. A CT sabe de casos concretos de colegas excluídos da gratificação, precisamente numa fase pessoal, em que esse extra remuneratório seria mais bem-vindo.

Urge, igualmente denunciar que esta verba de 500€ é exatamente o mesmo montante que ocasionalmente a CE nos comunica que será processada a nível isolado. Basta lembrar, a titulo de exemplo, o prémio de assinatura do Acordo de Empresa (AE), e o posterior prémio de adesão “voluntária” à Redução do Período Normal de Trabalho que chegou aos 20%.

Sistema de Avaliação de Desempenho (SAD). Este não reconhecimento, ou melhor dizendo, a quantificação e reconhecimento do mérito dos Trabalhadores com um prémio de 200€ tem igual versão sociológica na cega e distorcida parametrização obrigatória imposta à média da Empresa, por serviços/direções, do SAD. Não se premeia nem reconhece o mérito. O SAD antes é uma ferramenta de retardamento na progressão da carreira (com poupanças mesquinhas para a Empresa) e/ou uma força de má índole de contenção e intimidação usada para controlo de Trabalhadores, independentemente do seu posicionamento hierárquico. Não cumpre nenhum dos objetivos para o qual foi desenhado, não apura o desempenho do Trabalhador, muito menos promove a sua evolução e desenvolvimento. É inconcebível o estabelecimento do resultado de qualquer jogo antes do seu início. Na nossa SAD, já sabemos que vai terminar em 3,2 antes de começar, faz lembrar aquele jogo com dados viciados, em que por mais vezes que se lance, cai sempre no .

Proveitos 2019/2023. É amplamente divulgado e reconhecido que as margens de lucro já ultrapassam o louco ano de 2019. As projeções para 2023, mesmo não sendo irrealistas, apenas otimistas, apontam para um incremento de cerca de 10% em 2023 face a 2019. Certamente, o que é bom para a faturação da ANA será bom para os seus Trabalhadores. Mas, não o será:

·       com atribuição de prémios de terceiro mundo.

Não precisaremos aqui enunciar, pois são do conhecimento geral, os inúmeros exemplos de empresas em Portugal que, sob o mesmo argumento, mas na maioria dos casos até com resultados muito inferiores, não se coibiram de atribuir prémios equivalentes a um vencimento ou mais.

·        com a distorção de um SAD que não cumpre o nobre objetivo da sua função.

·        com a constante continuidade de perda do poder de compra.

·       com a negação de partilha dos proveitos com o Capital Humano.

·       com volumes de tráfego (pax + movimentos) superiores, mas com menos Trabalhadores.

Se, a estes exemplos, somarmos a inqualificável posição da Empresa, face ao nosso Fundo de Pensões e ainda, a denuncia do Acordo de Empresa, com tudo o que isso possa vir a implicar, conseguimos perceber a atual política social da nossa Empresa, ou melhor dizendo, a sua total ausência.

Ou seja, existe uma política, mas é exclusivamente economicista., com o seu foco, unicamente centrado no lucro e no interesse acionista.

Neste, o Trabalhador termina sempre sendo tratado como o “problema” e a raiz de todo o mal, contrariando os slogans, cheios de palavras ocas e sem sentido, que tanto gostam de repetir.

É na massa salarial e nos direitos do Trabalho e do Trabalhador, que o “Gestor” aponta sempre em primeiro lugar, para reduzir custos e maximizar os seus proveitos, talvez porque sejam essas as diretivas vindas de França, ou quiçá porque as gratificações para esses objetivos sejam significativamente superiores, com vários Zeros à direita do 200. 

Terminamos, homenageando e parafraseando, o SrComendador Rui Nabeiro, relembrando o seu legado enquanto Gestor e Empresário, um extraordinário exemplo de como é possível gerir bem, potenciando simultaneamente locais de trabalho saudáveis, reconhecendo e valorizando o trabalho e o Trabalhador, em toda a sua dimensão.

Ø  “Encaro [isso como uma responsabilidade social] porque, no regresso, quem semeia colhe e quem distribui recebe. E eu faço muito isso.”

Ø  “O lugar tu é que o vais conquistar’” 

Ø  “não é o dar, é o distribuir”       

 

Comissão de Trabalhadores

                                                                                                                                            29 de março de 2023

Comunicado nº 1 CT_2023

FUNDO DE PENSÕES - Ponto de situação 


No cumprimento do deliberado no plenário de Trabalhadores do dia 11.03.2022, e da subsequente contribuição financeira dos Trabalhadores, conforme comunicação prévia (comunicado nº 6 de 2022), em que demos nota da entrada da ação em Tribunal relativa à suspensão unilateral do financiamento da Empresa ao Fundo de Pensões da ANA SA – Fundo de Contribuição definida, informamos que está marcada a respetiva audiência de partes no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, para o próximo dia 8 de Fevereiro, pelas 13:40 horas.

Voltaremos ao vosso contacto com os desenvolvimentos que venham a resultar destes trabalhos.

 

 

Comissão de Trabalhadores

23 de janeiro de 2023

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Comunicado nº 6 CT_2022

Ponto de situação!

Ultrapassada a crise pandémica, verificou-se uma fortíssima retoma com aproximação aos valores de 2019, o que nos leva a questionar o discurso da empresa quando referia que a recuperação só aconteceria entre 2024 e 2026.

Já as medidas draconianas a que sujeitaram os Trabalhadores foram e são reais. E nem com a evidência da retoma acelerada as perdas serão recuperadas, antes pelo contrário. A cereja no topo do bolo é a denuncia do Acordo de Empresa, insistindo a empresa em atacar subsídios, alterar horários sem levar em conta os impactos na saúde dos Trabalhadores, comprometendo ainda mais a já difícil conciliação da vida profissional, social e familiar dos Trabalhadores, dificultando em muitas situações questões operacionais, incompreensíveis para os que verdadeiramente entendem a operação e a especificidade dos Aeroportos. Não podendo a Comissão de Trabalhadores (CT) esquecer que em sede de negociação e para tentar fazer valer a sua atual proposta, a empresa decidiu suspender unilateralmente as contribuições para o Fundo de Pensões, mera arma de arremesso utilizada para pressionar os Sindicatos, com vista à limitação da ação sindical na negociação.

Pelo exposto, parece-nos claro e assumido que a Paz Social deixou de ser uma preocupação na política da empresa.

Atualmente, fala-se muito do “salário emocional”, cujo conceito vai muito além do dinheiro, em que vetores como a oportunidade de crescimento, reconhecimento, desenvolvimento pessoal e profissional no seio da empresa, uma real cultura de valores, ambiente de trabalho saudável, liberdade para nos podermos expressar sempre com uma comunicação clara e objetiva entre toda a organização são pilares fundamentais para uma empresa de sucesso e de futuro. No entanto, quer queiramos quer não, o principal pilar é o salário, o dinheiro com que todos podemos contar no final do mês, pelo que, não podemos ficar indiferentes, neste crescendo de estranhas decisões, num quadro de inflação a rondar os 10% e quando vemos empresas em Portugal a dar salário e meio de prémio, vemos a ANA a anunciar um prémio de 300€, mas só para março do próximo ano. Vemos ainda empresas sem a robustez económica da ANA a fazerem verdadeiros esforços para contrariar a inflação enquanto nós somos confrontados com uma correção (média) de 2.5% agora e outros 2.5% para o ano. Ou seja, atualizam em média 5%, mas continuam a tirar-nos 2,8% que pode ir em alguns casos até aos 3,5% com a suspensão das contribuições para o Fundo de Pensões. Mesmo com a retoma e respaldo do Grupo VINCI e os seus biliões de lucro.

Com tudo isto como não ficar contentes? Gritemos todos de euforia, “rompam aos saltos e aos pinotes, façam estalar no ar chicotes”! Sim, como não ficar contente com migalhas, enquanto vemos a VINCI com um discurso de enorme preocupação pelos seus “colaboradores”. Pelos vistos essa preocupação fica-se por terras francesas! E, de atitude em atitude percebemos claramente o respeito ou a falta dele, desta CE para com os Trabalhadores da ANA Aeroportos de Portugal.

Relativamente ao Fundo de Pensões, tal como referido no Comunicado anterior, foi entregue por esta CT o processo ao gabinete “R&A Ramirez Advogados” que, entretanto, já deu efetivo início ao mesmo, enviando uma carta, dirigida ao Exmo. Presidente da Comissão Executiva, numa derradeira tentativa de mediação/ação extrajudicial, à qual a empresa tinha 10 dias para se pronunciar relativamente à reposição das contribuições. Esgotado o prazo referido, sem qualquer comunicação da parte da empresa, irá o gabinete “R&A” mandatado por esta CT, legitimada no plenário de 11.03.2022, solicitar apreciação judicial da legalidade da decisão da empresa, através de instauração da competente ação ainda antes das férias judiciais.

Contrariando as expetativas de muitos Trabalhadores, que acreditavam que esta CE aceitaria o diálogo e reporia as contribuições, evitando assim um processo judicial, uma vez mais mostrou (ironia) a empresa o respeito e consideração que tem pelos seus Trabalhadores, que disseram e demonstraram praticamente em uníssono a sua discordância e indignação perante a suspensão unilateral das contribuições pela empresa para o Fundo de Pensões, não se dignando sequer a responder à carta, preferindo arrastar penosamente a ação para tribunal.

Para concluir, não podemos deixar de referir que a partir do momento em que a CT tomou posição contrária à suspensão das Contribuições para o Fundo de Pensões, muitas foram e são as entropias colocadas ao trabalho e ao funcionamento desta CT. Aguardamos clarificação e resposta institucional a dois ofícios relativamente a esta matéria, se se justificar, voltaremos a este tema a breve trecho, num comunicado dedicado com mais pormenores.

 

21 de novembro de 2022

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Comunicado nº 5 CT_2022

Ponto da situação processo Fundo de Pensões

 

Pelo presente, pretende esta Comissão de Trabalhadores (CT), dando seguimento às comunicações anteriores sob a égide da transparência que sempre nos norteou, comunicar aos Trabalhadores da ANA, S.A. que, prosseguindo com as ações para as quais fomos mandatados, foi entregue por esta CT o processo Fundo de Pensões (FP) ao gabinete “R&A Ramirez Advogados” para desenvolvimento de todas as ações tidas por necessárias na resolução da suspensão de contribuições da ANA SA para o FP.

 

Verificando-se a continuidade da postura irredutível da Comissão Executiva (CE) relativamente à suspensão das contribuições para o FP não têm os Trabalhadores outro caminho a percorrer, após as decisões assumidas no plenário de 11.03.2022, senão iniciar formalmente as ações para a sua resolução em sede própria (procedimentos extrajudiciais e eventualmente, judiciais), na defesa dos seus legítimos interesses e direitos.

Neste sentido, e com vista ao arranque dos trabalhos, foi-nos requerido pela firma “R&A Ramirez Advogados” o valor de 10.000€ a título de provisão. Recordamos que só foi possível realizar este montante através da comparticipação de mais de 400 Trabalhadores na campanha de recolha de fundos levada a cabo por esta CT, após o plenário.

Aqui chegados, feita a transferência (comprovativo em anexo), cabe-nos informar que, tal como deliberado, nesta primeira e imediata fase, o gabinete R&A procurará desenvolver um diálogo aberto junto da empresa, na prossecução da resolução deste diferendo por recurso a uma ação extrajudicial, de acordo com o compromisso assumido no plenário.

Reiteramos que a “normalização” das contribuições da Empresa para o Fundo de Pensões, no pleno respeito pelos compromissos assumidos com o Fundo de Pensões, traduziria uma vitória para todos, Trabalhadores e Empresa.

Para os Trabalhadores que veriam corrigida uma tremenda injustiça de ataque aos seus direitos sociais sobre uma matéria, que até há muito pouco tempo era vista como intocável e um dos principais alicerces dessa estrutura social que fazia a ANA Aeroportos de Portugal uma empresa diferenciada no panorama Nacional. Mas, sobretudo para a Empresa e para a sua Comissão Executiva que, aceitando a resolução do diferendo nesta fase, demonstraria desde logo, uma maturidade e visão estratégica de gestão social e humana do seu mais precioso ativo, evitando dessa forma um difícil e moroso processo, dando passos seguros na manutenção da Paz Social, evitando dessa forma degradar a imagem e o bom nome da ANA Aeroportos de Portugal e do Grupo VINCI num processo conflituoso, incontornável e profundamente mediático.

Se após a tentativa de resolução pela via extrajudicial a CE se mantiver irredutível em reconhecer que a opção que tomou (ao utilizar um benefício/direito social como arma de arremesso em sede de negociação no intuito de impor a sua proposta de AE), dar-se-á seguimento a uma proposta de ação judicial, em forma de “litisconsórcio”, junto do Tribunal competente, formulação essa delineada pelo gabinete de advogados com vista ao maior sucesso da ação, da qual, oportunamente, daremos mais pormenores.

Desde o início da suspensão das contribuições da empresa para o FP, que os Trabalhadores foram dando sinais claros de insatisfação, revolta e indignação, sinais esses expressos não só em plenário como pela votação massiva nas últimas eleições para a CT mas, acima de tudo, por serem os próprios Trabalhadores a financiar, se necessário, as ações que lhe foram propostas.

 

Se toda esta demonstração não é (for) suficiente para fazer a CE repensar a sua atuação e assim repor as contribuições que lhe são devidas, talvez seja tempo desta CE assumir que os seus Trabalhadores não são ao contrário do que vulgarmente apelidam como “o seu principal ativo”, são sim e finalmente meros números numa folha de Excel.

 

06 de setembro de 2022

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Comunicado nº 4 CT_2022

Ponto da Situação Fundo Pensões

 

Cumpridos os trâmites legais e estatutários, tomou posse pelas 11H00 do dia 04.07.2022 a Comissão de Trabalhadores (CT) eleita a 18.05.2022.

No efetivo exercício das suas funções, pelas 16H00 nesse mesmo dia, reuniu a CT com o digníssimo Presidente da Comissão Executiva (PCE), tendo como ponto único de ordem de trabalhos:

“Fundo de Pensões - Na sequência das deliberações do plenário de 11.03.2022 e do mandato resultante, vem esta CT articular uma última tentativa de conciliação;”

Reforçou então a CT ao Digníssimo PCE, que se pretendia assegurar a continuidade das pontes de diálogo, com vista à resolução interna do diferendo “Fundo de Pensões”, leia-se, anulação da decisão tomada por ato de gestão relativo à “Suspensão unilateral das contribuições do Fundo Pensões”, no período anunciado que curiosamente, foi agora assumido pela empresa ser coincidente com o período de vigência do atual Acordo de Empresa (AE), ou seja até à conclusão das negociações em curso, ou até ser atingida a respetiva caducidade.

A CT legitimada nas atribuições conferidas pela lei, assim como pela vontade expressa em plenário, de onde resultou o financiamento de uma putativa ação judicial e ainda pela esmagadora participação no ato eleitoral, cujo principal tema de campanha foi “Fundo de Pensões”, pretendeu chamar a atenção para aquilo que é uma mensagem óbvia de insatisfação e indignação do universo dos Trabalhadores, sinal claro para que a Administração procurasse resolver o diferendo. Perante o cenário global de retoma, a reposição integral e imediata das contribuições para o Fundo de Pensões, afigura-se-nos claro ser uma solução vantajosa para todos, especialmente para a Empresa. Manifestação inequívoca de boa vontade, maturidade e visão social estratégica essencial ao futuro envolvimento dos recursos humanos.

Obtivemos, no entanto, uma vez mais, por resposta que, a “Suspensão das contribuições”, resulta de um ato de gestão, tomado pela Comissão Executiva, enquanto forma de pressão perante as negociações do AE com os Sindicatos.

A empresa mantém a sua irredutibilidade relativamente à hipótese de repor no imediato as contribuições para o Fundo de Pensões.

Em momento algum, ao longo do processo a empresa conseguiu demonstrar e defender a ética da alegada legalidade do seu ato de gestão.

Perante tal facto, e ainda perante algumas dúvidas suscitadas pela empresa relativamente à legitimidade de ser a CT a mediar o diferendo sobre o Fundo de Pensões, avocou esta CT aquela que é a sua competência, o controle de gestão da empresa. Enquanto ato de gestão, esta matéria não é, nem nunca foi, matéria da competência Sindical. Enquadra-se sim, desde a sua implementação e criação do Fundo, no âmbito das competências das Comissões de Trabalhadores. Porquanto, questionamos a razoabilidade na utilização deste instrumento de pressão na discussão do AE, reiterando o nosso total desacordo.

Chegados a este ponto, a CT terá de reconhecer que, infelizmente, teve razão quando se preparou para fazer face ao encontro de uma solução através de um tratamento jurídico externo à ANA para o qual está a ser empurrada pela irredutibilidade de um ato de gestão cujo propósito foi ser uma arma de arremesso num processo negocial fora da alçada desta Comissão de Trabalhadores.

 Ainda assim, e numa última tentativa de resolução do diferendo, assumiu a CT aceitar a “a ação extrajudicial” antes de acionar a propositura de uma eventual ação judicial.

 

07 de julho 2022

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Comunicado nº 3 CT_2022

Dia seguinte…

 

A Comissão de Trabalhadores (CT) ainda em exercício, vem em primeiro lugar endereçar os parabéns a todos os Trabalhadores que no passado dia 18 de maio exerceram o seu legitimo direito de voto, contribuindo assim, para a eleição mais participada de sempre (650 votantes, 56,7%) para uma ORT na ANA Aeroportos de Portugal. Esta demonstração clara de vontade e maturidade cívica, está desde logo, igualmente acompanhada de uma elevada exigência no desempenho desta nova CT e não deixa dúvidas, quanto legitimidade que agora lhe é conferida.

Em segundo lugar, agradecer à Comissão Eleitoral por todo o trabalho desenvolvido, mas especialmente a todos, e não foram poucos, alguns, inclusivamente nas suas folgas, que permitiram a abertura e o normal funcionamento das várias mesas de voto.

Importa, pois, neste rescaldo eleitoral apresentar a todos os Trabalhadores os subsequentes esclarecimentos:

 

1. De acordo com o nº7 do art.º 438 do Código do Trabalho e do art.º 71 dos estatutos desta Comissão de Trabalhadores, publicados em Boletim de Trabalho e Emprego (BTE) nº 21 de 08.06.2014, a Comissão de Trabalhadores agora eleita só inicia funções, após publicação em BTE dos resultados da eleição.

 

2. Quanto a alegações “eleitorais” relativas a suposta “confusão” e menor profissionalismo na condução do processo de recolha de fundos para o desenvolvimento das ações propostas e apresentadas aos Trabalhadores no Plenário que esta CT realizou, não podemos neste fecho de ciclo deixar de esclarecer para memória futura e para que não restem quaisquer dúvidas, relativamente ao que foi alegado, os seguintes factos e circunstâncias: a. Tal como foi explicado no plenário de 11.03.2022, a CT, só dispõe de uma conta bancária, que se caracteriza por não ter quaisquer custos bancários, devido ao cariz social associado ao Projeto “Cêntimos restantes” para o qual foi criada.

b. Quando se colocou a hipótese, de recolher contribuições para o financiamento do processo Judicial do “Fundo de Pensões”, de modo a ser mantido o pressuposto de não haver quaisquer custos bancários associados à conta que os fosse receber, a única alternativa viável para que a CT não fosse forçada a abrir uma outra conta, com elevados custos mensais de manutenção, foi transferir, o valor da conta “Cêntimos Restantes” para uma conta a prazo associada à conta existente.

c. Deste modo foi possível passar-se a depositar os contributos para o “Fundo de Pensões” na conta existente cujo nº de conta SANTANDER surge explicitado na documentação disponibilizada a todos os Trabalhadores no suporte formal das contribuições.

 

 

d. Desta forma, a conta “Cêntimos Restantes”, que têm um único depósito mensal efetuado pela empresa como resultado dos acertos dos Trabalhadores que contribuem para o mesmo, é, quando recebido na conta da CT, oportunamente transferido para a conta a prazo.

e. Todo e qualquer movimento das contas só é possível após validação, por três membros da Comissão de Trabalhadores, previamente definidos internamente e que têm os nomes registados para essa conta.

 

Clarificado que está, uma vez mais, o porquê e o processo a que se recorreu de modo a assegurar que a conta bancária da CT continuasse “sem custos bancários”, importa denunciar, que um dos candidatos pela lista que levantou este “ruído”, foi um dos três membros efetivos desta CT, que acompanhou e esteve na base do desenvolvimento da solução encontrada e por isso conhecedor dos motivos da adoção daquela estratégia, colocando dessa forma, em dúvida o empenho, profissionalismo e elevado sentido de responsabilidade com que esta CT tratou todo o processo, pelo que:

1. Assim é, absolutamente falso que tenham existido movimentos na conta, na forma que se pretendeu fazer crer.

2. Existe sim, uma total transparência nos movimentos de conta, verificáveis em qualquer instante, quer por todos os aderentes ao projeto “Cêntimos Restantes” quer mesmo pelos mais de 400 Trabalhadores que já contribuíram para o processo Fundo de Pensões.

3. A CT está e estará sempre ao total dispor de todos os intervenientes nestes dois processos para esclarecimento de qualquer dúvida quanto a esta conta.

 

Para finalizar, mais informamos que a CT em exercício, na sua última reunião com o Digníssimo Presidente da Comissão Executiva (CE), solicitou ao mesmo uma reunião extraordinária, com um único ponto na agenda, “Fundo de Pensões” de modo a debater as ações que visassem a resolução desta situação.

Por dificuldade de agenda do Ex.mo Presidente da Comissão Executiva, não foi até agora definida data para a realização da mesma. É, pois, com espírito de um diálogo franco e aberto, que a solicitámos, numa fase em que atingimos já um valor superior a 10.000€ de contribuições dos Trabalhadores e nos encontramos em condições de despoletar os procedimentos que vos foram propostos e por vós aprovados.

O recurso à ação extrajudicial e mesmo em última circunstância, a ação judicial, tal como exposto no plenário em que as mesmas foram apresentadas, serão a nossa última opção, que assinalamos nos terem sido devidamente mandatadas.

Os Trabalhadores já demonstraram que pretendem ver esta situação resolvida e fechada, pelo que a Comissão de Trabalhadores dentro do espírito referido assim prosseguirá até que se concretize e regularize, a reposição das contribuições da empresa para o Fundo de Pensões.

Acreditamos na possibilidade de resolução a breve trecho deste diferendo, todos sairíamos certamente a ganhar.

 

 

25 de maio 2022



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Informação nº4

 

Informação nº 4 CT_2022

Formas adicionais e mais facilitadas para

Operacionalização dos contributos dos Trabalhadores

Plenário _ 11.03.2022 _ Fundo de Pensões

 

Na sequência das deliberações do Plenário de 11.03.2022, e estando já a decorrer as transferências para o contributo de 25€ de todos os Trabalhadores do universo ANA, para o financiamento do apoio jurídico, para as ações extrajudicial ou judicial a CT, vem:

  • ü  Desde logo e em primeiro lugar, agradecer a todos que já efetuaram o seu contributo;
  • ü  Agradecer ainda e duplamente, aos Trabalhadores que deixaram bem explicito que não pretendem a devolução dos 25€, na eventualidade de não ser necessário recorrer a ações extrajudiciais ou mesmo judiciais;
  • ü  Informar que os contributos estão a decorrer com forte expetativa e adesão, não só dos Trabalhadores que estiveram presentes no plenário, mas também por parte dos Trabalhadores que por razões diversas não puderam estar presentes;
  • ü  Apelar á contribuição GLOBALpois o Fundo a todos diz respeito, de modo que no mais curto espaço de tempo, vejamos materializado este esforço de defesa coletivo.

Para dar continuidade à operacionalização do contributo mínimo em curso (25€), mais indicamos:

  1. 1.       Que os formulários de “transferência e numerário” foram criados única e exclusivamente para:

a.       Permitir a auditoria e a transparência das contas e das verbas entregues à CT para a finalidade anunciada;

b.       Permitir, na eventualidade de virmos a poder devolver as contribuições dos trabalhadores, ter informação necessária para o fazer (NIB/IBAN);

  1. 2.       Quem não pretender essa devolução, pode fazer o contributo (transferência ou numerário) sem a necessidade de preenchimento da identificação nos formulários indicando expressamente “Anónimo”;
  2. 3.       Mais indicamos, para além das formas sugeridas para o contributo na informação nº2 que anteriormente divulgámos e que se mantém disponível, acrescentamos agora um email alternativo aos envios do formulário e do comprovativo de transferência, para que não fique nenhum rasto digital, situação para a qual fomos alertados e que compreendemos, se bem que desde sempre foi pela CT entendido que todos os contributos e respetivos boletins de suporte são absolutamente reservados/confidenciais e estão ao abrigo do sigilo resultante do tratamento dos dados pessoais neles contidos.
  3. 4.       Passam a estar assim disponíveis e à escolha dos trabalhadores dois contatos de email para onde podem enviar a documentação:

a.    ctrabalhadores.ana@gmail.com;

b.      ctrabalhadores@ana.pt;

  1. 5.       A entrega em numerário, permite eliminar o rasto digital resultante do envio eletrónico, ficando unicamente a informação em suporte papel, para uma eventual devolução, que mais uma vez informamos ser absolutamente reservada e confidencial.
  2. 6.       Relembramos quem são os atuais membros da Comissão de Trabalhadores a quem se podem dirigir, para a entrega do dinheiro e preenchimento do formulário em numerário:

Ø  Lisboa

Ø DAHD - Domingos Francisco Silva;

Ø DCOMP - Manuel Pires Lourenço;

Ø DCC - Andreia Cristina Azevedo;

Ø DCA - Paulo Jorge Timóteo.

 

Ø  Faro

Ø   DAFR - João Carlos Brás de Figueiredo;

Ø DAFR - José Manuel Serrão;

Ø   DAFR-Nelson Martinho Galego

 

Ø  Porto

Ø DASC - Cipriano Bastos Almeida;

 

Ø  Funchal

Ø DAM - José Nélio Oliveira;

 

Ø  Porto Santo

Ø APS - Waldemar C. Camacho;

 

Ø  Horta

Ø DAA - Filipe Ferreira Ávila.

 

7.       Por fim recordamos que a transferência por MB WAY continua indisponível, estando a CT a trabalhar igualmente nessa alternativa. 

Para concluir, a Comissão de Trabalhadores relembra que apesar do impacto desta medida não ser visível no imediato, nomeadamente nos próximos recibos de ordenado, a suspensão já efetiva das contribuições da empresa, para o período anunciado de 3 anos, terá um impacto significativo, não só nas contas individuais de cada um, mas também e igualmente na rentabilidade do Fundo, na degradação do mesmo face à incapacidade que terá para investir, impactos esses somente visíveis e “palpáveis” quando quisermos retirar o que é nosso ao acedermos à reforma.

Recordamos que para o período anunciado, por exemplo e para um salário de 2000€, a empresa deixará de contribuir com 2352€ (2,8%, ou seja, sem contribuição do trabalhador) e 2940€ (3.5%, com a contribuição de 1% ou mais do Trabalhador).

Só a massiva adesão a este movimento fará a empresa recuar e repor justiça, aos Trabalhadores da ANA que sempre disseram SIM à empresa em TODOS os momentos, com especial destaque em 2020/2021 e não mereciam de todo estar a passar por isto!

 

08 de abril 2022

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Informação nº 3 CT_2022 

Operacionalização dos contributos dos Trabalhadores

Plenário _ 11.03.2022 _ Fundo de Pensões

Na sequência das deliberações do Plenário de 11.03.2022, a Comissão de Trabalhadores (CT) informa que relativamente à Segunda Deliberação do plenário, “Os Trabalhadores presentes concordam contribuir nos moldes anteriormente propostos com o objetivo de financiar o apoio jurídico que a CT venha a necessitar?” que recolheu 303 votos favoráveis. Tendo a CT sugerido, que cada Trabalhador contribuísse com o valor mais adequado/possível, definindo no plenário, o valor mínimo 25 €, como forma de financiamento das ações extrajudicial/Judicial.

Para operacionalização do referido contributo informamos:

1.     Em anexo a esta informação segue “formulário de transferência bancária”, que deverá ser totalmente preenchido;

O formulário torna-se indispensável, porque a CT necessita de ter informação suficiente para devolver o dinheiro aos Trabalhadores, na eventualidade de o processo se resolver, entretanto.

2. Igualmente em anexo segue informação relativa à proteção de dados a que a CT se obriga, nomeadamente ao sigilo relativamente aos dados recolhidos;

3.     Após preenchimento do formulário de transferência bancária, deve o Trabalhador enviar email para ctrabalhadores@ana.pt, onde deve anexar o talão da transferência e o formulário preenchido;

4.     Para entrega em numerário, dever-se-á preencher totalmente o “formulário de entrega em numerário”, Igualmente em anexo. Deve o Trabalhador contatar qualquer um dos membros da CT, que fará o recebimento e assinatura do termo em questão. Ficando o Trabalhador com cópia do formulário igualmente assinada.

5.     Na eventualidade de o Trabalhador querer fazer uma contribuição anónima, deverá saber que posteriormente, a CT não terá forma de efetuar, uma eventual devolução do valor depositado.

6.     A transferência por MB WAY não estará disponível.

25 de março 2022

Comunicado nº 2 CT_2022 Respostas às questões colocadas no Chat do Plenário de 11.03.2022 _ Fundo de Pensões

 

Comunicado nº 2 CT_2022

Respostas às questões colocadas no Chat do Plenário de 11.03.2022 _ Fundo de Pensões 

 

Comentário/Questão 1“Provavelmente, caso existam fundos nos sindicatos e com o acordo dos trabalhadores poderá ser proporcionalmente ajudada a CT nesta demanda”

A Comissão de Trabalhadores (CT), teve o cuidado de convidar a estar presentes no Plenário todos os Sindicatos com representação na ANA SA, amavelmente todos marcaram presença, tendo até ao momento dois desses Sindicatos mostrado total abertura para encontrar soluções que permitam colaborar financeiramente com a CT nesta demanda em particular. É ainda assim, intenção da CT, tentar reunir com todos os Sindicatos para encontrar uma “solução” tão comum quanto o alcançável que a todos possa fortalecer sem ferir suscetibilidades nem comprometer a relação sã que pretendemos positiva e profícua no melhor interesse dos Trabalhadores.

 

Questão 2: Qual a opinião dos Sindicatos relativamente a esta situação?

Sem prejuízo de cada um poder diretamente questionar o seu sindicato quanto à situação vivida com o Fundo de Pensões, o que a CT percebeu ser a respetiva posição, quer pelos contatos anteriores quer mesmo pelo feedback recolhido no dia do plenário, é a de total solidariedade com a luta da CT e de oposição clara à decisão unilateral de suspensão das contribuições da empresa.

 

Comentário/Questão 31% do vencimento de um mês a todos os trabalhadores, a ser retido pelo serviço de processamento de salários e canalizado para a causa, Fundo de Pensões!

Tendo em conta que o tema Fundo de Pensões a todos diz respeito e ainda que as contribuições para a conta individual de cada Trabalhador, feita pela empresa somada às contribuições de quem optou por fazê-las para  o Fundo se faz com uma incidência percentual no salario base de cada Trabalhador, será certamente uma das opções a ser equacionada por se entender equitativa, mais justa, transversal e tecnicamente exequível, caso assim a Empresa o aceite.

 

Questão 4: Não deveria ser estendido a todo o universo e não apenas aos participantes?

As deliberações foram votadas por quem esteve no plenário, porque é a figura do plenário que legitima ou não, as deliberações que nele se votam.

Contudo, após legitimação da CT, as opções de contribuição, são obviamente extensíveis a todo o universo de Trabalhadores, tanto mais que se trata posteriormente de conseguir salvaguardar os direitos de cada um, concretizando-se essa situação num benefício de que todos irão usufruir.

Isto aplica-se tanto há contribuição das ações extrajudiciais/judiciais com uma contribuição de 25€ por Trabalhador (num mecanismo ainda a comunicar a todos), como posteriormente e por continuidade, há contribuição solicitada de 1€, para o Fundo de atuação da CT.

Por outras palavras, nada invalida, que todos os que por qualquer razão não tenham estado presentes no plenário/votado, não se associem a este movimento e contribuam, pois, falamos de causas comuns a todo o universo de Trabalhadores.

Agradecemos inclusivamente, que cada um de vós, vá passando a palavra, divulgando todas estas iniciativas, no sentido de abranger o universo de Trabalhadores a contribuir para as ações preconizadas para o Fundo CT.

Em complemento a estas ações, agradecemos igualmente a difusão/divulgação na mesma medida e por conseguinte a vossa adesão voluntária aos protocolos que se venham a estabelecer.

 

Questão 5: A Contribuição mínima de 1€ é vitalícia na nossa vigência laboral?

A contribuição mensal e por isso continuada de 1€, tal como explicado no Plenário, visa a criação de um fundo que possa dotar a CT de autonomia financeira face à Empresa.

Esse fundo terá de dar resposta nas situações em que a empresa se recuse financiar as ações da CT, como são o caso de pareceres jurídicos, contratação jurídica de apoio a processos litigiosos a que a CT seja chamada a intervir, despesas extraordinárias não comparticipadas pela empresa, nomeadamente, a logística de plenários, entre outras necessidades que antevemos virem a tornar-se muito necessárias daqui por diante.

A intensão é de facto manter essa contribuição de forma regular, garantindo-se assim com esse vínculo, a autonomia futura pretendida, não só para a atual CT, mas também para todas as CTs que nos derem continuidade. Foi exatamente a pensar nessa continuidade, que optamos por solicitar apenas o valor de 1€, que aos dias de hoje, podemos considerar simbólico.

 

Questão 6: Aproveitava também para saber se seria possível termos acesso a informação detalhada sobre o fundo de pensões, nomeadamente quais as ações em carteira, exposição ao mercado russo, etc…

A questão é muito pertinente e por isso sugerimos que sempre que entendam, questionem diretamente o BPI_Pensões a partir da vossa conta pessoal. De qualquer forma aproveitamos a oportunidade para divulgar a todos a última informação veiculada pelo Gestor do mesmo e divulgada à Comissão de Acompanhamento no passado dia (14/03/2022):

“Na sequência da situação internacional atual, seguem à data o impacto nos rendimentos dos FPs e a exposição que os FPs têm a Rússia e a Ucrânia (melhor dito tinham já que agora estes ativos valem 0).

·       Exposição a Rússia e Ucrânia a 28 de fevereiro de 2022

o   BD 0.00%

o   Equilibrado 0.25%

o   Conservador 0.00%

o   Dinâmico 0.35%

Note, por favor, que o comité dos fundos Mercer Global Investments Europe (MGIE) decidiu no dia 2 de março atualizar os preços das ações e obrigações Russas para zero de maneira a refletir a falta de liquidez, incapacidade de negociar e incerteza de preços destes ativos. Esta abordagem está em linha com a decisão anunciada pelo MSCI e FTSE no dia 3 de março. O comité dos fundos MGIE avalia diariamente se os fatores que levaram a esta decisão se mantêm de modo a manter estes preços a zero.

·       Performance YTD até 9 de março de 2022:

o   BD -4.8%

o   Equilibrado -3.9%

o   Conservador -3.0%

o   Dinâmico -5.8%”

24 de março 2022_16H50


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Comunicado nº 1 CT_2022

Plenário _ 11.03.2022 _ Fundo de Pensões  

 

A Comissão de Trabalhadores (CT), logo que tomou conhecimento da intenção da empresa em suspender a sua contribuição para o Fundo de Pensões, demonstrou a sua indignação, deixando bem vincada a sua oposição a tal medida. Tudo fez a CT, para que a mesma não se concretizasse. Inclusivamente na fase inicial deste processo, admitimos aceitar a medida, desde que houvesse a reposição integral dos valores suspensos no final do tempo anunciado. Proposta de bom senso, que não retirava à medida toda a sua “imoralidade” nem todas as dúvidas que se colocavam relativamente à sua legalidade.

Ainda assim, a Comissão Executiva (CE) demonstrou toda a sua irredutibilidade e avançou com a suspensão, em absoluto contraciclo, com as legitimas expetativas de todos os Trabalhadores. Logo aí, percebemos que não podíamos esgotar as nossas iniciativas somente junto da CE, e efetuamos uma serie de diligências a entidades externas à empresa, como a entidade Gestora do Fundo, a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) e ainda a alguns gabinetes jurídicos especializados, com o claro objetivo de aferir a legitimidade / legalidade da “medida” e dessa forma, demonstrar à empresa a inevitabilidade de voltar atrás com a medida.

 Destas iniciativas, suas conclusões e possíveis consequências, nomeadamente um possível processo judicial futuro, uma vez que, podemos adiantar excerto do parecer obtido “existe um «defraudar» de expetativas que poderá ter tutela e fundamento jurídico”, a CT, informa a convocação de um Plenário hibrido, que ocorrerá presencialmente em Lisboa no auditório DEGA, e em simultâneo por webmeeting para todo o universo de Trabalhadores ANA sem exceção (em todos os aeroportos e em qualquer ponto que se encontrem), dia 11.03.2022, com início às 10H00.

A CT foi ainda contatada por vários órgãos de Comunicação Social, no entanto até à realização do plenário, entendeu por bem, esta CT, não comunicar nesta fase com os Media.

Informamos ainda, que a opção híbrida referida anteriormente, não invalida a realização posterior de plenários presenciais levados a cabo por delegação da CT em todos os Aeroportos e em datas a anunciar oportunamente, para que todos os Trabalhadores possam usufruir de tratamento idêntico.

 

Não faltes, junta-te a nós, presencialmente ou através do link que oportunamente será enviado.

 

O futuro do Fundo de Pensões passa inevitavelmente pela decisão que conjuntamente iremos tomar no Plenário do dia 11.03.2022!

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o nº 6 CT_2021

ALERTA CT_FP

 

Na reunião da Comissão de Trabalhadores (CT) com a Comissão Executiva (CE) do dia 25/10/2021, a Empresa confirmou a sua intenção de suspender a sua contribuição até finais de 2024 para o Fundo de Pensões.

Na mesma reunião, o Digníssimo Presidente da Comissão Executiva (PCE), teve oportunidade de demonstrar o desacordo pela posição pública da CT, esclarecendo o ponto de vista da Empresa. Intenção essa, entretanto igualmente comunicada a todos os Trabalhadores.

Na génese desta intenção está a vontade da Empresa em forçar a conclusão da assinatura do novo Acordo de Empresa.

A CT reiterou e manteve, que de acordo com a nossa melhor interpretação esta medida é ilegal e imoral!

 

Recordamos que, o Fundo de Pensões tem enquadramento legal autónomo e diferenciado do Acordo de Empresa (AE), pelo que é absolutamente incompreensível esta conexão feita pela CE, colocando o Fundo de Pensões em cima das mesas das negociações do AE.

Até porque nos termos do contrato constitutivo presente do Fundo de Pensões, não é linear que a participada possa suspender unilateralmente a sua contribuição. Nesse sentido, e até à concretização da intenção unilateral da Empresa em alterar o respetivo Artigo 31º do mesmo, a CT reafirma que a suspensão da contribuição pela mesma é ILEGAL, porque não está prevista no mesmo artigo.

 

À CT o que é da CT e aos Sindicatos o que é dos Sindicatos, não nos cabe a nós como já explicámos no Comunicado nº2_CT 2021, estar na mesa das negociações. Sabemos todos, no entanto, que de um desfecho positivo depende a relação laboral futura de todos os Trabalhadores e que muito se joga nesta negociação do AE.

Nunca até hoje o “jogo” negocial tinha atingido este ponto, percebemos desde logo que esta “cartada” se insere num conjunto de instrumentos de pressão da VINCI, sobre os Sindicatos e os Trabalhadores, para que se acelere o processo de “negociação” do Acordo de Empresa. Não é nenhuma inconfidência, pois esta jogada está implicitamente assumida na comunicação que o Digníssimo PCE fez ao Trabalhadores.

Mais se informa, que ao contrário do que possa ter ficado implícito no Comunicado CE, os parceiros sociais quando auscultados, nomeadamente esta CT, disseram de um rotundo não, como é do conhecimento de todos vós.

 

A CT repudia esta manobra, cujo ADN não se coaduna com os pergaminhos desta grande instituição ANA SA, não o aceitamos e se o tivermos que denunciar para o exterior, assim o faremos porque para nós o Fundo de Pensões é inegociável e consideramos que esta cartada ultrapassa aquilo que vulgarmente se intitula de “linhas vermelhas” e também por isso reiteramos esta medida de IMORAL !!!

 

Assim a CT irá marcar o quanto antes, plenários de forma a, como já o dissemos, expor os entendimentos sobre a presente situação laboral na Empresa e bem assim, explicar as ações desenvolvidas e circunstâncias que envolvem a pretendida suspensão de contribuições da Empresa dando sequencia à oportunidade a dar aos Trabalhadores da ANA SA de se pronunciarem e escolherem as opções/medidas/ações que serão futuramente prosseguidas.

 

02 de novembro 2021

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Comunicado nº 5 CT_2021

Lesados do Fundo de Pensões ANA

 

A Empresa, maioritariamente representada na Comissão de Acompanhamento do Fundo de Pensões (CAFP) continua a insistir em avançar para a suspensão das suas obrigações contributivas para o Fundo de Pensões (FP). O Representante da CT na CAFP, em sede de comissão manifestou a sua oposição e votou inequivocamente contra esta intenção de alteração do Contrato Constitutivo.

 A intenção da suspensão das contribuições da empresa para o Fundo de Pensões da ANA SA,  anunciada pela Empresa, para um período de cerca três anos, a finalizar em 30/11/2024, unicamente para carteira Contribuição Definida, terá um impacto, de 5,4 M€, que do ponto de vista da CT é absolutamente irrisório face à dimensão da Empresa e do Grupo VINCI e seus proveitos colossais.

Se por um lado foi com absoluta surpresa que tomámos conhecimento desta intensão, foi por outro, com indignação, que reagimos quanto percebemos que esta suspensão não contemplava a reposição dos valores retirados aos Trabalhadores no final da mesma.  

Está em curso, acelerada recuperação do tráfego aeroportuário e da atividade económica e consequentemente assegurados os interesses dos acionistas da VINCI. Com esta medida serão os Trabalhadores, os únicos LESADOS, que mensalmente irão ser subtraídos entre 2,8% a 3,5% do seu salário de referência na sua conta individual do FP. Obviamente, como é fácil de constatar, esta suspensão irá ter grande impacto nos planos de reforma de cada um de nós.

Questionámos repetidamente e por escrito através de vários ofícios a entidade gestora do Fundo de Pensões (BPI Vida e Pensões) no intuito de que nos disponibilizasse informação a que temos direito, contudo todas as respostas que nos devolveram foram sempre vagas, ou não fosse a gestora uma assalariada da Empresa.

Questionámos igualmente a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) que nos informa, relativamente ao Ofício Nº 15 enviado pela CT a 2 de agosto, o seguinte:

 

Assim sendo, e na disposição de continuarmos a acionar todos os meios legais ao nosso alcance continuamos a aguardar a restante informação que já solicitámos.

Não aceitamos e continuamos a afirmar que não aceitaremos esta suspensão tal como nos foi “presenteada” por duas razões fundamentais:

1.       É imoral;

2.       E ilegal.

É Imoral! Porque está desajustada das necessidades de resiliência financeira da Empresa, particularmente na fase de recuperação acelerada em que nos encontramos.

É imoral! Porque os Trabalhadores sempre responderam, desde a primeira hora, com elevado espírito de sacrifico e de forma voluntaria a todas as reduções salariais que lhes foram solicitadas na recente crise atravessada pela Empresa.

É imoral! Porque a empresa tem no seu ADN a Responsabilidade Social, estando comprometida eticamente, não pode apregoar uma coisa e fazer precisamente o seu contrário.

É Ilegal! Por existirem direitos adquiridos consignados por lei que nenhum acordo “privado”, caso existisse pode ultrapassar. E não nos parece igualmente aceitável, que uma CAFP, composta maioritariamente por Representantes da Empresa tenha a legitimidade de alterar unilateralmente um Contrato Constitutivo onde os Trabalhadores/beneficiários são a parte central.

É Ilegal! Porque à luz do atual Contrato Constitutivo, não prevê a suspensão das contribuições da Associada. 

Tendo em vista proceder a uma cabal explicação de todos os passos já dados e daqueles que se poderão vir a dar no sentido de salvaguardar a Empresa e os Trabalhadores, ajuizamos, caso a Empresa continue com esta incompreensível intenção, vir a realizar plenário(s) para não só clarificar e dissipar quaisquer dúvidas do que estamos e estaremos a enfrentar, como também e essencialmente, ouvir e devolver aos Trabalhadores da ANA SA a iniciativa da resposta que em conjunto decidirmos vir a tomar. 

A Comissão de Trabalhadores

14/10/2021

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Comunicado Nº4_CT 2021

 

 Fundo Perdido?

Estamos a tempo de Dizer NÃO


 

Desde a primeira e única eleição para deputados do Fundo de Pensões (FP), a Comissão dos Trabalhadores (CT) e os Trabalhadores não tinham novidades sobre o mesmo. Uma nova alteração legislativa, que volta a permitir a presença de CT na Comissão de Acompanhamento do Fundo de Pensões (CAFP), que conta agora com seis elementos designados pela Empresa e cinco elementos representativos dos Trabalhadores (os dois trabalhadores eleitos, um membro do CT e dois elementos indicados pelos dois sindicatos mais representativos).

Na primeira reunião para o reinício do seguimento, após esta última alteração, ficámos surpreendidos, com a proposta da empresa, de suspender até novembro de 2024 a sua contribuição acordada e contratada para a FP.

Recordamos que o atual FP se baseia no fundo social criado na década de 1980 com base nos descontos dos funcionários públicos, a fim de compensar os trabalhadores no mercado de trabalho.

Na ANA, este fundo de pensões foi criado pelos Trabalhadores e para os Trabalhadores.

Devido à necessidade de se especializar na gestão da FP, a gestão da FP foi, em meados da década de 1990, entregue a uma empresa especializada, o Futuro, do grupo Montepio. Este fundo destinava-se a beneficiar de benefícios definidos, ou seja, destinava-se a cobrir a diferença entre o valor da pensão e o salário da última remuneração do ativo. 

Em 2004, o fundo foi alterado, não tendo sido mais de 2004 de benefício definido para ser de contribuição definida. É certo que, a empresa assegurou a todos os trabalhadores que esta seria a melhor solução. Consequentemente, para compensar, foi acordada uma fórmula de compensação das empresas para os trabalhadores.

Assim, o contrato constitutivo foi publicado em Diário da República em 2004, que continha o contributo do associado, fórmula que definia o contributo da empresa para cada Trabalhador.

 

Desde essa data, até 2013, a empresa sempre honrou o "Contrato", mesmo nos momentos mais difíceis (Intervenção Externa), grandes investimentos ou períodos de quebra de lucro.

 

Na altura da concessão da ANA,SA à Vinci, o Fundo de Pensões da ANA foi um dos pontos discutidos nas várias reuniões entre a Comissão de Trabalhadores e o Secretário de Estado da altura, que, tendo em conta a nossa desconfiança e, claro, o medo das intenções do concessionário, nos assegurou que o Fundo tinha sido mantido nas mesmas condições, afirmando que a VINCI tinha informado o bolseiro de que a privatização não influenciaria as condições contratadas no fundo.

Desde 2013 até à data, a empresa sempre cumpriu e honrou com este compromisso.

Todos conhecemos a história da pandemia e as suas consequências desde o início de 2020, a diminuição abrupta do tráfego, levou a empresa, o ato contínuo, a apelar à solidariedade e ao contributo voluntário dos trabalhadores, com redução do PNT e o corte inerente nos salários.

Já este ano, a empresa recorreu à RPNT, um programa de apoio estatal, que implica mais prejuízos para os trabalhadores, reduzindo simultaneamente, devido à redução do PNT, a contribuição para a conta de cada Trabalhador na FP e na Segurança Social (SS). Uma vez que a medida de aplicação uniforme entre serviços e trabalhadores não foi a medida, foi criada outra diferenciação entre trabalhadores, no que cada um irá acrescentar à sua reforma, devido à redução das contribuições para o FP e para as SS.

O reconhecimento de todo o esforço e dedicação dos Trabalhadores da ANA, como tem vindo a acontecer sistematicamente, volta a ser posto em causa, com esta medida que terá um impacto significativo, num dos momentos mais críticos da vida de cada um de nós, a velhice.

 

Numa altura em que a Comissão Europeia alerta para uma redução drástica do valor das reformas em Portugal nos próximos anos, a ANA pretende não ter em conta compromissos passados e mais graves, comprometendo-se a salvaguardar alguma segurança que a FP pretende assegurar.

(https://observador.pt/especiais/reformas-pela-metade-o-que-pode-fazer-para-acautelar-o-seu-futuro/

https://www.dinheirovivo.pt/economia/portugal-e-onde-pensoes-mais-perdem-valor-apos-a-reforma-13968960.html)


Por tudo isto, dizemos que não.

 

Queremos acreditar que a voz dos Trabalhadores será ouvida e que a empresa, juntamente com os Representantes, encontrará uma solução melhor, mais equilibrada e justa. Neste sentido, a  CT reafirma que não aceita a suspensão. Se for efetiva, só será concedido se for concedido o compromisso com a substituição total dos valores pela ANA, SA a partir de 2024.

Caso contrário, a CT continuará a defender o cumprimento do que foi acordado nesta matéria entre a VINCI e o Grantor e, assim, defenderá os direitos de todos os Trabalhadores, nos locais e organismos que considere adequados e adequados.

 

Por último, dizer que estamos perante algo absolutamente fraturante, que agita princípios e valores intrínsecos a cada um de nós, que certamente, como nunca antes na história da ANA, irá abalar os alicerces de uma sólida Paz Social,construída duramente ao longo dos quarenta e três anos da sua existência. 

Queremos manter ou melhorar o fundo de pensões, tal como está, não aceitamos que se torne um Fundo de Penalização!!

  

 

Comissão dos Trabalhadores

07/28/2021



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Comunicado Nº3_CT 2021

 

Tempos difíceis - Medidas estranhas

 

Passaram-se quinze meses desde que a pandemia foi declarada em Portugal, período que nunca conseguiremos apagar das nossas memórias. Como Trabalhadores, defenderá a história, desejando, resiliência a capacidade de lutar e manter a Companhia viva.

É, no entanto, com mal-entendido que estamos a ler os sinais, na Empresa, que nos levam a concluir, que a Pandemia não fez mais, que acelera as estratégias de mudança "laboral", desde o outthen do Acordo de Empresa de Reclamações (AE) e, mais recentemente, algumas interpretações distorcidas à AE ainda em vigor.

São tempos difíceis, já sabemos, há incertezas quanto ao futuro, certamente que nada disto valida medidas, altamente impactantes para os Trabalhadores e impacto residual para uma Empresa com a dimensão da ANA.

Soube que, em junho passado, alguns trabalhadores, com restrição médica atestada e validada pelo SO, com limitação para realizar trabalho noturno, foram contemplados com uma redução do valor do seu subsídio de turno.

Estranha medida, que a análise do CT é infundada, injusta e absolutamente contrária aos preceitos do Acordo de Empresa. Estranho torna-se, porque era uma medida cirúrgica, aparentemente dirigida a alguns trabalhadores. A interpretação da Empresa não só desrespeita o próprio trabalho por turnos, mas também todos os trabalhadores que trabalham neste regime, mas também discrimina tanto entre os Trabalhadores,que estão atualmente com esta limitação, por razões de saúde.

Diz a Empresa, que tem pareceres jurídicos que fundamentam a decisão. Agora, vamos ver:

Ver Anexo I, onde demonstramos o acima referido, com a interpretação do CT da cláusula 75, também apoiada por pareceres jurídicos especializados.

A EA foi negociada em 2015, a interpretação da comissão negocial, que fechou o acordo, com a inclusão óbvia da Exmo. DRH na altura, está naturalmente de acordo com esta leitura direta que a Comissão dos Trabalhadores faz. Caso contrário, em 2015, teriam sido dadas instruções, semelhantes aos outros ajustes feitos com a aplicação da nova EA, para fazer o corte que só agora, seis anos depois, ocorre.

Reiteramos, cláusula 75, que é leitura direta, como tem e deve ser a AE. Deve ser um instrumento, acessível a todos os Trabalhadores, não pode ser um compêndio legal, de interpretações duvidosas, de vistos encriptados, apenas acessíveis a alguns juristas, pagos de forma principesco e especializados na decifração destes códigos ocultos, e que só eles podem ver.

É com mal-entendidos, numa altura em que a ordem é cortar em tudo o que é a prestação de serviços externos (FSE), mesmo com um serviço jurídico interno na ANA e na DRH, que vemos a Empresa sentir a necessidade de recorrer externamente a, estes peritos seniores para negociar o futuro AE, (Não será barato este FSE certamente, para não mencionar o potencial conflito de interesses existentes), com a simples boa vontade interpretativa, dos Sindicatos, composto por Trabalhadores de todas as áreas da aviação, na sua maioria sem a referida especialização legal, que altruísta e pro bono, defendem sem subterfúgios ou distorções, os interesses dos Trabalhadores.

Talvez, face ao que se esperava, nós, trabalhadores, devêssemos pedir aos Sindicatos uma parte extra, ou mesmo lançar um crowdfunding,que permite também aos Sindicatos, ser acompanhados em reuniões, por juristas especializados, equilibrando assim as fatias de escala.

 

 

 

Comissão dos Trabalhadores

05/07/2021



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Comunicado Nº2_CT 2021
 
Esclarecimento aos Trabalhadores

 A Comissão Executiva (CE) e o Conselho de Administração (CA), reunido no dia 16 de abril, decidiu avançar para uma reestruturação estratégica do Acordo de Empresa, comunicada no passado dia 30/04/2021, pela CE da ANA SA, ao universo dos seus Trabalhadores, referindo que tinha informado aos representantes dos Sindicatos, a denúncia do Acordo de Empresa atualmente em vigor. 
A anunciada restruturação estratégica do AE, e cuja proposta foi enviada exclusivamente aos Sindicatos, que são por força do enquadramento legal, as entidades Representativas dos Trabalhadores com responsabilidade de âmbito negocial para estabelecimento de um novo acordo, sendo, portanto, esta fase da responsabilidade exclusiva dos Sindicatos e da Empresa. 
Justifica a CE, que com a crise mundial que o setor da aviação atravessa, com a consequente perda de tráfego que originou o primeiro resultado negativo da história da ANA. Sabemos bem das dificuldades que a Empresa e o mundo da aviação atravessam, mas sabemos igualmente do esforço dos Trabalhadores para acompanhar este momento, assim como sabemos que a realidade e o sucesso económico da nossa Empresa no pré Pandemia, jamais permitiria a qualquer Governo da Nação autorizar uma medida como o Layoff. 

Por força do enquadramento legal, a proposta apresentada pela Empresa foi exclusivamente enviada aos Sindicatos, pelo que não teve a CT conhecimento formal da mesma. 
Sabe, no entanto, que a mesma já circula no universo da Empresa, e é já do conhecimento da esmagadora maioria dos Trabalhadores. Independentemente de a proposta agora apresentada pela Empresa, ser uma base de partida para uma negociação, gerou desde logo, uma onda de fortíssima apreensão generalizada no universo dos Trabalhadores. 
Estranha contudo a CT, a oportunidade escolhida pela Empresa para tal denuncia, desde logo pelos evidentes e encorajadores sinais de esperança que os números relacionados com a Pandemia, nomeadamente as eficazes campanhas de vacinação em Portugal e nos países originários dos nossas principais mercados, apresentam desde já. Dito isto, importa de sobremaneira esclarecer, que pese embora a Comissão de Trabalhadores seja a única Entidade Representativa do universo de Trabalhadores na Empresa, que a todos representa de facto, está em absoluto excluída deste importante processo, não tendo o enquadramento legal aplicável previsto, que as Comissões de Trabalhadores como entidades independentes e autónomas que são, com a personalidade jurídica que a lei lhes confere, pudessem estar presentes, mesmo que, só como observadores. 

Por outro, lado, se a Lei excluí as CT’s do processo negocial, atribui às mesmas, no âmbito do Controle de Gestão outras responsabilidades/obrigações e direitos, nomeadamente no âmbito destes últimos, o art.º 423 do código de trabalho, refere que a CT, entre outras, tem direito a: 
a) Receber a informação necessária ao exercício da sua atividade;
b) Exercer o controlo da gestão da empresa; 
c) Participar, entre outros, em processo de reestruturação da empresa, na elaboração dos planos e dos relatórios de formação profissional e em procedimentos relativos à alteração das condições de trabalho;
 
Estabelece ainda que determinados atos do empregador que têm de ser obrigatoriamente precedidos de parecer prévio da Comissão de Trabalhadores. Esses atos, entre outros de acordo com art.º425 do código de trabalho, são os seguintes:
a) Modificação dos critérios de classificação profissional e de promoções dos Trabalhadores; 
c) Qualquer medida de que resulte ou possa resultar, de modo substancial, diminuição do número de trabalhadores, agravamento das condições de trabalho ou mudanças na organização de trabalho; 
d) Dissolução ou pedido de declaração de insolvência da empresa. 

Não menos importante, e fundamental para percebermos este momento, de denuncia do ainda vigente AE e as justificações que o acompanharam, tem as CT’s consagrado, o Exercício do direito de participação nos processos de reestruturação, exercício que por norma a empresa e as sucessivas CE’s não reconhecem, chamando-lhe eufemisticamente, sempre que confrontadas pela CT de “reorganizações”. Contudo, entre outras, propõe a proposta da Empresa de facto alterações à “organização do trabalho” e neste particular a lei prevê o seguinte: 
 1- O direito de participar em processos de reestruturação da empresa é exercido pela Comissão de Trabalhadores; 
2- No âmbito da participação na reestruturação da empresa, a Comissão de Trabalhadores:
a) Informação e consulta prévias sobre as formulações dos planos ou projetos de reestruturação entendidas como alterações à organização do trabalho; 
b) Informação sobre a formulação final dos instrumentos de reestruturação e de se pronunciarem antes de estes serem aprovados; 
c) Reunir com os órgãos encarregados de trabalhos preparatórios de reestruturação; 
d) Apresentar sugestões, reclamações ou críticas aos órgãos competentes da empresa. 

Informa a CT que apresentou por ofício relativamente à intenção comunicada de “reestruturar a empresa, pela via de negociação da cessação de contratos, reorganização e simplificação de processos, tudo de modo a acompanhar a quebra de atividade traduzindo-se numa alteração significativa na sua estrutura”. 
Com este pedido, a CT exerceu desde logo o direito de participação de acordo com o nº 1 do Art.º 429 do Código de Trabalho. 

Para concluir, a CT relembra a todos agora e mais do que nunca que a lucidez, a determinação e a coragem na afirmação das vontades, cumprimento das regras elementares de um Estado de Direito que somos e por fim, não menos importante, a união entre todos os Trabalhadores e as respetivas Entidades Representativas, é e será um fator fundamental para enfrentarmos os desafios que se nos apresentam.

Afigurasse evidente, que só será possível um final de negociação favorável aos interesses e direitos dos Trabalhadores, se todos estiverem empenhados na solução que melhor sirva a todos, participada e apoiada pelos Trabalhadores.

Pretendemos um Acordo Coletivo de Trabalho, dotado dos instrumentos necessários de controlo transversal e de salvaguarda dos direitos e obrigações de todos! a sua alternativa é o designado Contrato Individual de Trabalho. E isso é tudo o que não desejamos! 
Este tipo de desregulação, é meio caminho andado para tornar, um Trabalhador Comprometido com a Organização e o Sucesso de todos, num mero “trabalhador” mercenário, totalmente descomprometido com o verdadeiro sucesso social e económico da organização e pronto a “vender” os seus e a Empresa pelo melhor preço que lhe ofereçam, algo que os Trabalhadores da ANA SA, no seu espirito de corpo, brio e dedicação, alguma vez desejarão!!! 

Somos uma Empresa com mais de 40 anos de existência que sempre soube afirmar-se pela excelência dos seus quadros, pela capacidade de crescer e adaptar-se nos diversos momentos e desafios por que passou, a ANA, não nasceu em 2013, com a Privatização, e por cá continuará, mesmo no pós concessão! 

Somos ANA, repudiamos os oportunismos financeiros, temos memória e dignidade e por isso, estamos e estaremos disponíveis para lutar pela Empresa e com a Empresa, com esta ou com outra qualquer Administração, desde que tal signifique sempre o total respeito pelos direitos, obrigações e relacionamento digno entre todos! 

 A Comissão de Trabalhadores 
28/05/2021


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Comunicado nº01_2021

A SITUAÇÃO PANDÉMICA

versus

MEDIDAS PRECONIZADAS PELA EMPRESA

 

 

A situação pandémica que se iniciou em 2020 teima em não apresentar sinais positivos e, por conseguinte, a retoma continua adiada. Neste contexto, somos dos primeiros a entender algumas das medidas de contenção financeira adotadas pela Comissão Executiva (CE), no sentido de aliviar a pressão na tesouraria da Empresa, face à acentuada quebra de faturação. Recomendámos inclusive algumas medidas no âmbito da otimização dos contratos de prestação de serviços (FSEs).                                                        

Como todos sabemos, no início da crise, a empresa veiculou via COMUNICAR CE, a aplicação por fases de um conjunto de medidas, que passaram por otimizações de contratos de prestação de serviços, investimentos, desvinculação dos contratados a prazo, entre outras medidas.

Seguiram-se as medidas de impacto direto nos Trabalhadores, com o período de adesão voluntária do PNT (período normal de trabalho), dividida em duas fases de implementação até ao final do mês de dezembro 2020 nos moldes conhecidos.

Enquanto os Trabalhadores solidariamente, aderiram de forma expressiva às medidas mitigadoras adotadas, verdade é que foi o universo de Trabalhadores confrontado, durante esse período, com a distribuição de toda uma nova e vasta frota de viaturas de função da empresa.

Já em finais de novembro, sem que tal se cogitasse, a CT foi surpreendida com a informação, por parte da CE e da DRH, da Intenção de um Processo de Despedimento Coletivo (PDC), o que ocorreu pela primeira vez na história da ANA SA, no que diz respeito a cinco Trabalhadores do DAHD (depósito de bagagem). A CT foi convocada, de acordo com artigo 361.º do Código do Trabalho, para a fase de informação e negociação do referido PDC, tendo a CT, devido à gravidade da situação e especial complexidade do processo, contratado apoio e acompanhamento jurídico.

A Comissão de Trabalhadores é, por princípio, contra todo e qualquer processo de intenção de despedimento coletivo, e vincou essa posição no decurso do processo. Embora toda a argumentação apresentada pela CT para evitar o despedimento coletivo, a Empresa manteve a intenção do respetivo, tendo o processo finalizado com o acordo entre as partes, no início do presente ano civil de 2021 (Empresa e Trabalhador). Na impossibilidade de evitar o despedimento, a CT movimentou todos os esforços para que o acordo monetário alcançado, fosse muito superior ao que a empresa inicialmente pretendia. E esse objetivo foi inequivocamente atingido.


Por outro lado, e com intuito de acautelar futuras situações, não podemos deixar de referir, como é do conhecimento geral, que a Empresa insiste na ausência de uma política clara e assumida do que é atividade crítica e não critica (“core e não core”), implicando desde logo uma maior dificuldade na otimização das prestações de serviços.

 

Por outro lado, existe igualmente uma política de gestão contratual, que origina tanto na fase aquisitiva como na gestão operacional, diversos e repetidos conflitos com os trabalhadores externos, que têm culminado em larga escala, na reclamação dos mesmos na integração pela via judicial, nos quadros da ANA, SA. 

Encerrado o processo do PDC, fomos informados, pela empresa, na reunião seguinte, de 25 de janeiro último, da necessidade da mesma em retomar o programa de PNT, em moldes idênticos ao aplicado em 2020. Num volte face inesperado, a 27 de janeiro somos informados e confrontados com nova alteração de planos da empresa e da sua intenção de aderir ao programa de apoio estatal ao abrigo do DL 6-C/2021, com uma redução de 20% do tempo de trabalho, a ser aplicada a partir de 01 de fevereiro, a toda a área de suporte da empresa (entenda-se horários regulares), estando a ser estudada a organização das escalas, para a aplicação da mesma medida, a partir de março, junto dos Trabalhadores em regime de turnos.

 

Na Comunicação aos Trabalhadores por parte do Digníssimo Presidente da CE, ficámos a saber que os Trabalhadores com funções de direção não verão a medida aplicada no mês de fevereiro. Numa lógica de justiça, equidade e de esforço, a CT considera inaceitável qualquer tipo de medida arbitrária, e espera ver na reavaliação já para o mês de março, a aplicação universal da medida aos Trabalhadores de forma equitativa sem disrupção de serviços.

 

A CT exige uma gestão de seriedade, onde não existe distribuição de novos carros de função em tempo de crise, uma gestão pelo exemplo com aplicação das medidas impostas a si próprios, uma gestão de equidade e de proteção e manutenção dos postos de trabalho!

 

 

 

A Comissão de Trabalhadores

29/01/2021

 

 


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Saídas (In)Voluntárias

 
Na sequência do Comunicado nº6 CT_2020 em reação às decisões da Comissão Executiva (CE) divulgadas pelo Presidente da CE, no qual referimos que relativamente às saídas voluntárias “fomos informados que as abordagens irão ser individuais e feitas caso a caso, de acordo com as informações recolhidas pelos diretores e que não haverá limite de idade. Sobre os valores em negociação (incentivos) foi referido dependerem do tempo e da idade, de cada Trabalhador.”

O posicionamento da CT sobre esta matéria é claro, toda e qualquer saída de um Trabalhador da ANA, depois de uma vida abnegada de dedicação e lealdade à Empresa, além de voluntária deve ser um processo a todos os níveis claro e transparente, no qual devem ser encontrados mecanismos e ferramentas do conhecimento prévio dos Trabalhadores, que lhes garantam equidade e tranquilidade na negociação.

Na eventualidade de serem surpreendidos por uma abordagem neste âmbito, a CT recomenda muita calma e ponderação, devendo sempre socorrer-se o Trabalhador de apoio jurídico que por norma todos os Sindicato prestam ou em alternativa qualquer outro à escolha do Trabalhador.  A CT encontra-se igualmente disponível para ajudar no que nos for possível.

A dedicação de uma vida a uma causa como a ANA SA, não deve no final ficar manchada com uma saída “atabalhoada” e amargurada, deve ser uma despedida, emocionada certamente, mas sem dor nem ressentimentos. 

A maioria dos casos em condições de poder equacionar uma saída sem perdas significativas são Trabalhadores com 30 ou mais anos de serviço, e um amor assim não pode ser descartado como se de uma relação digital se tratasse, sob pena até de a Empresa perder a relação de confiança que já construiu ou está a construir com os restantes Trabalhadores com menos tempo de carreira.

Aliás, para que uma medida deste cariz fosse eficaz e com impacte na massa salarial da Empresa, teria de ocorrer em números de saídas que se tornaria absolutamente desastroso para a capacidade técnica aos mais diversos níveis da Empresa. E porquê, na capacidade técnica?

  1. Porque nos últimos anos, a empresa descartou por diversos modos e de forma progressiva todo um universo de colaboradores que de uma forma ou de outra ocupavam cargos e posições de trabalho que foram sendo extintas quer pela renovação tecnológica quer mesmo por não substituírem esse efetivo, nomeadamente nas áreas essencialmente ligadas ao  apoio técnico administrativo e de áreas técnicas mais operatórias e generalistas que foram substituídos por prestações externas e contratos de manutenção com empresas externas; 

  1. Assim, após a eliminação da grande maioria do efetivo dessas áreas, para que a medida possa ser eficaz e a operacionalidade não seja afetada, das duas uma:

  1. Afinal o que é que está em causa e o que se diferencia um Trabalhador ANA dos restantes do contingente geral?



 

  1. Com a inversão da pirâmide etária a VINCI em 2016/2017 percebeu que tinha de reforçar os quadros da Empresa, ação que veio a ser mantida até ao final de 2019. Ainda assim, não abdicou de intensificar e externalizar diversas áreas técnicas, fazendo sair o respetivo “know-how” e deixando na Empresa apenas a tarefa de enquadrar e organizar esses recursos. Do ponto de vista da CT, é de todo contraproducente a Empresa recorrer a esse mecanismo quando estão em causa serviços que não são temporários, mas sim permanentes. Este movimento de “contratação” de trabalho “temporário”, rapidamente se sedimentou em trabalho permanente, o que paralelamente originou o aparecimento de um elevado número de Trabalhadores de empresas externas tenham solicitado a sua integração nos quadros da ANA. Alguns desses casos estão e estarão nos tribunais para decisão que obviamente não será “ligeira” para a ANA SA sobretudo em termos reputacionais; 
 
  1. Ainda, e segundo dados do relatório de contas de 2019, a ANA contava nos seus quadros com 1304 Trabalhadores. Para a dimensão da ANA, com a gestão dos 10 Aeroportos Nacionais, e consequente responsabilidade de serviço público a que está obrigada, processou em 2019, 59 120 491 passageiros. A CT considera inclusive, este número de Trabalhadores baixo para manter operacional as infraestruturas e a operação mantendo os níveis de segurança que a operação aeroportuária exige. É absolutamente claro e evidente para quem está no terreno, que os excecionais resultados obtidos após a privatização em 2013, cujo somatório dos lucros se aproximam dos 1 200 000 000€ (Mil e Duzentos Milhões de €), só possíveis graças aos esforços redobrados de todas as suas equipas;
 
Compreendemos a visão de rejuvenescimento dos quadros da Empresa e a necessidade de inversão da pirâmide etária, consideramos que, a serem dispensados os mais antigos (portanto os mais experientes e mais onerosos quadros da empresa) e mesmo que seja enquadrado novo efetivo, as consequências de perda de “know-how” na manutenção operacional das infraestruturas e operações encerra em si, na opinião da CT uma ameaça à integridade da ANA SA. Mais, essas saídas não poderão posteriormente, quando o volume de trabalho o justificar, serem substituídas por prestadores externos!

Por fim, dizer que se reconstruir a nossa estrutura de custos numa base zero, for a inevitabilidade anunciada, que seja, mas transversalmente e de modo que não afete a operacionalidade dos serviços.
Assim, consideramos que a empresa pode e deve ainda otimizar os seus custos operacionais sem que tal afete o universo laboral da ANA SA, sendo de todo oportuno revisitar alguns FSE’s que ainda prevalecem e que, podem ser equacionados na sua pertinência, como são por exemplo o parque de viaturas de toda a ANA SA e a hipótese de renovação de algumas nesta fase e ainda uns tantos investimentos (pequenas obras) não essenciais.

 

Comissão de Trabalhadores

15/07/2020

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Comunicado nº 6 CT_2020
Segunda vaga

 
A Comissão de Trabalhadores da ANA SA reuniu nesta quinta feira dia 09 de julho com o Presidente da Comissão Executiva (PCE) da ANA e com a Diretora de Recursos Humanos (DRH).
Face ao momento e ao evoluir da crise sanitária e suas consequências na atividade da Empresa, o PCE informou que a redução da estrutura de custos iria incidir em três componentes:
Se genericamente dois terços da estrutura de custos são FSEs, sendo o outro terço referente à massa salarial, não podemos deixar de referir que, no limite, se os cortes incidissem essencialmente e de forma assertiva nos FSEs, muito provavelmente não se colocaria a necessidade de avançar com medidas de redução da massa salarial.
Concordando-se ou não, conseguimos perceber o racional argumentado das medidas preconizadas pela Administração para agilização da tesouraria da ANA Aeroportos de Portugal.
Não entendemos, contudo, que a adoção das medidas, agora apresentadas tenham sido previamente apresentadas aos Sindicatos, seguida de comunicação do PCE ao universo de Trabalhadores da ANA via Comunicar CE e, só depois, em dia subsequente, informar a Comissão de Trabalhadores desta decisão da Comissão Executiva.
A Comissão de Trabalhadores advoga e partilhou com a Comissão Executiva que o esforço dos Trabalhadores para vencer esta crise devem ser partilhados. Reiterámos junto do PCE que todo e qualquer sacrifício, logo que ultrapassada a crise, deve a empresa compensar efetivamente os Trabalhadores que abnegadamente se sacrificaram.
Porque temos memória, não podemos deixar de dizer, que no pré covid, com elevados proveitos operacionais, não foram os Trabalhadores que viram reconhecidos materialmente os seus méritos. Os prémios e gratificações foram distribuídos por uma minoria. Curiosamente, agora que se impõe a redução de custos são os Trabalhadores que são lembrados para partilhar o sacrifício supremo de redução efetiva do seu vencimento via redução do PNT (Período Normal de Trabalho).
Relativamente às saídas “voluntárias” fomos informados que as abordagens irão ser individuais e feitas caso a caso, de acordo com as informações recolhidas pelos diretores e que não haverá limite de idade. Sobre os valores em negociação (incentivos) foi referido dependerem do tempo e da idade, de cada Trabalhador.
A CT não se revê na elaboração de requerimentos que precedem os contratos de adesão ao teletrabalho ou à redução do PNT. Sendo as medidas propostas e implementadas pela Empresa não deveriam ser os Trabalhadores a requerer a adesão às medidas referidas.
Da mesma forma que aquando das medidas tomadas há 3 meses e não sendo da competência da CT aconselhar relativamente a uma decisão individual que é de adesão voluntária, deverá cada um dos Trabalhadores decidir em consciência e sem qualquer tipo de pressão ou coação que condicione a sua opção.
Por fim, a CT realça que não se revê nas medidas de redução da massa salarial enquanto a Empresa não demonstrar cabalmente que os cortes anunciados para os FSE’s foram esgotados na sua totalidade.

Comissão de Trabalhadores

10/07/2020
 
 

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Comunicado nº 5 CT_2020
 

CUMPRIMOS SERVIÇO PÚBLICO

 

Implementadas que estão as medidas de viabilidade económica pela Comissão Executiva (CE), com enfoque na redução do vencimento mensal de 90% dos Trabalhadores da ANA SA, importa fazer o ponto de situação:
Pese embora a Comissão de Trabalhadores (CT) não ter sido atempadamente consultada relativamente à implementação das medidas, percebemos que perante o momento pandémico sejam necessárias medidas, com a natural exceção da impactante medida de Redução Salarial em 20%, pelas razões que tivemos oportunidade de explicar no nosso Comunicado nº4.



Dissemos e reafirmamos agora, que a medida foi prematura, e com um impacto financeiro pouco menos que simbólico, para uma empresa como a ANA, que após a concessão à VINCI, tem apresentado ano após ano, elevados lucros.


A CT sabe, e todos nós sabemos que, desde que foi entregue a concessão da ANA à VINCI, mais de mil milhões de Euros deram entrada nas contas da VINCI, fruto do trabalho e empenho de todos os Trabalhadores, diariamente. Por seu lado, a Empresa, infelizmente, nunca reconheceu o efetivo empenho dos seus Trabalhadores.

A CT mesmo não apoiando a medida de RTT, teve o cuidado de referir que a mesma era de adesão voluntária, de acordo com as orientações da Comissão Executiva. Tivemos obviamente o cuidado de não influenciar a decisão de cada um de vós, na medida em que se trata de uma opção individual e de foro privado. Lamentavelmente, não foi essa a postura de alguns responsáveis, que adotaram métodos dignos de tempos que julgávamos já ultrapassados, com pressões e coações que a todos deviam envergonhar, e que não refletem os valores e princípios da ANA e do Grupo VINCI. Tivemos o cuidado de atempadamente denunciar essas situações à CE. Não deve valer tudo na prossecução de um determinado objetivo, pelo que, estranhamos, no meio de tanta comunicação institucional sobre as medidas, não ter visto nenhuma referência aos factos que aludimos e denunciámos.

Muitas questões, foram mal explicadas ao longo do processo, muitas dúvidas surgiram, e muitos esclarecimentos se seguiram, fruto da precocidade na implementação das medidas.
Realçamos desde logo uma que nos parece da mais elementar injustiça: as baixas até março 2021 e as implicações da RTT. Apesar dos esclarecimentos da DRH, faltou dizer que, se um Trabalhador aderente à RTT, entrar de baixa médica (que não seja por COVID), as remunerações com a redução de 20% irão entrar nos cálculos da Segurança Social e este verá o seu subsídio de doença reduzido num momento em que necessita de um reforço na sua capacidade económica.

Cumpre também referir que as perdas gerais para os Trabalhadores, vão mais além. Às já referidas somamos, a degradação dos descontos para o Fundo de Pensões e Segurança Social, com naturais impactos futuros nas reformas de cada um dos Trabalhadores aderentes. Afinal os cortes vão para além dos 3 meses, e devem ser tidos em conta em ações futuras.
Importa dizer que desde o primeiro momento da crise, a CT tentou perceber a amplitude das necessidades e a gravidade relativa dos impactes no Universo ANA.


Continuamos a questionar, analisar e monitorizar, em pormenor, o momento financeiro da ANA e iremos querer perceber o que ocorrerá no final destes 3 meses de constrangimentos.
 
Queremos também dizer, a todos que aderiram, voluntariamente ou “não” à RTT e a todos que não o fizeram, que estaremos vigilantes, para todo e qualquer “desvio ou consequência”, resultante dessa opção, e que todos os episódios que venham a ocorrer, não serão unicamente reportados à CE, mas igualmente a todos os organismos externos à empresa, tais como CEE (Comité Europeu de Empresa), ACT e Grupos Parlamentares, entre outras entidades.

 Temos a perfeita noção que se não fossem as questões legais imporem a existência de representações dos Trabalhadores, pelo incómodo que representam, e pelas vozes muitas vezes discordantes, as mesmas jamais teriam oportunidade de nos locais certos, fazer valer os direitos dos Trabalhadores. Esta é a realidade, nesta dicotomia absolutamente desigual.


 
O medo não pode continuar a ser a principal ferramenta de controle da Paz Social, sob pena de ser uma paz com pés de barro!

 
Um agradecimento a todos os Trabalhadores da ANA, pelo serviço publico que prestamos ao país, e a que estamos obrigados.  
 

Protejam-se e fiquem bem!

 

21 de abril 2020
 
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Medidas de adesão voluntária
 
A Comissão de Trabalhadores, à semelhança de todo o universo de Trabalhadores da ANA, foi surpreendida com a mensagem do Presidente da Comissão Executiva da ANA, Eng.º Thierry Ligonnière. Foi posteriormente convocada para duas reuniões de esclarecimento sobre os temas abordados na mensagem, com particular enfoque nas medidas relacionadas com a viabilidade económica da empresa.
 
Em ambas as reuniões, a CT manifestou e fundamentou a sua discordância com a implementação de medidas que tenham impacto negativo na massa salarial dos Trabalhadores e nos seus rendimentos. A CT compreende desde logo o impacto futuro desta crise no negócio Aviação e em toda a sua envolvente, no entanto inevitavelmente somos obrigados a fazer uma retrospetiva ao passado recente e facilmente concluímos que a ANA SA é a Empresa com maior robustez, sucesso e capacidade financeira no setor Aviação, resultados esses, só possíveis com a dedicação e profissionalismo de todos NÓS.
 
Os Trabalhadores da ANA veem-se agora confrontados com um conjunto de medidas, ainda que voluntárias, anunciadas para aplicação imediata. Reiteramos que é absolutamente entendível que o CE tome medidas que minimizem o impacto brutal que a atual situação está a originar, o que não concordamos em particular, é com a medida de redução de 20% do rendimento, a qual consideramos prematura, nomeadamente pela capacidade de Tesouraria no curto prazo que a ANA deveria ter, para aguentar e ver a evolução da crise, e se mais à frente fosse efetivamente necessário, decidir então algumas medidas, entretanto já consolidadas e devidamente explicadas a todos os Trabalhadores, demonstrando dessa forma confiança e vigor, sinais extremamente positivos para todo o mercado e de valor incalculável no momento atual.
 
Se à medida de redução dos 20%, em tempo e dinheiro, somarmos ainda a suspensão até 31/12/2020, dos desenvolvimentos profissionais (evoluções, acessos, promoções e desenvolvimentos especiais), maior é a incredulidade geral sobre a totalidade e o momento das medidas anunciadas. 
 
Não sendo da competência da CT aconselhar relativamente a uma decisão individual que é de adesão voluntária, deverá cada um dos Trabalhadores decidir em consciência e sem qualquer tipo de pressão ou coação que condicione a sua opção.  A CT denunciará à Comissão Executiva qualquer tipo de ocorrência que possa configurar alguma destas situações, pelo que apelamos desde logo, que não hesitem em comunicar-nos qualquer incidente que ocorra nesse sentido. Atuaremos de imediato, denunciando a situação sem, no entanto, comprometer a identidade do Trabalhador.

 
05 de abril 2020
 
 
 
 
 
 
 

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 No que à crise originada por Covid 19 propriamente dita diz respeito, a partilha e divulgação de muita informação avulsa nem sempre é sinonimo da qualidade intrínseca dessa mesma informação, razão pela qual a CT só agora vem junto de todos vós.

A Comissão de Trabalhadores, desde a primeira hora esteve e está atenta a tudo o que se têm vindo a passar na Empresa, em particular com a crise criada por esta pandemia.

Esta redobrada e cuidada atenção da CT está sustentada por várias ações desenvolvidas dentro e fora da Empresa. Na empresa, com a Administração e com os Representantes para a Segurança e Saúde no Trabalho e fora com todos os Sindicatos representativos da ANA SA. Iremos prosseguir com esta atividade e continuar a manter e fomentar essas sinergias, criando pontes e entendimentos tanto quando o possível e sempre que tal se revele do melhor interesse dos Trabalhadores.

Conscientes que estas circunstâncias extraordinárias, para além do drama social que nos impõe enquanto cidadãos neste mundo global, obriga-nos a repensar e a reequacionar os nossos valores, a solidariedade e responsabilidade social que será chamada a responder a esta emergência que se avizinha, profunda e extensa, bem como, as nossas prioridades de vida e de cidadãos nomeadamente as que decorrem finalmente da economia familiar e do País. 

Esta ameaça global de saúde pública, é transversal a todas as sociedades, com implicações brutais na economia. Será na resiliência das respostas que importa encontrar que nos devemos focar e trabalhar em conjunto, se não como protagonistas, pelo menos como os primeiros interessados em que as mesmas sejam proporcionais, justas e adequadas em cada instante às realidades e à saúde financeira das Empresas no seu todo.

A ANA SA, é indiscutivelmente uma das mais sólidas Empresas do Universo Empresarial Português. Chega a esta fase de emergência, com uma capacidade de fazer face à presente crise de forma ímpar, dada a sua capacidade financeira consubstanciada nos excelentes resultados de todos os exercícios anteriores.
Embora a CT deva estar sensível aos argumentos contextualizados com a presente crise, são os Trabalhadores enquanto “tecido laboral da Empresa”, a preocupação primordial desta CT uma vez que nunca nos poderemos esquecer que a parte essencial deste tecido, os Trabalhadores, sistematicamente apelidados como o maior ativo da empresa, são paralelamente quem detém menor poder negocial, sendo portanto, a mais frágil e a que mais carece de atenção, proteção e cuidado.
Estamos assim atentos não só às medidas que a Empresa já implementou ou está a implementar em termos da emergência em que nos encontramos, como também às que têm ainda em estudo no intuito de minimizar os impactes nefastos na sua economia.

 Neste acompanhamento, tudo faremos para diligenciar afincadamente junto ao órgão de decisão da ANA para que as decisões que venham a ser adotadas pela mesma não incidam sobre o elo mais fraco, contudo por norma, o mais tentador para as Empresas, que é fazer incidir essas medidas, na massa salarial e, portanto, nos rendimentos dos Trabalhadores.


A essas medidas dizemos, NÃO!
 
Não deixaremos de estar solidários com as outras ORT que prossigam objetivos e resultados coincidentes com os nossos e da mesma forma, também seremos atuantes junto da Administração, em medidas no mesmo sentido.

Tempos excecionais carecem de medidas excecionais, liderança e visão de futuro. As medidas que esperamos sejam tomadas neste contexto têm de ser graduais, proporcionais, justas e adequadas de modo a que determinem o menor impacte negativo no tecido laboral da Empresa e reforcem neste percurso as necessárias condições de confiança e motivação acrescida para que possamos recuperar o mais rapidamente possível, como um todo.

Haja assim, sabedoria e coragem dos que protagonizam essas decisões e também, daqueles que as possam influenciar no melhor interesse de todos.

 
A Comissão de Trabalhadores permanecerá assim parte da solução, contudo atenta e atuante, agora e sempre.

 
Todos juntos iremos vencer este inimigo invisível! 

29 de março 2020
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Coronavírus (SARS-CoV-2) _COVID-19
 

Nesta altura muito complicada, não só para a aviação Civil, mas para a humanidade no seu todo, que nos deixou fortemente apreensivos, esta Pandemia, teve pelo menos o condão de nos unir a todos em torno deste inimigo invisível, mas porque juntos, com coragem e determinação somos invencíveis, esta luta será certamente ganha, com base na confiança nas medidas e recomendações, amplamente difundidas pela OMS e restantes Autoridades competentes. A Comissão de Trabalhadores (CT) apela ao cumprimento dessas medidas e recomendações e que simultaneamente, exerçam a vossa influência no sentido do cumprimento das mesmas.

Todas as medidas e recomendações em vigor são do nosso ponto de vista positivas. Podem, no entanto, ser complementadas com outras, que se revelem mais valias no combate à propagação do vírus. Tudo o que se possa fazer que atrase a escalada exponencial da pandemia, retardará o pico da mesma, o que aumentará significativamente a resposta que o nosso SNS poderá oferecer, diminuindo-se assim o número de vítimas mais à frente. Será igualmente importante para quebrar mais rapidamente com as cadeias de transmissão do Vírus. Nesse sentido a CT solicitou ao Presidente do Conselho Executivo em três ofícios distintos várias medidas que certamente irão complementar todas aquelas que já se encontram implementadas, a saber:




Dito isto importa, porque nunca é demais, reforçar algumas das medidas e recomendações fundamentais sobre prevenção do coronavírus (SARS-CoV-2), agente causador da infeção COVID-19, divididas em 2 grupos, medidas de higiene individual e de higiene ambiental. Nesse sentido, recomenda-se:

- Higiene frequente das mãos, lavando amiudamente com água e sabão, ou na sua substituição, desinfeção das mãos com solução antissética de base alcoólica (SABA).

- Etiqueta respiratória- Quando tosse ou espirra fazê-lo para um lenço que descarta (e procede de seguida à higiene das mãos);

- Em alternativa, tossir ou espirrar para a zona do braço/cotovelo, evitando fazê-lo para o ar ou na direção de outras pessoas;

- Evitar tocar com as mãos nos olhos, nariz e boca;

- Respeitar uma distância superior a 1,5 metros em conversas com outras pessoas;

- Caso apresente sintomas respiratórios (ex: tosse, espirros, expetoração) usar máscara se possível, e evitar estar próximo de outras pessoas. Muita atenção que as máscaras de pano verde, protegem o ambiente do utilizador, não protegem o utilizador do ambiente (vírus);

- Limpeza minuciosa e mais frequente dos espaços (particularmente salas de reunião ou outros espaços comuns);

- Desinfeção regular de manípulos das portas.

- Desinfeção regular de teclados de computador e de mesas de apoio/reunião.

- Distribuir embalagens de solução antisséptica de base alcoólica (SABA) para antissepsia das mãos, em locais estratégicos, e onde não existe possibilidade de lavar as mãos com água e sabão (por exemplo ao lado dos computadores).
- Antes e após utilizar o computador lavar as mãos ou desinfetar com SABA.
- Sempre que possível deixar portas abertas e abrir janelas para arejar os espaços.
E não esquecer: hidratar-se convenientemente com água, chá ou outros líquidos. Optar por uma alimentação saudável e manter algum tipo de exercício físico, mesmo no domicílio, para que o sistema imunitário se mantenha operacional.

Se apresentar sintomas compatíveis com síndrome gripal (tosse, febre, dores musculares, dificuldade respiratória), deve proceder à auto monitorização que consiste em avaliar e registar: temperatura corporal, presença de tosse e presença de dificuldade respiratória. Nesse caso, deve contactar o SNS 24 (808 24 24 24), a fim de reportar a situação e pedir orientações.

 

Todos juntos iremos vencer este inimigo invisível.

 

20 de março 2020
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Comunicado nº1 CT_2020

 

 
Com a concessão da ANA SA, ano após ano, têm sido sucessivas as alterações, calibrações, curvas de Gauss e quotas, no Sistema de avaliação de desempenho (SAD), o que por si, se traduz numa ineficaz gestão do maior ativo da Empresa: os seus Recursos Humanos!
 
Na sua génese o “SAD” permite à gestão aferir o talento, percecionar as necessidades de desenvolvimento individuais e coletivas da organização, colocando o foco na promoção da performance, quer dos Trabalhadores, quer da Empresa.
Possibilita aferir as necessidades de formação, fornecendo informação preciosa na elaboração do plano de formação, de forma a alavancar o conhecimento e a inovação, criando assim um circulo virtuoso de melhoria continua. Despoletando-se por esta via, benefícios evidentes para qualquer empresa de topo.
No entanto, o facto do sistema de créditos do SAD, estar diretamente ligado ao sistema de carreiras, acaba por distorcer a “bondade” do Sistema de avaliação em si mesmo. Esta variável, acaba por se sobrepor a todas as outras, acabando o SAD por ser uma ferramenta de controlo de gestão, retardando subidas de níveis e maturidades, com impactos significativos, como sejam, os cálculos de pensões e reforma, fundo de pensões, subsídios doença, entre outros.
Anuncia-se agora, uma nova plataforma, denominada RUMO, mas que na prática, nada mais é que uma aplicação informática, não alterando, no essencial a problemática existente.  
Relativamente às negociações de saída voluntária da empresa, a Comissão de Trabalhadores, comunicou à Comissão Executiva, que este tipo de programas pelo impacto evidente que poderá ter na vida futura dos Trabalhadores envolvidos, bem como na gestão do conhecimento, deverá ser um processo a todos os níveis claro e transparente, no qual devem ser encontrados mecanismos e ferramentas do conhecimento prévio dos Trabalhadores, que lhes garantam equidade na negociação, e simultaneamente um acesso ao programa absolutamente voluntário e sem consequências profissionais caso a negociação não se concretize.  

Numa outra vertente, a Comissão de Trabalhadores, durante o ano 2019 apresentou algumas sugestões à empresa, dentro do âmbito da esfera de atuação e responsabilidades da CT, contudo, informamos que de acordo com a boa relação institucional que mantemos com todas as representações Sindicais, não o fizemos dentro de um contexto negocial, pois esse não é o nosso âmbito. Foram sugestões/propostas de tudo ou nada, ou a empresa anuía, ou as rejeitava. Importa sublinhar, que até ao momento, as propostas apresentadas pela Comissão de Trabalhadores, nenhuma foi acolhida.
Vimos nas propostas, a possibilidade de uma aproximação efetiva da Empresa aos Trabalhadores, e nas suas concretizações, perspetivávamos uma melhoria do clima organizacional.



O transporte coletivo tem igualmente um caráter ambiental, e cabe a todos a sensibilização proactiva de todas estas opções, no entanto estas alternativas, não podem, nem invalidam a utilização do transporte individual e o consequente acesso ao estacionamento.

As questões ambientais, não podem só fazer sentido, quando não acarretem custos diretos, os proveitos indiretos são um bem incomensuravelmente maior!


A CT entende e tem manifestado junto das sucessivas Comissões executivas, que a função de Gestão de Ativos e, portanto, na sua base, a função da manutenção dos mesmos como vital e de extrema importância na operacionalização das estratégias de investimento em ativos técnicos e na sua essência, de todos os sistemas técnicos aeroportuários.

É, pois, imperativo que a ANA projete e defina a política estratégica para manutenção em processos transversais, respeitando obviamente as idiossincrasias de todos os Aeroportos, devendo interligar-se entre si, na sua matriz global, retomando o percurso da implementação da ferramenta EAM – (Entreprise Asset Management), projetando e definindo a política estratégica para manutenção Aeroportuária em processos transversais - framework da manutenção. Assegurando assim, os indicadores técnicos, económicos e organizacionais tão essenciais à estratégia da manutenção.

É pois e unicamente através de uma gestão ativa dos recursos humanos internos e externos das manutenções dos Aeroportos que será viável quantificar e perceber nas grandes áreas estratégicas para o negócio que são, entre outras, a Energia, os Sistemas de informação, Mecânica e Civil, definir quais as especialidades a assegurar internamente e dentro de cada uma delas, aquelas com que a Empresa deverá contar sempre como - Core para a Empresa, optando aí em concreto pelo modelo Insourcing- uma vez que lhe permitirão suportar de forma idônea e oportuna a tomada de decisão relativa às melhores opções relativamente a  tecnologias e investimentos.

Sem prejuízo de uma mais cuidada e detalhada análise, essas serão sem dúvida e sempre, as competências a assegurar internamente.

É necessário pois, não perder mais tempo, aproveitar a nova estrutura de gestão anunciada para o relançamento deste EAM, evitando assim, riscos operacionais e a continua perda de “know how”, ainda presentes na ANA Aeroportos de Portugal. 


Decorrente das sucessivas saídas voluntárias da Empresa, a CT tem manifestado junto da Comissão Executiva, a sua preocupação no que respeita ao futuro e de que forma será estruturado e organizado o trabalho. É responsabilidade da Empresa ter uma linha de gestão clara e célere, que permita acautelar a organização do trabalho, evitando assim disrupções, sem sobrecargas sistemáticas de trabalhos junto dos Trabalhadores.

A CT manifesta-se preocupada com o aumento do número de Trabalhadores que “levam trabalho para casa” e alerta desde já para os riscos desse comportamento, desde logo ao nível da produtividade e para uma maior propensão para certos riscos de saúde.  

Para concluir, de referir que, apesar dos bons resultados, com os lucros conhecidos e reconhecidos, nos quais, não será certamente despiciente o excecional desempenho dos Trabalhadores, ambicionamos para 2020 o reconhecimento materializável, do esforço e dedicação de todos os Trabalhadores. 

A CT reitera a todos, o desejo de um Prospero 2020, cheio de sucessos!
 
2 de janeiro 2020

 
 
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COMUNICADO nº1 CT/2019

E mais uma vez… o SAD!

 
Mais um ciclo, e eis que o SAD está novamente em revisão…
 

A CT tomou conhecimento das alterações ao SAD e assumimos inclusivamente que algumas das alterações nos parecem positivas, falta ainda, no entanto, percorrer um longo caminho.
 

Constatamos que muitas das questões que a CT sistematicamente sinaliza, não sofrem alterações.
 

O SAD, concretamente o nosso SAD, deve refletir o ADN da ANA SA e assumir sem rodeios que somos “a” Empresa de Gestão Aeroportuária e por esse motivo repositório de capital tecnológico e científico que importa preservar, fazer evoluir, enriquecer e potenciar, e, portanto, fazer refletir de forma afirmativa e coerente o seu CAPITAL HUMANO, reconhecendo-o, efetivamente, e valorizando-o, não o seu contrário!
 

O CAPITAL HUMANO da ANA, SA é o nosso ativo mais valioso.

Este é um slogan da VINCI AIRPORTS e uma das frases mais ouvidas/lidas pelos Trabalhadores da ANA!
 

No entanto, não se nos afigura coerente a afirmação anterior, porquanto:
 

 


Mais um ano, mais uma avaliação, mais um balanço em tudo similar aos dos anos anteriores. Sistematicamente os mesmos erros, as mesmas desculpas, a mesma estagnação, tornando-se o SAD um instrumento de aniquilação da réstia de motivação e autoestima dos Trabalhadores!

Não incluir nos pressupostos de gestão, a dimensão do valor humano e da sua motivação, ficando-se na parca dimensão economicista do potencial crescimento da massa salarial, é em nosso entender:


 
Não somos indiferentes a tudo o que se está a passar e por isso ....

Desde que a ANA foi concessionada à VINCI, verificou-se que na avaliação de desempenho houve um aumento significativo de Trabalhadores com avaliações mais baixas e um acentuado número de avaliações negativas.

Por outro lado, com a concessão, constatamos que os lucros da empresa aumentam significativamente.

A avaliação 2017 foi o exemplo disso e, do que se pode, desde já depreender de 2018 os dados indiciam um agravamento da situação:


Em contrapartida a Empresa regista ainda:

 
Nas várias reuniões com o Presidente da Comissão Executiva demos nota das injustiças reportadas, da falta de equidade que as calibrações vieram criar e apresentámos casos concretos.

Até à data, tivemos face às tentativas de sensibilizar a Comissão Executiva para os factos apontados, escassos resultados e, pelo que que estamos a assistir novamente neste ciclo de avaliação, mais do mesmo consubstanciado em reuniões com os Trabalhadores sem que na maioria dos casos sequer, estejam definidos os respetivos objetivos que se pressupõem pelo menos coerentes com a excelência pretendida e advogada pela VINCI ARPORTS.
 

É na respetiva avaliação, a par das restantes competências que reside a prossecução dos objetivos de excelência da ANA SA, algo que o SAD pretende e deve refletir…

Para poder desenvolver o CAPITAL HUMANO, algo que é não só o nosso MAIOR propósito, como o é tão querido à VINCI AIRPORTS, há que ter coragem para alterar o que está mal:







Assim, e se tal for alcançado na ANA, teremos um “Smiling Day” efetivamente vivido e comungado na sua plenitude!

A Comissão de Trabalhadores, maio de 2019

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Comunicado Nº4_CT 2018

Esclarecimento COMUNICADO nº 3


Ainda o SAD 2017 e sua tentativa de branqueamento

 



1. Através do Ofício DRH DMS nº 670119 de 30/10/2018, a Empresa comunicou à CT que as Classificações SAD 2017 de “muito aquém das expetativas” (2 Trabalhadores) somado ás “Aquém das expetativas” (82 Trabalhadores) abrangeram um total de 84 Trabalhadores. Também neste mesmo Ofício, a Empresa adianta terem existido 48 Recursos interpostos.


2. No COMUNICADO CT nº3 de 5 dezembro, foi passada a informação numérica da SAD 2017, através no parágrafo agora reproduzido; “O curso dos acontecimentos, deu-nos plena razão e reflete o crescendo de injustiças verificadas após a introdução das ditas “calibrações” uma vez que subiram em flecha as avaliações negativas e os consequentes pedidos de reavaliação, passaram de 12 em 2016 para 84 em 2017.”
3. A DRH, em 7 de dezembro, entendeu pronunciar-se junto do universo ANA, SA, apontando uma “suposta” correção aos dados divulgados pela CT no seu Comunicado nº3. Ou seja, o número de reavaliações solicitadas pelos Trabalhadores foi de facto 48 e não de 84.
 
4.A informação contida no COMUNICADO nº3 da CT, no que respeita aos números apresentados, pretendia referir e dar ênfase ao aumento significativo de avaliações SAD 2017 abaixo de 3 (Negativas), que de acordo com informação disponibilizada pela DRH, atingiu efetivamente 84 Trabalhadores em 2017. Número absolutamente preocupante, tendo em conta que representa um aumento de 7 (Sete) vezes mais negativas, relativamente às 12 registadas no ano de 2016.

5. Independentemente das interpretações linguísticas distintas, e que agora se clarificam, importa, mais do que uma questão de números, frisar que a CT está focada em ver da parte da DRH, esclarecidos e retificados os casos de injustiças, com o mesmo espírito de iniciativa de clarificação que originou a que se dirigissem a todos os Trabalhadores, através do COMUNICAR, no dia 07 de dezembro de 2018. Estamos certos que através do diálogo construtivo, não estaremos “muito aquém das expetativas”. E sim, esse será, no nosso entendimento, o caminho CERTO!
11 de dezembro 2018


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Comunicado Nº3_CT 2018

SAD-Para que te quero…
 “(…) favorecer o desenvolvimento profissional dos seus colaboradores, propondo a cada um deles um projeto de formação personalizado e oferendo-lhe perspetivas de evolução que valorizem as suas competências (…)”
 

Carta Ética e Conduta da VINCI, Pág. 8
 
Sistema de Avaliação e Desempenho, SAD, pretende conhecer e medir o desempenho, comparando-o com o esperado e o efetivamente atingido pelos Trabalhadores. Proporciona à gestão um conjunto de dados, que depois de processados, direcionam as decisões no sentido da melhoria continua do desempenho global da organização.
 
A analise da CT aos resultados assumidos pela Empresa sobre o processo SAD, conclui que não é possível, nem de perto nem de longe atingir o propósito tão pomposamente enunciado e que acima transcrevemos para melhor ilustrar o que apresentamos.  Assim sendo:
A Comissão Executiva (CE), impôs novas regras de calibração, na SAD de 2017, (manipulando e atuando sobre os resultados das avaliações de forma negativa). Esta ação foi naturalmente materializada pela DRH.


  1. Os resultados reais atingidos pelos colaboradores, ficaram desde logo negativamente condicionados.
  2. O reconhecimento do mérito dos seus RH, que é intrinsecamente um dos fatores de motivação e como tal teria de ser tratado de forma alinhada com os princípios enunciados pela Empresa no estrito cumprimento dos Princípios e Ética VINCI, para além de não se verificar, são absolutamente contrários aos resultados do sucesso da empresa que são acima de tudo, fruto do empenho e dedicação dos seus Trabalhadores.

 

A CT, após tomada de conhecimento da visão e postura da Empresa veiculada quer por escrito quer oralmente relativamente à SAD, reitera integralmente a sua já conhecida posição consultável em http://ctrabalhadoresana.blogspot.com/p/comunicados.html.
Grande parte da posição da CT tem colhimento favorável no entendimento apresentado a esta Comissão pelo Ex.mo Presidente da Comissão Executiva. Este reconhece que, como em qualquer sistema de avaliação, o vigente na Empresa carece de melhorias tendo em vista agilizar e refinar os processos tornando-a mais justa e eficaz.
Contudo, é opinião da CT que o SAD na Empresa já tem tempo suficiente de aplicação (anos q.b.) para já se poder encontrar num estágio mais maduro e, portanto, avançado permitindo de facto perceber a real dinâmica do valor dos seus RH. 
O que não satisfaz de facto e logo, distorce totalmente os resultados que esta SAD poderia traduzir na realidade, é a imposição posterior à fixação de objetivos, metas e métricas de comum acordo entre a chefia e o Trabalhador (desejável e sempre que tenha acontecido) de quotas para aferir os vários grupos de profissionais na Empresa.
O curso dos acontecimentos, deu-nos plena razão e reflete o crescendo de injustiças verificadas após a introdução das ditas “calibrações” uma vez que subiram em flecha as avaliações negativas e os consequentes pedidos de reavaliação, passaram de 12 em 2016 para 84 em 2017Tal espelha algo que nos parece irrefutável: a insatisfação dos Trabalhadores não com o sistema SAD em si, mas com a interferências nefastas e imposição de quotas totalmente estranhas ao processo SAD que se pretende negociado entre as partes (Chefia/Trabalhador) de forma comprometida com os resultados, sã e ética.
A fixação de quotas das quais decorrem os resultados apresentados como resultantes do sistema e que se traduziu, este ano, com um aumento muito substancial de recursos para reavaliação das classificações, é apenas a ponta do icebergue que a Gestão da Empresa deve, em nosso entender, dar a devida interpretação e tratamento.
Esta atenção que consideramos ser reservada à gestão de topo, na pessoa do Presidente da CE, não se pode esgotar na reapreciação de casos pontuais de irregularidades gritantes que a própria gestão tomou conhecimento pela mão e “pena” da CT.
O desvirtuar puro e simples do sentido de avaliação real individual de proficiência do SAD, com a dita curva de Gauss, quotas e percentuais de excelentes, bons, sofríveis e maus, tem consequências diretas na aplicação do Acordo de Empresa (AE) na parte de progressão na carreira e sua retribuição salarial.
Alertamos, pois, toda a cadeia de responsabilidade para um mais que previsível desconforto sentido pelos Trabalhadores na diminuição do AE negociado em boa-fé pelas partes subscritoras, que, em última instância e cada vez mais ameaça fazer perigar a histórica paz social da ANA Aeroportos de Portugal SA.
A CT afasta-se, portanto, da leitura da Empresa, que se materializa, de forma evidente, na sistemática tentativa de descredibilização do SAD quando, em sede de recurso, é candidamente mantido o princípio duvidoso e contrário à Ética e princípios defendidos pela VINCI, de juiz em causa própria;
Veja-se que o órgão recorrido, decide da aplicação, ou não, da decisão (não vinculativa) do órgão de recurso(Comissão de Avaliação).
Incompreensível se atendermos ao facto da gestão de topo e DRH se permitirem instituir quotas, curva de Gauss e calibrações aos avaliadores, mas, depois, se auto excluam a corrigir as injustiças e irregularidades perpetradas pela estrutura de avaliação (avaliadores, diretores e juízes do recurso). Se, por um lado reivindicamos que o modelo de recurso na sua génese, nomeadamente na vertente da reposição da justiça precisa de afinações, não poderemos compactuar com alterações que eventualmente conduzam à extinção do recurso. Nomeadamente porque se antecipam aumentos exponenciais dos mesmos em SAD’s futuras, com uma elevada carga administrativa, carga esta que, pelo que apreendemos, preocupa mais a DRH que o descontentamento generalizado que levou ao aumento exponencial dos recursos.
Lembrar que a avaliação ligeiramente abaixo de 3 por força da calibração imposta pela DRH por indicação da CE a novos quadros da empresa compromete desde logo a credibilidade da política de recrutamento, colocando seriamente em risco o “compromisso” por todos desejado.
É a prova evidente que a decisão em assumir arbitrariamente que “não somos todos bons” potencia a existência de injustiças, logo evidência o risco assumido de uma prática discriminatória por via de uma ferramenta de gestão que não serve o seu mais elementar propósito, vide referência à Carta Ética e Conduta da VINCI.
Objetivamente a atual SAD, compromete e mina objetivamente as relações laborais, comprometendo de forma CATASTRÓFICA o trabalho de equipa.
Desta forma, o SAD, não é uma ferramenta que potencie o Trabalho e a produtividade, e, portanto, de nada serve no reconhecimento e hierarquização do mérito; o SAD, tal como o temos vivido, serve essencialmente como ferramenta de travão às progressões e consequente gestão da massa salarial.
Qualquer outro SAD que pretenda o mesmo estará na sua essência ferido de injustiça e deslealdade para com os Trabalhadores, não nos merecendo qualquer reconhecimento nos seus objetivos.
A CT acolhe com apreço a recente intervenção do PCE por mail dirigida a todos os Trabalhadores, mas questiona das palavras aos atos no que aos Trabalhadores diz respeito.
A CT questiona a materialização da congratulação do coletivo, face à perseverança apresentada por todos mesmo depois dos cortes salariais a que estivemos sujeitos.
A economia nacional ressentiu-se na sua grande crise vivida entre 2009 e 2014, contudo no seu ressurgimento, tem reflexos muito positivos com a contribuição dos aeroportos que a ANA gere. No entanto, o retorno deste benefício não chega a todos quantos nela trabalham premiando o esforço e dedicação à causa.
Supostamente,  pelo menos uma parte desse beneficio (retorno de investimento) para os Trabalhadores, dever-se-ia consubstanciar não num mero agradecimento verbal ou escrito, mas sim numa intenção clara e inequívoca de reconhecimento, concretizada em valor material, de forma proporcional, aliás, com as gratificações de balanço atribuídas, ao grupo profissional TOE ‘s, que viram efetivamente reconhecidos os seus méritos, ainda que de forma discricionária, justificada pela CE, como um ato de liberalidade de gestão.
A redução ou a manutenção dos custos com pessoal por força de um modelo de negócio expansionista e assim estranho à ANA SA, não se nos afigura como justo ou mesmo ético quanto mais sustentável, nem a curto nem mesmo a médio prazo. Por analogia com realidades similares, espera-nos a precariedade, o que a prazo acaba sempre por se virar contra o seu criador…
Relembramos, que estamos numa Industria que requer quadros altamente especializados, formação continuada e experiencia consolidada … o que não é atingível neste registo.
A Empresa está a desbaratar o conhecimento e a sabedoria que ainda detém, com a saída de efetivo que levou tanto tempo e esforço a consolidar - décadas …note-se!!! -  e investimento a formar … por “inocente” falta de experiencia na condução e preparação de políticas adequadas a uma gestão estratégica de RH!
Há alguma coisa que nos escapa … tudo o que assistimos só fará sentido se o propósito for mesmo o de demolir a restante capacidade e o conhecimento na área Aeroportuária, que, apesar de desbaratado, ainda vamos detendo no seio da Empresa!!!
 
Se for de facto essa a intenção … então sim… este é o caminho!!!
A Comissão de Trabalhadores
05 dezembro 2018
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Comunicado Nº2_CT 2018


Sistema de avaliação e desempenho (SAD), um sistema ferido na sua credibilidade.





1. Terminado o processo anual do Sistema de Avaliação e Desempenho (SAD) 2017, impõe-se registar o descontentamento generalizado dos Trabalhadores da ANA.





O SAD, por definição, é um instrumento de promoção de desenvolvimento do capital humano, que promova uma cultura de mérito, mas também identifique lacunas e para estas, as formas, os meios e os programas para as corrigir. Ações a desenvolver, sempre em prol do interesse de ambas as partes, a Empresa e os Trabalhadores. O SAD a vigorar na Empresa é da exclusiva competência e responsabilidade da Administração, mas, no plano dos princípios terá sempre que se pautar por valores e por regras nos quais todos os Trabalhadores se revejam.



Este ano, durante o exercício anual do SAD, a Comissão Executiva, impôs novas regras, materializada pela DRH, cujos resultados individuais globais de cada avaliação, ficaram desde logo condicionados, distorcendo assim, o que fora previamente acordado com os Trabalhadores nas suas fichas de avaliação. Calibrar (manuseamento dos resultados de avaliação) centralmente, em vez de tornar o SAD mais equitativo e justo entre pares, o que conseguiu foi enviesar os resultados finais.



Não se compreende, que de um momento para o outro, um conjunto vastíssimo de Trabalhadores que cumpriam as expectativas, ou mesmo as excediam, passem agora de forma administrativa, por força da calibração a ter uma avaliação num patamar inferior.



Afigura-se-nos então, que a dita calibração procurou exclusivamente degradar as notas de avaliação forçando a um aumento artificial, do número de Trabalhadores com nota inferior à nota inicialmente atribuída.


2. O MÉRITO DO ACIONISTA na maximização dos lucros da Empresa, nos últimos 5 anos, deveria ser partilhado com quem permitiu a sua realização por via do seu esforço, empenho e dedicação: os Trabalhadores. De facto, a procura constante por fazer mais e melhor aliada ao reconhecimento através da recompensa, tem como pretenso resultado de gestão o aumento da produtividade, mas também recompensar todos aqueles que trabalham na ANA Aeroportos, que contribuem para uma mais e melhor empresa, não se verifica no SEU todo.
Se os resultados económicos positivos relevantes têm uma transposição em prémios para as posições hierárquicas superiores, também é lógico que essas chefias liderem equipas com bons Trabalhadores, contudo não é isso que se constata; boas chefias com prémios, com equipas constituídas por Trabalhadores com avaliações sofríveis. Situação incompreensível Trabalhadores da Empresa.
O reconhecimento do mérito dos seus RH, é intrinsecamente um fator de motivação e como tal deveria ser tratado de forma alinhada com o aumento de resultados da empresa e ser assim instrumento de reforço da competitividade da organização.
A redução de "custos" a "qualquer preço" tem um impacte social e de produtividade, leia-se desmotivação, que individualmente pode ter no curto prazo menores consequências e assim passar despercebido, mas que coletivamente e a prazo é desastroso, insustentável e inaceitável, para o universo laboral da ANA.
Informamos os Trabalhadores que a CT entregou à Comissão Executiva ofício onde se manifesta o descontentamento geral dos trabalhadores da Empresa, sintetizada aqui neste Comunicado, estando o mesmo disponível, para consulta no
http://ctrabalhadoresana.blogspot.com/.
A Comissão de Trabalhadores 13 julho 2018


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Comunicado Nº1_CT 2018

Tabela Salarial ANA

Uma história tantos anos adiada! 

Ao longo da sua existência a Ana sempre fechou os seus exercícios de forma positiva e distribuiu dividendos ao acionista, Estado. Porquanto, a ANAsempre foi uma Empresa de Sucesso.

Na sua história mais recente, período pós-privatização, a ANA continua a registar, sucessivamente, resultados ainda mais positivos.

Reportando-nos aos 3 últimos anos, exercícios altamente positivos, concluímos que, sendo motivadores para o acionista, como publicamente reconhecido, o deverão também ser para todos aqueles que com a empresa estão envolvidos, nomeadamente, os seus Trabalhadores.

O sustentado aumento de tráfego, refletido no aumento de 61,70% de passageiros nos Aeroportos Nacionais, devidamente acompanhado pelos negócios não aviação, tornou possíveis resultados líquidos de 168 Milhões de Euros no ano de 2016. Cremos que, o ano 2017 não será exceção, expectando-se fechar o exercício muito acima deste valor.
 



Em contrapartida, de 2013 a 2017, a ANA S.A, no somatório de todos os seus Aeroportos, reduziu o seu efetivo em cerca de uma centena de Trabalhadores. Pelo que, os resultados atrás mencionados, só foram possíveis graças ao elevadíssimo empenho, dedicação e profissionalismo de todos os Trabalhadores do universo ANA, sem exceção. Realidade para a qual a CT tem chamado a devida atenção junto das Administrações ANA, S.A. 


A confirmarem-se as notícias, relativas à negociação no que aos aumentos salariais diz respeito, informações que vamos colhendo através dos Sindicatos envolvidos nas negociações, só podemos concluir que o mérito que nos cabe, nos resultados obtidos, não está a ser reconhecido pela Empresa.


Ao contrário, julgamos atentatória da dignidade profissional de todos, porquanto, incapaz de fazer justiça às práticas da ANA, SA, em matéria de politica remuneratória dos seus Trabalhadores.


Acreditamos que, ainda, será possível salvaguardar os princípios e os valores nos quais os Trabalhadores sempre se reviram.


A Comissão de Trabalhadores está solidária com a inquietação auscultada no seio da Empresa. Pois, empresas relativamente próximas, ainda que, não possam reclamar para si o mesmo sucesso económico que a ANA, S.A., nem se integrem em grupos de dimensão Mundial, como a VINCI, têm-se mostrado mais envolvidas e porquanto, mais reconhecedoras do empenho dos seus Trabalhadores.


No âmbito das suas atribuições, continuará esta CT a acompanhar de perto todo o processo. Para tanto, solidarizamo-nos com os Sindicatos, num esforço de ver reconhecido o mérito, o empenho e o profissionalismo de todos os Trabalhadores da ANA refletidos numa atualização salarial que faça justiça à sua real contribuição, nos resultados alcançados pela empresa.
 


Continuamos a acompanhar este processo


                                                                                                               A Comissão de Trabalhadores


16/03/2018
 



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Comunicado 1_2017
 

Seguro de Saúde


No mundo empresarial moderno, certos custos não são, nem podem ser encarados pelas empresas como “deseconomia”, antes pelo contrário, são investimentos que geram retornos incalculáveis para as empresas e, por isso, são entendidos como essenciais em qualquer corporação. Entre outros falamos obviamente do Seguro de Saúde.

 

O plano de Saúde na ANA, faz parte e está solidamente integrado e enraizado naquilo que orgulhosamente apelidamos de “Cultura ANA”. Desde sempre serviu e proporcionou à Empresa, pelo que representa uma forma privilegiada e quiçá única, de fidelização e motivaçãodos Trabalhadores. Permitindo uma melhoria na qualidade e acesso aos cuidados de saúde, reduzindo desta forma o absentismo e promovendo um aumento da produtividade geral.

Nesta perspetiva, o Seguro de saúde não é um custo, é um investimento que gera retorno para a ANA, SA e para os Trabalhadores um fator de motivação, segurança e confiança na Empresa.


No dia 31 de julho, foram os Trabalhadores da ANA informados, via comunicar, que a partir do dia 1 de agosto o seguro de saúde iria manter-se assegurado pela MÉDIS.


Posteriormente recebeu a CT inúmeros contactos dos Trabalhadores questionando sobre as novas condições. Ainda antes de qualquer esclarecimento, todos nós percebemos que estávamos perante uma alteração significativa das condições do Seguro de Saúde.


Compete-nos esclarecer que a CT não foi informada das novas condições da apólice que agora foi apresentada aos Trabalhadores.


Esta renegociação reflete na sua globalidade um aumento que somos forçados a apelidar de brutal, com impacto significativo no bolso dos Trabalhadores, incidindo nomeadamente:







Relativamente aos encargos mensais diretos, de cada Trabalhador com o Seguro de Saúde, tanto na comparticipação para o conjugue como para os ascendentes, verifica-se um aumento próximo dos 18% (dezoito), agravado com a redução, simultânea, dos “plafons” e um aumento no pagamento dos vários atos a cargo do Trabalhador.

A CT não se revê nem compreende que a Empresa, face a resultados sistematicamente positivos e extremamente motivadores, adote uma politica de compensação centrada em “prémios selectivos e no plano Castor”, em detrimento de assumir no mínimo os custos desta renegociação do Seguro de saúde.

Por outro lado, mas ainda no contexto Seguro de saúde, a CT manifestou ainda na vigência do anterior PCA e reiterou agora, a sua preocupação com o Seguro de Saúde pós-aposentação, nomeadamente pelas suas parcas coberturas e, pelo facto, de não criar qualquer condição de vinculação às companhias de seguros, situação delicada, que coloca os Trabalhadores e suas famílias numa posição de enorme fragilidade, na fase das suas vidas, em que será expectável mais vir a necessitar de cuidados de saúde.
Neste âmbito alertámos para a necessidade de estudar uma solução do prolongamento do Seguro de Saúde, envolvendo todos os Trabalhadores na procura da solução mais harmoniosa para todos.

Iremos mostrar junto do CA na próxima reunião a Insatisfação de todos nós.
A Comissão de Trabalhadores
10/09/2017

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Informação Nº2_CT 2017
 
Pagamento dos Descansos Compensatórios remanescentes

 
Na sequência das comunicações anteriores, relativamente ao processo de Pagamento dos Descansos Compensatórios a CT, na reunião no passado dia 02/02/2017, com o digníssimo CA, o Exmo. Sr. Presidente, mais uma vez, reiterou e confirmou a anterior informação relativa aos Descansos Compensatórios remanescentes. Concretamente, sobre os 10 descansos compensatórios que deveriam ter sido gozados de acordo com a “decisão 15/04/2016 do CG” e cujo gozo não se efetivou, somos a recordar:

 



 
A Comissão de Trabalhadores

07/02/2017



Informação Nº1_CT 2017Avaliação de Desempenho (SAD)

Caros Colegas,

Está já a decorrer o processo de avaliação de acordo com o Sistema Integrado de Desenvolvimento (SID), a CT relembra a importância do mesmo, no impacto direto no desenvolvimento profissional de todos os Trabalhadores.

O atual Acordo de Empresa regula, no Anexo VI, a avaliação de desempenho remetendo no seu ponto 5. para manual próprio disponibilizado na Intranet a todos os Trabalhadores.

 
ACORDO DE EMPRESA
ANEXO VI
Avaliação de Desempenho

1. A avaliação de desempenho é um instrumento de gestão da exclusiva responsabilidade da Empresa, que tem como objetivo atuar sobre o desenvolvimento individual e organizacional, e é enformado pelas seguintes regras gerais:

1.1. É de aplicação a todos os trabalhadores da Empresa;
1.2. Utiliza uma metodologia previamente dada a conhecer aos Sindicatos e aos trabalhadores e pauta-se por princípios de objetividade e transparência;
1.3. As avaliações são produzidas pelo titular do respetivo órgão de estrutura, que para o efeito se fará, obrigatoriamente, assessorar pelos responsáveis funcionais diretos do avaliado;
1.4. O Diretor é responsável pelas avaliações produzidas na respetiva Direção;
1.5. Respeita o direito de cada trabalhador ser informado e participar na definição dos critérios que presidirão à sua avaliação;
1.6. Respeita o direito de cada trabalhador ser informado do resultado da sua avaliação;

2. A avaliação de desempenho, entre outros efeitos, influenciará as condições de desenvolvimento profissional, de acordo com o estipulado no Anexo III (Acordo de Empresa).
3. Do resultado da avaliação de desempenho cabe recurso, no prazo de 30 dias úteis a contar do conhecimento da avaliação pelo trabalhador, para uma Comissão de Avaliação, constituída por um representante da Empresa e um representante do trabalhador, que apreciará a reclamação e emitirá parecer no prazo de 15 dias úteis.
4. O modelo de avaliação de desempenho será revisto quando necessário e dado a conhecer previamente aos Sindicatos.
5. As regras de funcionamento encontram-se em manual próprio. (disponível intranet)

Atentos às noticias de elevado desempenho que a nossa empresa alcançou no ano de 2016, a CT acredita que no final desta avaliação, veremos refletidos em cada processo individual o mérito global do universo ANA. Processo que acreditamos será justo, transparente e efetivamente reconhecedor do valor da cada Trabalhador, promovendo a gestão dos seus Recursos Humanos nas suas diferentes vertentes.

A CT encontra-se disponível para todo e qualquer esclarecimento que julguem pertinentes, em qualquer fase do processo.

 
A Comissão de Trabalhadores

2 de fevereiro de 2017
 
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Comunicado Nº2_CT 2016

Avaliação de Desempenho
 
O Sistema Integrado de Desenvolvimento (SID) visa o desenvolvimento profissional dos Trabalhadores, promovendo a gestão dos seus Recursos Humanos nas suas diferentes vertentes, permitindo a melhoria contínua do desempenho de cada Trabalhador e das estruturas onde se encontram inseridos, concretizando-se no limite, a otimização de toda a estrutura da empresa de acordo com a sua estratégia.

No entanto, com ele, a empresa pretende conhecer o desempenho dos seus Trabalhadores e identificar possíveis carências e/ou necessidades de formação.

O SID, em teoria, foi concebido para aproveitar o potencial endógeno dos seus Recursos Humanos, conhecer e estruturar as necessidades de desenvolvimento e de formação individual e de grupo. Sendo que um dos objetivos do sistema será proporcionar aos Trabalhadores um desenvolvimento profissional que privilegie o conhecimento e permita a melhor adequação entre Trabalhadores e funções, potenciando o desempenho da Empresa.


O Sistema Integrado de Desenvolvimento - SID engloba as seguintes componentes:


  1. Avaliação de desempenho - AD;
  2. Avaliação de potencial - AP;
  3. Necessidades de desenvolvimento - ND.

Atendendo à importância do tema, pelo impacto direto no desenvolvimento profissional de cada um de nós, abordaremos neste comunicado a Avaliação de Desempenho, englobada no SID.

Na Avaliação de Desempenho, recolhe-se a informação sobre o cumprimento dos objetivos e as competências demonstradas ao longo do ano no desempenho da função.

Considerando, por um lado, a importância destes factos no presente (remunerações) e no futuro (fundo de pensões) e, por outro que a classificação obtida impacta diretamente na progressão profissional de cada um de nós, importa que:

  • Cada avaliado seja conhecedor da essência do sistema nomeadamente:
    • Os objetivos que a empresa espera que atinja;
    • As bases e critérios de avaliação da sua performance;
    • Timing das avaliações;
  • Os avaliadores sejam, o mais possível, independentes, transparentes, justos e usem de equidade;
  • Que os avaliados se revejam nas respetivas avaliações e classificações atribuídas;
  • Que os objetivos propostos sejam quantificáveis e mensuráveis e que estejam na esfera de influência de cada um.

Não obstante, somos conhecedores que, em algumas direções, os resultados têm sido distorcidos, constatando-se: a aplicação de critérios não comparáveis entre unidades similares; evidências de aplicação de critérios não quantitativos e mensuráveis; os timings previstos no desenho da AD não têm sido respeitados, em algumas situações; constata-se a persistência de Trabalhadores sem a Avaliação e, consequentemente, sem definição de objetivos concretizados. Estes factos, em nosso entender, colocam em causa a credibilidade do sistema, constituindo-se como fatores de injustiça e desmotivação dos Trabalhadores.

Quando obtidos junto do CA e analisados os dados gerais de 2014 e comparando-os com o modelo orientativo - curva de Distribuição Normal na Avaliação Global de Desempenho do Guia Integrado de Desenvolvimento - concluímos, conforme mostra o gráfico:

  • Que o número de Trabalhadores dentro da classificação 3 excedeu em 18% o expectável como normal;
  • Que o número de Trabalhadores com classificações entre 4 e 5, ficou abaixo do expectável
  • As avaliações entre 2 e 3.5 excedeu a curva teórica.
     











Dado que a maior percentagem de Trabalhadores se encontrarem avaliados com classificações entre [3-3.9] e daqui poder resultar, ou não, a progressão normal nas carreiras, solicitamos a distribuição efetiva dos Trabalhadores enquadrados nas avaliações entre [3-3.4] e [3.5-3.8].

Apesar da nossa insistência, estes dados ainda não nos foram disponibilizados dificultando-nos um maior conhecimento da realidade.
Relativamente aos dados de 2015, foram-nos dados na última reunião. Anexam-se na tabela infra, comparados com os dados de 2014.
Ano de 2014
Ano de 2015
Classificação
Percentagem Trabalhadores
Percentagem Trabalhadores
ENTRE 4,5 e 5
8%
3,8%
Entre 4 e 4,4
20%
30%
Entre 3 e 3,9
69%
63,3%
Entre 2 e 2,9
3%
2,3%
Entre 0 e 1
-----
0,1%
Foram solicitados dados adicionais ao CA, nomeadamente dados por categoria e direção de forma a ser possível a comparação entre pares e direções.
Pela nossa análise, dos dados disponibilizados, a empresa comprimiu as avaliações no ano de 2014para valores que torna difícil ou mesmo impossível a passagem de nível, em dois anos, para muitos Trabalhadores. Fomos informados que subirão, este ano, 245 trabalhadores, mas não sabemos quantos Trabalhadores, fruto da compressão das avaliações em 2014, não vão poder subir.
A empresa usa a AD apenas para fins de redução e controlo da massa salarial e não mostra qualquer tipo de preocupação com as outras duas componentes do SID, a AP e ND que são de grande importância para os Trabalhadores desenvolverem as suas potencialidades, e consequentemente melhorar seu desempenho.
A Avaliação de desempenho é hoje um instrumento determinante no percurso de todos os Trabalhadores, pelo que a CT se manterá atenta a todo este processo, sabendo que o sistema não é perfeito e que interessa a bem de todos, Empresa e Trabalhadores, melhorá-lo.
A melhoria só será possível com o feedback dado por todos vós.
Por isso, participa ativamente no processo
A Comissão de Trabalhadores
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Comunicado nº 1/2016
 


Novas Admissões anunciadas




Foi, desde sempre, entendimento da CT que o excessivo número de horas de Trabalho Suplementar (TS) não servia o propósito de fazer face a um acréscimo transitório de trabalho. Ao contrário, evidenciava uma clara necessidade de mão-de-obra no seio da empresa. Tal facto, sempre o afirmamos, deveria ser colmatado pela contratação e criação de novos postos de Trabalho/admissões. Por outro lado, da análise dos mapas de TS sempre resultou claro que, a sua distribuição não cumpria o requisito legal de equidade na distribuição pelos Trabalhadores.


Destas evidências, fomos sistematicamente dando nota ao digníssimo CA através das ferramentas que dispomos.


Se, sistematicamente, as nossas preocupações pareciam não ter a recetividade que entendíamos necessária e desejável, congratulamo-nos agora com o reconhecimento deste problema por parte da Administração. Para tanto, concorreu a constatação, resultado de uma auditoria ao TS, da dimensão das folgas de compensação não gozadas (consequência do TS prestado) e, das quais resultam valores “inimagináveis” que exigem uma ação imediata, estruturante e definitiva.


No que às folgas de compensação diz respeito, divulgámos em comunicado anterior e segundo informação do CA, que deveriam ser gozadas até ao final do mês de março. Caso assim não fosse, estaria a Administração disponível para o seu pagamento. Ultrapassada que está a data estipulada para o efeito, foi-nos comunicado que o valor a pagar respeitará o estipulado pelo AE. A forma encontrada teve o nosso aval, pelo que, muito em breve, saíra uma informação a todos os Trabalhadores emanada pelo CA/DRH da forma como a mesma se irá efetivamente processar.


E pagar a divida acumulada, fazendo um reset ao TS, sem atacar a origem do problema era de todo contraproducente, ilógico até. Nesse sentido, anunciou o CA que irá criar para já 47 novos postos de trabalho, com o intuito de colmatar as necessidades de serviços/setores, onde o trabalho extraordinário é elevado. Acreditamos que esta medida pode minimizar dentro do razoável a problemática do TS, facto, que saudamos.




A Comissão de Trabalhadores






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Informação Nº 1_CT 2016
CÊNTIMOS RESTANTES

Lançado o projeto Cêntimos Restantes, e perante algumas dúvidas que nos foram dirigidas, vimos esclarecer que, o referido projeto visa dar resposta a situações para os quais fomos sensibilizados.
Foi pensado enquanto projeto de continuidade, assim seja a vontade de todos, os que solidariamente participam, para benefício de todos quantos forem sinalizados por nós, ou por qualquer Trabalhador aderente, que deles nos dê conhecimento. Concretizando, o projeto operacionaliza-se da seguinte forma:

1.       A adesão é feita através do preenchimento de formulário próprio, dirigido à nossa Direção de Recursos Humanos e enviar o referido formulário para o endereço CAPessoal@ana.pt
2.       O projeto consiste no arredondamento do ordenado de cada Trabalhador da ANA à unidade de euro imediatamente abaixo, no máximo de 0,99€ (noventa e nove cêntimos).
3.       Por cada trabalhador que aderir ao projeto, a empresa doará mensalmente valor igual ao correspondente arredondamento individual, até ao limite de 0,99€.
4.       Cada aderente tem a hipótese de acrescer valor que achar conveniente, além do arredondamento. No entanto esse valor não será coberto pela comparticipação da Empresa
5.       O acervo de donativos angariados pelo projeto “Cêntimos Restantes” será canalizado para uma conta bancária gerida pela Comissão de Trabalhadores da ANA e terá como fim único e exclusivo ações e campanhas de caráter social.
6.       As referidas ações e campanhas carecem de aprovação unânime dos membros da Comissão de Trabalhadores, sendo as mesmas dadas a conhecer em tempo útil à Comissão de Gestão e ao universo de Trabalhadores.
7.       As campanhas só serão efetivamente operacionalizadas, se 15 dias após a comunicação aos Trabalhadores, nenhum aderente faça oposição à mesma. 
8.       Todos os aderentes terão acesso em qualquer fase, a toda a informação do projeto, nomeadamente ao extrato da conta e seus movimentos.
9.       À CT cabe ainda o papel de dinamizar o projeto, e assumir total responsabilidade na gestão da conta criada para o efeito, tendo como base o cumprimento do procedimento anteriormente divulgado.
A primeira campanha “Vamos ajudar a Mariana” ainda a decorrer, inicialmente prevista para terminar no final do ano, foi prolongada por mais 3 meses devido ao atraso no arranque do projeto.
No cumprimento da transparência que desejamos para este projeto, e por respeito às necessidades primárias desta família, nos cuidados indispensáveis à Mariana, informamos que foi já efetuado um donativo parcelar, no valor de Mil € (1000€).
Só foi possível apurar esta verba pelos contributos acima referidos e pelos donativos extraordinários que foram efetuados.
Esta CT congratula-se com a adesão de 164 trabalhadores, bem como da participação da Empresa, que desde a 1ª hora colaborou, apoiou e comparticipou.

Convictos que as situações, para as quais o projeto se direciona, muitas vezes estão mais próximas de nós do que aquilo que imaginamos e, da possibilidade de a qualquer momento sermos nós o alvo de circunstâncias inesperadas e difíceis, convidamos, mais uma vez, todos os Trabalhadores, que ainda não se solidarizaram com o projeto, a juntarem-se a nós!

  A Comissão de Trabalhadores
_________________________________________
COMUNICADO nº3_2015
                                                                                                Suplementar Trabalho


A Comissão de Trabalhadores, dentro do seu âmbito de atuação, não tem visado o documento da relação do Trabalho suplementar (TS), enviado anualmente pela Empresa à CT, emitindo mesmo parecer negativo. Desde logo, verificamos a existência de um elevado número de horas efetuadas em TS, contrariando inclusivamente o disposto na lei Geral e plasmado no código de trabalho, nomeadamente no art.º227º,1 que diz:

ü  O TS só pode ser prestado quando a empresa tenha que fazer face a acréscimo eventual e transitório de trabalho e não se justifique para tal a admissão de trabalhador.

Na sua génese, o legislador ao quantificar o valor hora a pagar pelo TS, fê-lo tendo em conta duas premissas fundamentais:

  1. Ressarcir condignamente o Trabalhador pela disponibilidade assumida ao prestar esse trabalho extra, levando em linha de conta os transtornos pessoais, familiares de saúde e outros associados ao TS.
  2. Desincentivar as Empresas ao recurso do TS, taxando-o a um o valor muito acima do praticado relativamente ao Trabalho em horário normal, alavancando assim as organizações a apostarem na admissão de pessoal em detrimento do TS.

Pese embora as últimas alterações ao código do trabalho apontem em sentido inverso do que aqui relembramos, na sua génese, a lei mantém o mesmo espírito.

Assim, é entendimento da CT, que o excessivo número de horas de TS, não consubstancia um acréscimo transitório de trabalho, é sim e claramente demonstrativo da necessidade de mão-de-obra, a qual deveria ser colmatada pela contratação e criação de novos postos de Trabalho/admissões.

Da análise efetuada pela CT à relação do Trabalho suplementar prestado por cada direção, serviço e categoria profissional verificou-se, em alguns casos, uma distribuição não equitativa pelos Trabalhadores em iguais condições de prestação, contrariando neste caso o disposto no Acordo de Empresa.

Durante este processo e desde que tomamos posse, fomos recebendo feedback dos Trabalhadores, alertando-nos para a impossibilidade de gozar as suas folgas de compensação, como o previsto na Lei/AE. Ou ainda, em detrimento ao gozo, alguns Trabalhadores face ao elevado número de compensações adquiridas solicitaram às respetivas direções, ressarcimento em dinheiro, situação para a qual não obtiveram resposta.

Do exposto, fomos dando nota, nas reuniões com o CA, ficando o assunto registado e anotado para análise.

Posteriormente, fomos informados pelo CA, na pessoa do seu Administrador Delegado, que havia sido feita uma auditoria ao TS, das suas conclusões referiu terem sido apurados um número de horas acumuladas (Compensações), muito maior do que o expetável.

Assim, reconhecido o problema, informaram-nos que iriam ser dadas instruções às direções, para permitir que os Trabalhadores (caso seja possível) gozassem as folgas de compensação até 31 de março. Caso contrário, as compensações serão pagas, em dinheiro, aos Trabalhadores que optem por esta modalidade a partir dessa data.

Cada Trabalhador terá oportunidade de, caso a caso, informar a empresa se está interessado em ser ressarcido em dinheiro, quer da totalidade das folgas adquiridas ou parte delas. Se não for vontade do Trabalhador em ser ressarcido continuará com o acumulado de folgas, gozando-as de acordo com a disponibilidade atual.

Para concluir, referir que, o CA ao reconhecer o problema quantificou-o e emanou instruções que visam a sua resolução no imediato. No entanto, tais medidas não serão de todo suficientes, se o problema do TS não for corrigido na sua origem. O CA aludiu estar perfeitamente ciente do referido, pelo que é intenção, encontrar soluções que visem a resolução do problema, não permitindo que tal situação se volte a colocar novamente num futuro próximo.


A Comissão de Trabalhadores

outubro de 2015


COMUNICADO 2_2015




Que avaliação …






Terminado que está o processo do Sistema Integrado de Desenvolvimento (SID) do ano 2014, de que faz parte o sistema de Avaliação de Desempenho (SAD), há a referir:



·      Após a publicação do novo AE a evolução dos Trabalhadores nas suas carreiras profissionais, passam a estar intrinsecamente ligadas à SAD, materializando-se numa alteração de paradigma na organização, com o qual o SAD não pode, como no passado, pautar-se pela falta de transparência e discricionariedade;



·      Como sabemos, a SAD de 2014, foi dinamizada sem definição prévia de objetivos. Ainda assim, estranhamente, nesta componente com um peso considerável, avaliou-se de forma puramente discricionária e inaceitável; 



·      Dá-se igualmente nota do protesto para o facto das avaliações estarem previamente subordinadas a um sistema de quotas (negado pelo CA), independentemente do mérito que um trabalhador possa ter demostrado, por um lado, e da realidade orgânica onde se insere, por outro. Solicitamos, portanto, ao CA dados globais, por Direção e categoria profissional, que afiram a equidade de tratamento e desenvolvimento de cada Trabalhador;



·      Inquestionável é que os resultados decorreram de uma análise comparativa entre pares, não estando, no entanto, assegurada a transparência do processo.



Do atrás exposto, e já com manifestações de insatisfação nas avaliações obtidas, podemos hoje concluir que no final deste exercício estamos confrontados com desigualdades e injustiças entre avaliados, por força de aplicação de algumas arbitrariedades nos processos de avaliação individual. É evidente um mau estar generalizado entre Trabalhadores e entre estes e avaliados.



Exige-se, assim, que a SAD de 2015, decorra de forma mais justa e transparente, permitindo alinhamento dos trabalhadores com a estratégia da Empresa. Tal, infelizmente, não reporá a injustiça espelhada na estagnação irreversível nas carreiras de muitos Trabalhadores, assim como, no reflexo direto ao nível remuneratório: imediato (salários) e progressões; futuro (Fundo Pensões e benefícios da Segurança Social).



Face à importância e consequências do processo SAD na vida profissional de todos nós, Trabalhadores da ANA, apelamos a todos para uma participação ativa em todas as fases do processo, comentando assertivamente a avaliação sempre que tal se justifique.

A CT continua a acompanhar as situações individuais que nos têm chegado.


A Comissão de Trabalhadores

9 de julho 2015




COMUNICADO 1_2015
Para onde DESCOLOU o nosso dinheiro?
A Comissão de Trabalhadores, desde sempre, alertou e reclamou, junto do Conselho de Administração da ANA (CA) e Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações (SE), para a devolução dos cortes salariais a que estivemos obrigados entre janeiro e setembro de 2013, por força das restrições do Orçamento de Estado.
Nas reuniões entre a CT, CA e tutela nunca nos foi desmentido o direito à respetiva devolução dos cortes, nem demonstrado o seu contrário. E dessas posições a CT deu conhecimento público através dos diversos Comunicados, ao longo dos Anos de 2012, 2013 e 2014.
Das várias versões que nos foram comunicando como forma de resolução do assunto em questão (recordamos os comunicados de 2013 e 2014), por último fomos confrontados com a versão de que afinal não há lugar a devolução alguma, uma vez que tais verbas ficaram incluídas/diluídas no valor da concessão paga pela VINCI.
Perante estes novos dados e esgotado o assunto junto do CA, solicitámos reunião com a tutela, tendo sido recebidos somente no mês passado, após vários meses de espera, pelo Chefe de Gabinete, do SE, Dr. Carlos Lopes.
Sobre o assunto que nos levou, reportamos a desvalorização do assunto pelo Sr. Chefe de Gabinete, refletidas na falta de respostas que ajudasse ao esclarecimento cabal e definitivo desta reclamação dos Trabalhadores da ANA, S.A.
A transparência do processo está desde a primeira hora comprometida pela falta de vontade em fornecer à CT, TODA a documentação referente ao processo de privatização, que desde a primeira hora solicitámos e que esta CT tem direito por inerência.
Continuando convictos de que as verbas em questão são devidas aos trabalhadores da ANA, S.A, nesta data e sem concluirmos onde estão ou ficaram inscritas, percebemos que as referidas verbas saíram do radar e Aterraram em parte “incerta”. Assim, só podemos concluir que de facto esta matéria foi tratada sem o cuidado e interesse que Trabalhadores ANA deveriam e devem merecer.
Afirmamos para concluir, que mais esta injustiça, somada ao tratamento que fomos alvo desde 2011, prova sem qualquer margem de dúvidas que os Trabalhadores da ANA, foram e continuam a ser negativamente diferenciados, relativamente ao restante setor da Aviação.
A Comissão de Trabalhadores
abril de 2015

 

Terminado o périplo que esta CT encetou pelos diversos aeroportos do universo ANA, por ordem cronológica – Faro, Porto, Lisboa (Beja e Horta*), Ponta Delgada (Flores*), e Santa Maria, cabe-nos transmitir a todos os trabalhadores as conclusões recolhidas.

Antes de sintetizarmos os resultados, importa recordar o contexto desta iniciativa. Desde logo, prestarmos contas da nossa atividade da forma mais direta e abrangente, tendo em conta a dispersão geográfica onde a ANA se insere, bem como a natureza e gravidade dos assuntos que temos levado às reuniões de acompanhamento com o CA, designadamente as medidas de corte salarial a que temos estado sujeitos. Sobre esta matéria:

·         Confirmámos, in loco, o sentimento de total indignação no universo dos trabalhadores e o entendimento recolhido de forma unânime, está em sintonia com as posições que a CT tem reclamado, insistentemente, junto do CA;
·          Não obstante a posição do CA sobre esta matéria, até agora inalterável, concluiu-se pela insistência para que reverta o seu entendimento e harmonize os cortes salariais com as orientações previstas para o SEE, em linha com o que acontece em outras empresas do sector;
·         Ficou vincada a necessidade de responsabilizar o CA na resolução desta matéria em tempo útil;
·         Em reforço destas ações, reteve-se a realização de um plenário de âmbito nacional, a efetuar em Lisboa, em data coincidente com a próxima reunião da CT com o CA, agendada para o dia 4 de Abril;
·         Ficou legitimado mandato para ações subsequentes na medida em que a indignação manifestada tem de extravasar a tolerância da contenção interna a que nos temos imposto envolvendo mais veementemente os meios de comunicação social na reprodução dos ecos da nossa indignação;
·         Finalmente, como medidas complementares de apoio e imagem da nossa contestação, foram acolhidas várias ideias, como seja o uso de uma peça de vestuário de cor preta no dia de reunião da CT com o CA.

Assim, no dia 4 de Abril, para além da habitual reunião mensal da CT com o CA, existirá um plenário nacional global, onde transmitiremos a posição do CA face às preocupações colhidas nos plenários locais.

Unânime nas conclusões defendidas é grande a expetativa para que o CA altere o seu entendimento e concluiu-se como inaceitável que o CA não vista a camisola da nossa indignação.

Nota. O local e hora do plenário serão divulgados oportunamente, quando os aspetos logísticos estiverem consolidados.
*Net meeting

A Comissão de Trabalhadores
Lisboa, 30 de março 2012
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Comunicado 1/2012

Plenário Nacional Comissão Trabalhadores

Quarta-feira, dia 4 de abril, pelas 15h30 no Auditório DIA (formação)

No âmbito das reuniões mensais entre esta CT com CA, a do mês de abril realizar-se-á no próximo dia 4.

Atendendo ao sentimento generalizado colhido em todos os Aeroportos, e na sequência do nosso comunicado anterior, está confirmada a realização de Assembleia magna no auditório DIA, Lisboa, quarta-feira 4 de abril a partir das 15h30.

Após reunião com o CA, cuja hora de início prevemos para as 14h30, com agenda de trabalhos a incidir nas nossas preocupações levadas já ao vosso conhecimento (e abaixo reproduzidas as conclusões), teremos oportunidade de transmitir em tempo útil, a posição do CA face às preocupações colhidas junto de todos os colaboradores ANA.

Relembramos a questão fulcral à qual TODOS procuramos resposta diferente da que temos obtida por parte do CA, e a partir da qual outros aspetos colaterais carecem de esclarecimento;

O Orçamento de Estado determinou uma redução na massa salarial de 5%, quando efetivamente nos é imposto uma redução 6,7%. Questiona-se a validação legal deste desconto suplementar de 1,7% de que fomos alvo em 2011 e se prolonga por 2012.

Reproduzimos, de seguida, as conclusões extraídas dos plenários setoriais realizados nas 2 semanas transatas:
·         Confirmámos, in loco, o sentimento de total indignação no universo dos trabalhadores e o entendimento recolhido de forma unânime, está em sintonia com as posições que a CT tem reclamado, insistentemente, junto do CA;
·          Não obstante a posição do CA sobre esta matéria, até agora inalterável, concluiu-se pela insistência para que reverta o seu entendimento e harmonize os cortes salariais com as orientações previstas para o SEE, em linha com o que acontece em outras empresas do sector;
·         Ficou vincada a necessidade de responsabilizar o CA na resolução desta matéria em tempo útil;
·         Em reforço destas ações, reteve-se a realização de um plenário de âmbito nacional, a efetuar em Lisboa, em data coincidente com a próxima reunião da CT com o CA, agendada para o dia 4 de Abril;
·         Ficou legitimado mandato para ações subsequentes na medida em que a indignação manifestada tem de extravasar a tolerância da contenção interna a que nos temos imposto envolvendo mais veementemente os meios de comunicação social na reprodução dos ecos da nossa indignação;
·         Finalmente, como medidas complementares de apoio e imagem da nossa contestação, foram acolhidas várias ideias, como seja o uso de uma peça de vestuário de cor preta no dia de reunião da CT com o CA.

É grande a expetativa para que o CA altere o seu entendimento. É inaceitável que o CA não vista a camisola da nossa indignação.

Este CA tem, neste caso, a obrigação para com todos nós, trabalhadores da ANA, de explicarem para onde vai o excedente do dinheiro que não nos é pago, mas é devido!

Apelamos à comparência de todos vós.

Vamos assegurar o nosso futuro … participando!

A CT da ANA, SA    3 de abril de 2012

Dupla Indignação
É já público que estão a ser concedidas a algumas empresas do Setor Empresarial do Estado (SEE), no qual a ANA, S.A. está inserida, o estatuto de exceção que permite a não aplicação de cortes salariais, conforme imposição do orçamento geral do estado e determinação da Resolução do Conselho de Ministros nº1/2011 para o setor público e SEE, quanto à redução de 5%  nos custos globais com salários.
Tal como já referimos na Comunicação Social, por razões de equidade de tratamento, foi aberto um precedente que julgamos justo, na medida em que os argumentos utilizados para a justificação da atribuição da supra citada exceção se aplicarem de igual modo à ANA, S.A.. Se pensarmos no universo da Aviação Civil, a ANA, S.A. encontra-se igualmente em processo de privatização anunciado; também os aeroportos sob administração da ANA, S.A., Lisboa, Porto e Faro sofrem forte concorrência internacional de vários Aeroportos, concorrendo entre outros com, Madrid, Vigo e Sevilha respetivamente. Sabendo-se igualmente da importância estratégica que a nossa empresa representa para o País.
E no contexto do SEE, acresce o facto de a nossa empresa ter, desde sempre, apresentado lucros, com a óbvia competência e empenho dos seus Trabalhadores e anualmente o estado, enquanto acionista, tem retirado os dividendos desses lucros.
Também no contexto do SEE, importa ter presente, que em termos de financiamento Público a ANA, S.A. não recorre a qualquer ajuda estatal.

Como se o anteriormente referido não fosse suficiente para a total indignação dos Trabalhadores da ANA, os cortes salariais obedecem a uma lógica expressa na Resolução do Conselho do Ministros nº 1/2011 de 4 de Janeiro, a qual determina, que: 1) os custos globais de salários terão uma redução de 5%, 2) os custos operacionais terão de ser reduzidos em 15%, 3) a estrutura de administração, de direção e chefias terão de reduzir 20%
Sobre a redução dos salários, em reuniões havidas entre esta CT e o CA, temos insistido na discrepância de valores que resultam, da obrigatoriedade de desconto da massa salarial para se atingir os 5%, versus os 6,7% efetivamente retirados, e nesse sentido esta CT têm insistido com o CA para uma melhor análise desta matéria.
A nossa posição tem esbarrado no argumento por parte do CA, de uma inevitabilidade, por força da aplicação das regras do orçamento de estado e de que este diploma não admite regimes de exceção. Não concordamos com o argumento da inevitabilidade nem tão pouco entendemos estar a reivindicar, neste ponto, qualquer medida de exceção.
De facto, em termos de massa salarial e relativamente à meta de 5%, os funcionários da ANA, S.A. estão sujeitos a uma redução adicional de 1,7%. Em termos relativos, os 6,7% representam um agravamento de 34% relativamente à meta imposta pela resolução Conselho de Ministros de 5%, meta esta seguramente não ultrapassada quando falamos da massa salarial da Função Pública.
Por seu turno, importa salientar que o corte nos salários dos funcionários da ANA S.A. representa, em termos objetivos um encaixe direto nos lucros da empresa.
Efetivamente, o corte salarial de 6.7% nos salários representa uma verba de 3,16 Milhões de euros, sensivelmente 4,10 % dos lucros totais anunciados. Admitindo que a Empresa vai entregar ao estado cerca de 28% em sede de IRC, o que dá um valor de 0,88 Milhões de euros, significa que a empresa retém uma verba de aproximadamente 2,28 Milhões de euros. Do adicional de 1,7%, a que correspondem 0,8 Milhões de euros que consideramos descontados a mais nos nossos salários, apenas cerca de 0,22 milhões revertem para os cofres do Estado. E mesmo assim, tudo isto no final de cada ano.
Na prática, somos nós, funcionários, que abdicando parcialmente do pagamento contratualizado, ajudamos a financiar a liquidez da ANA, S.A. e a contribuir para uma alavancagem do aumento dos lucros da ANA, S.A. já propalados na comunicação social.
Numa empresa que desde sempre, apresentou resultados positivos e não recorre a financiamentos públicos, é muito discutível, para não dizer inaceitável, que o estado ordene que se retire aos funcionários uma parte substancial, cerca de 2,28 milhões de euros e que esta reverta para a própria Empresa. Que, a somar, a gestão da Empresa beneficie de mais 1,7 % da massa salarial e que se considere uma inevitabilidade.
Em termos de eficácia das medidas impostas governamentalmente, o esforço coletivo dos funcionários ANA beneficia marginalmente o erário público, mas significativamente a gestão da ANA, S.A.
Esta situação ainda se revela mais ofensiva se atendermos à diferença de tratamento relativamente à ausência de cortes salariais noutras empresas do SEE, designadamente no universo da aviação civil. A diferença, numa primeira instância, é visível no empenhamento (ou falta dele) dos respetivos órgãos máximos de gestão das duas Empresas.
E é com total perplexidade quando, a fazer fé nas notícias mais recentes, somos confrontados com o facto de os órgãos sociais da nossa empresa virem a beneficiar de enquadramento legal próprio em matéria de aplicação do regime de exceção, do qual aguarda decisão, sendo que para os restantes trabalhadores ANA, S.A. os mesmos órgãos sociais tem tido conversas com a Tutela !!! 
Perante o nosso interlocutor privilegiado, o CA, e a sua “conformação” com situações que manifestamente consideramos desproporcionadas e injustas, entendemos serem motivo para indignação por parte dos trabalhadores da ANA, S.A. Nesse sentido, comunicamos a realização de plenários nos diversos aeroportos, para discussão destas questões e a tomada de ações em sintonia. A agenda de datas e respetivos locais será divulgada brevemente.


A Comissão de Trabalhadores
                                                                                                  Lisboa, 8 de março 2012
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Comunicado 4/2011
Parte I de III

A Paz Social na ANA
A paz social, tão exaustivamente referida pelo Presidente da ANA e consensualmente reconhecida, tem sido o pilar em que assenta o nosso modelo social.
Sendo a paz social um valor essencial em que esta CT se revê, não pode continuar a ser um processo unidireccional como tem sido até aqui, onde só a grande massa dos trabalhadores e suas organizações representativas se comporta de forma a manter sustentável o modelo. Não se conhecem loucuras reivindicativas e tem existido uma relação equilibrada do salário na empresa, assente numa estratificação das carreiras e categorias profissionais em função das qualificações. Também no plano das regalias temos um modelo equilibrado, com regalias inferiores a empresas do SEE (Sector Empresarial do Estado) em dificuldades, praticamente cingidas à existência de um Seguro de Saúde que tem vindo a reduzir as comparticipações.
Todavia, sermos equilibrados e razoáveis não serviu de nada pois fomos brindados em 2011 com os maiores cortes de salário no plano das três principais empresas do sector da aviação civil (ANA, NAV e TAP), com cortes 50% superiores aos praticados pela empresa geneticamente mais próxima, a NAV, fazendo com que para os mesmos níveis salariais os trabalhadores da ANA estejam cada vez mais distantes dos da NAV.

Excelentíssimo Presidente do Conselho de Administração, a paz social não pode ser uma mera expressão retórica. Os trabalhadores têm direito ao retorno da atitude equilibrada, responsável e esforçada que têm tido (lembramos que nos últimos cinco anos a empresa baixou de 1450 para 1150 trabalhadores sem quebra produtiva), e, no processo bidireccional que deve caracterizar a paz social, o CA da ANA não tratou de acautelar e proteger os seus trabalhadores nesta história dos cortes, como fez o CA da NAV e de outras empresas do SEE.

Mas o quadro do nosso modelo social tem igualmente sofrido sérios abalos por via da atribuição a alguns de mordomias absolutamente desproporcionadas neste cenário de austeridade.
O espectáculo ostentatório das viaturas topo de gama fragiliza a unidade social da empresa, e não serão alguns eventos motivacionais que a reabilitarão. Não se compreende porque razão quem já tem a sua função distinguida pela via salarial, ainda tenha de ser contemplado com Mercedes e outras regalias adicionais, que além de configurarem tiques de novo-riquismo, desequilibram a relação saudável que deve existir entre as lideranças e a grande massa dos trabalhadores.
E o alargamento da posse de viaturas de empresa a patamares hierárquicos antes não contemplados, situação não comparável com economias nórdicas muito mais saudáveis que a nossa, colocam-nos num patamar incompreensível de regalias sociais.
Na mesma linha, é também difícil de entender que nos finais de 2009, quando já se estava num ciclo de endividamento e de grandes dificuldades no país, gastar-se 82.000€, como noticiou um órgão de comunicação social e não desmentido pela ANA, num mero jantar de Natal entre a Administração e os Directores e Chefes de Divisão, não envolvendo os Chefes de Serviço.
Para além do elitismo e despesismo subjacentes a estas iniciativas, tudo isto somado contribui para minar a coesão social.
A proliferação de eventos supostamente motivacionais, com custos significativos e não abrangendo a totalidade dos trabalhadores, também não casa com esta época de contenção de custos e de austeridade.
Sendo despesa, não é isto que põe em causa a sustentabilidade financeira da empresa, mas ajuda a criar um clima de desconfiança e crispação, sobretudo quando contextualizado nos dias de hoje, e coloca num nível cada vez mais distante a grande base dos trabalhadores por um lado e um grupo restrito de trabalhadores cujo acesso às benesses por vezes não é suportado em parâmetros meritocráticos.
Estes actos de gestão aproximam-nos das economias desigualitárias terceiro-mundistas e têm de ser corrigidos, de forma a reatarmos a relação equilibrada que deve existir entre a base e a liderança.
Só a título de exemplo, no Ministério da Solidariedade e Segurança Social foram abolidos os cartões de crédito e só se permite que os carros de serviço sejam usados em deslocações de trabalho.
Não pode ser este o paradigma social a rolar na empresa. Regalias sim, mas com conta, peso e medida, e sem chocar o comum dos trabalhadores que fazem a riqueza desta casa.

Não falamos assim por demagogia, miserabilismo ou populismo, trata-se tão só de ajustar a realidade moral da empresa à realidade do país e do contexto austero em que vivemos e nos exigem. Neste particular, entendemos que não se deve persistir neste caminho.
 Seria até conveniente que todos lessem o que está preconizado nas medidas do OE para 2012 relativamente às empresas do universo SEE. Entre outras, diz-se nas medidas transversais: “Redução do parque automóvel da empresas, procedendo também à revisão dos modelos dos veículos e correspondente valor da aquisição”.


As Prestações de Serviços e Consultorias

Isto leva-nos a uma outra reflexão, que temos obrigação de fazer enquanto estrutura qualificada e responsável.
Alguém sabe quantas prestações de serviços e consultorias existem actualmente disseminadas pelos vários locais da empresa? Nós não sabemos, mas sabemos que face à lei, o CA tem obrigação de nos fornecer detalhadamente essa informação.

A nossa percepção é a de que existem algumas prestações de serviços com valores de contratação inferiores ao valor médio de mercado, mas que a grande maioria apresenta valores empolados para a actividade que desenvolvem (e com construções jurídicas estranhas, já que sendo unipessoais apresentam-se como empresa para efeitos de facturação). Temos ainda a percepção de que algumas das prestações de serviços são absolutamente desnecessárias no contexto das actividades imprescindíveis da empresa, quando existem quadros internos com capacidade para fazer o mesmo ou melhor. Em que medida se tem condicionado o desenvolvimento e progressão de trabalhadores da própria ANA. Acabe-se de vez com o que é supérfluo e não se promova a desvalorização profissional de vários quadros da empresa.
E porque não convocar a esmagadora maioria dos prestadores de serviços e consultores para também contribuírem para o esforço de contenção que a todos é pedido, renegociando-se o valor das suas prestações (com excepção daqueles onde manifestamente não se pode baixar mais o valor)?
Nós trabalhadores da ANA fomos atingidos com toda a sorte de cortes salariais, congelamento das progressões e diminuição de custos, e os outros que têm prestações de serviços, consultadorias e avenças ao serviço da ANA, não têm de contribuir para este peditório de austeridade?
Nesta matéria, também seria conveniente que todos lessem o preconizado para o OE/2012 nas empresas do SEE: “Contratação de Consultoria e Assessoria sujeita a prévia autorização da tutela financeira”.

Seria apropriado que o CA se debruçasse sobre esta nossa reflexão.

Continua na parte II



Comunicado 4/2011
Parte II de III

Política de Rendimentos

Mesmo tendo em conta o clima de austeridade em que vivemos, não nos parece adequado estender de forma cega e descabida a todas as empresas do SEE (Sector Empresarial do Estado) os cortes salariais ocorridos por via do OE/2011, projectando as mesmas medidas para 2012 no contexto ANA, e é isso que dizemos à tutela.
Somos pela análise selectiva e pela discriminação positiva. A continuação dos cortes (como sabemos, o dinheiro retirado aos trabalhadores manteve-se intramuros) numa empresa onde, mesmo num contexto de crise, continua a crescer nos seus lucros e no seu EBITDA (lucro operacional), nivelando-a com empresas do SEE que apresentam sistematicamente resultados negativos e prejuízos crónicos, não é fazer discriminação positiva.
Começam a aparecer sinais de alguma dificuldade de liquidez de tesouraria na empresa, motivada sobretudo pela falta de pagamento dos nossos principais clientes e da elevação da tranche que a tutela veio buscar aos nossos lucros de 2010 (70%), mas isso são circunstâncias conjunturais que têm obviamente de ser corrigidas e ponderadas, mas que não anulam a nossa excelente performance económica.

Os salários praticados na empresa são sustentáveis pelas suas receitas. Provavelmente seria adequado rever-se algumas particularidades no sistema de avaliação do desempenho e nos incentivos ligados ao sistema, como as quotas e a disparidade de critérios na avaliação, por forma a não se criarem distorções no equilíbrio salarial existente, mas é um assunto a jusante que tendo de ser objectivamente avaliado, não cria entropias na sustentabilidade geral do sistema. 
Sejamos inteligentes e criativos e digamos à tutela que há muitas formas de matar moscas, o que é um facto é que esta situação tem de se desbloquear.
Relativamente à aplicação dos cortes dos subsídios de Natal e de férias em 2012 e 2013, EXIGIMOS QUE O NOSSO CA ENVIE DE IMEDIATO UM PEDIDO DE EXCEPÇÃO À TUTELA, à semelhança do que fez a TAP, a EDP, a CGD e outros. O CEO da EDP disse que não ia aplicar os cortes baseado na premissa de que os seus trabalhadores são “muito competitivos e produtivos”, como tal não mereceriam os cortes. Quanto à TAP, estamos em crer que afinou pelo mesmo diapasão, articulado com o contexto da privatização, logo saindo a curto prazo da esfera do SEE.
E nós, não somos competitivos? Não somos produtivos? Pugnar-se pela defesa e valorização dos trabalhadores da empresa é também defender o Estado, uma vez que somos das empresas que mais contribuem para o erário público, quer no plano fiscal quer no plano dos lucros. Inclusivé em termos jurídicos, dado sermos abrangidos pelo direito privado, temos fortes dúvidas da justeza da aplicação dos cortes à nossa empresa.
A título informativo, adiantamos que já fizemos um ofício ao CA para que não se mostre alheado deste assunto e promova a defesa dos trabalhadores da ANA com um pedido de excepção à tutela.

A Situação Política e a ANA

A aplicação cega de ajustamentos salariais nas empresas públicas ou com capital público, designadamente de transportes (o “Diário Económico” fala em cortes de 30% através da revisão dos AE’s), não selectivando em função da especificidade económica e financeira em que se move cada uma das empresas que compõem este sector, e consequentemente não fazendo discriminação positiva, leva-nos a sermos colocados num barco que não é o nosso e que não aceitamos, uma vez que os nossos salários são amplamente suportados pelas nossas receitas.
Esta política cega de desvalorização ou “downsizing” salarial, e os próprios contornos que enformam as dramáticas medidas de austeridade, que tem como consequência emocional imediata levar a parte privada da economia (de onde advém a maioria das remunerações de miséria do nosso país) e a população em geral, a culpabilizar o sector público nacional (função pública, empresas públicas e participadas), contribuindo assim para dividir os portugueses. Não é com miserabilismo social que se promove o crescimento.

Contudo, não nos podemos ficar pela retórica do discurso (por muito justo que seja). Os trabalhadores da ANA têm de compreender que não podem continuar sentados no seu posto de trabalho, esperando que a CT por milagre consiga per si o que ao colectivo compete. Temos de acordar, indignarmo-nos, lutar e dizer repetidamente NÃO a esta política que nos quer cegamente esmagar.

Esta crise e a situação dramática que o país vive no plano social, também deve servir para acabar com os paradigmas vigentes e alavancar novos paradigmas, mais claros e transparentes, na gestão e na vida da ANA.

·         Não mais o paradigma das contratações e da ocupação dos cargos hierárquicos pelo método da nomeação por amiguismo e favoritismo,
·         Não mais o paradigma das adjudicações que desrespeitem o princípio da concorrência de mercado,
·         Não mais o paradigma dos gastos com uma miríade de consultores e prestadores de serviços quando existe na casa quem possa fazer o mesmo ou melhor,
·         Não mais o paradigma dos prémios de mérito de abrangência parcial,
·         Não mais o paradigma dos gastos em faustosos jantares de Natal para uma elite,
·         Não mais o paradigma dos gastos faraónicos em eventos alegadamente motivacionais e que só abrangem uma parte da empresa,
·         Não mais o paradigma da distribuição de carros de empresa da forma como tem sido feita,
·         Não mais o paradigma da ganância corporativa.

Não nos movemos por intenções miserabilistas ou conversa demagógica, mas temos o dever de denunciar os paradigmas de má gestão que têm ocorrido na ANA.

Que os próximos anos nos tragam uma empresa próspera e com paradigmas de gestão sem despesa supérflua e com políticas sociais mais justas e equitativas, e que os trabalhadores se sintam identificados pelo exemplo de quem os lidera, para então podermos dizer sem qualquer ambiguidade: a ANA é um GREAT PLACE TO WORK.

Continua na Parte III

Comunicado 4/2011

Parte III de III

A Privatização da ANA

Achamos que a privatização da ANA não serve os superiores interesses do País. O domínio público da propriedade aeroportuária não deve ser motivo para dogmas intocáveis, contudo importa reflectirmos sobre este assunto com a acuidade estratégica que se impõe, de forma a não se cair num modelo de gestão e organização do negócio aeroportuário que comprometa os desígnios estratégicos do País e da empresa.
Manutenção da soberania do Estado em matéria aeroportuária, realização de receitas/lucros em função da performance da empresa e prosseguimento do mesmo nível de receitas fiscais através do IRS sobre os vencimentos dos trabalhadores da ANA, são valores que servem a parte e o todo nacional. Estes valores devem ser mantidos na futura governação estratégica aeroportuária.
Contudo, estamos conscientes e sabemos que a privatização da ANA no curto prazo é um desígnio cada vez mais tangível no contexto político actual .
Perante isto um sentido alerta. Num cenário de privatização da TAP, com a deslocalização do “hub” de Lisboa para outras paragens, que consequências o País terá que suportar em termos das receitas e sustentabilidade do negócio aeroportuário? Qualquer que seja modelo de privatização que venha a ser adoptado, acautelará as assimetrias regionais continuando a garantir a sua capacidade de crescimento de desenvolvimento regional?
A ANA está alinhada em termos operacionais com os negócios da navegação aérea e das companhias transportadoras nas suas variadas dimensões das operações em terra, com especial destaque para a TAP, pela sua dimensão. Como tal as nossas receitas advêm também do sucesso que as companhias e os vários stakeholders tenham no seu negócio. Opções inadequadas nos futuros modelos de governação destas diferentes realidades, afectarão de forma drástica a sustentabilidade do negócio aeroportuário como ele existe actualmente sob gestão da ANA.
O modelo de privatização deve ter em conta as várias assimetrias, não podendo nenhum trabalhador ou região serem prejudicados neste processo em relação à sua situação actual. É por isso que nos batemos, hoje como amanhã.

Informação a disponibilizar pelo CA

Temos trabalhado imenso e concretizado inúmeros ofícios ao CA no sentido de nos disponibilizar informação indispensável ao controlo de gestão que nos compete por lei assegurar. Contudo, o CA tem-se mostrado pouco empenhado, e, ou não responde ou responde de forma evasiva.
Entendemos que esta não é a cooperação e a postura que se espera de um CA interessado, não promovendo seguramente o diálogo e a consequente paz social, valores estes que não podem ser entendidos como meras peças retóricas. São mesmo precisos passos mais concretos e disponibilizar a informação que temos solicitado, para que os trabalhadores da ANA saibam com rigor como a gestão desta casa está a ser feita. Para haver cooperação tem de existir total transparência na gestão, sobretudo no desígnio da passagem de informação aos órgãos representativos dos trabalhadores com competência legal para a absorver.

Política de Comunicação da ANA

Surgiu há pouco mais de um mês uma notícia do “Diário Económico” revelando que a Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas tinha apurado um salário médio mensal de 3.643€ na ANA.
Se há notícias que não vale a pena comentar, esta é uma daquelas que deveria ser alvo de resposta, dado o impacto devastador que este tipo de notícias tem na opinião pública. A opinião pública não vê com bons olhos estes valores atirados a seco para a praça pública e sem qualquer desmentido dos visados, neste caso a ANA.
O nosso salário médio está muito longe destes valores, por conseguinte achamos que o nosso Gabinete de Comunicação deveria ter solicitado ao DE o direito de resposta (ainda vai a tempo), repondo a verdade factual.

Fundo de Pensões da ANA

Temos estado atentos à trajectória de gestão do nosso Fundo de Pensões. As informações que nos chegam não nos deixam margem para grande tranquilidade.
As opções de capitalização devem, a nosso ver, contribuir para a rentabilidade, sustentabilidade e segurança do Fundo. É isso que está a acontecer?
Sobre este assunto, fizemos um ofício ao CA questionando a trajectória de rentabilidade do Fundo. Logo que exista matéria substantiva que justifique uma tomada de posição, não hesitaremos em fazê-lo.

Responsabilidade Social na ANA

Fomos surpreendidos com a opção do CA de saída da Norma SA8000. Desconhecemos em absoluto o que o CA pretende fazer em matéria de responsabilidade social e sustentabilidade na empresa, mas não se entende esta opção do CA.
Esta lógica de inversão das prioridades, secundarizando formalmente a responsabilidade social em contraciclo com a atitude da esmagadora maioria das empresas que estão a apostar fortemente neste vector da sua actividade empresarial, não deixa de ser surpreendente.
As duas centrais sindicais – UGT e CGTP promoveram uma greve geral para o dia 24 de Novembro em protesto contra a dureza das opções políticas no campo laboral e social.
A CT não actua no terreno sindical, mas não deixa de ser solidária quando a razão o justifica.
Como tal, face aos motivos que consubstanciam a atitude das centrais sindicais, declaramos solidariedade com a GREVE GERAL de 24 Novembro próximo.

                                                                               A Comissão de Trabalhadores


Informação
Em 31 de Agosto de 2011, pelas 17:30, a CT teve uma reunião com o CA, por iniciativa deste, tendo como ponto único, a comunicação pelo CA, da sua decisão, de cortar no complemento de reforma, ou seja a diminuição das verbas atribuídas no âmbito do Fundo de Pensões - Plano de Benefícios Definidos (reformados até 31 de Dezembro de 2003) que para além da redução do complemento mensal de Reforma “ao abrigo da Lei nº. 55/A2010, OE 2011, têm ainda que repor, “Por lapso dos serviços” (conforme consta em carta enviada aos visados em 01/09/2011), nos próximos cinco meses os valores recebidos retroactivamente de Janeiro a Agosto do corrente ano.
Sobre o Assunto e decisão comunicada, a CT salientou os seguintes aspectos:
·               A CT não concorda com a opção tomada, pela interpretação do articulado do Fundo, e suportada unicamente numa análise interna.
·               A CT entende que esta é uma matéria de interpretação não consensual, como se verifica pela decisão contrária, tomada pela NAV. EP, sobre a mesma matéria;
·               Transmitiu-se igualmente o entendimento de que a Comissão de Acompanhamento do Fundo de Pensões, cuja constituição integra 2 membros indigitados pela CT, não tem estatutariamente legitimidade para discussão e produção de pareceres sobre a matéria, que de direito, é da única e exclusiva competência do CA, ou seja, esta apenas legitimada para deliberar sobre o Fundo de Pensões -  Plano I - Contribuição Definida (aplicável aos reformados a partir de 01 de Janeiro de 2004 e restantes Trabalhadores no activo).
·               A CT comunicou ao CA que, perante a decisão de “facto consumado”, sentia-se na obrigação de dar conhecimento imediato à ARANAV (Associação de Reformados), do que nos estava a ser transmitido.
Relativamente ao Fundo de Pensões a CT encontra-se atenta à informação disponibilizada, à conjuntura dos mercados financeiros e aos seus potenciais impactos e eventuais efeitos negativos provocados no referido fundo. Nesse sentido a CT empenhará esforços, conjuntamente com os seus representantes na Comissão de Acompanhamento, para aferir da informação disponível.
A Comissão de Trabalhadores  
  8 de Setembro de 2011
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Comunicado 3/2011
Dois pesos e duas medidas?
Como é do conhecimento geral, do Orçamento de Estado para o Ano de 2011 constam orientações para aplicação de reduções remuneratórias, com abrangência, genericamente, a toda a Administração Pública bem como a todo SEE, e ainda orientações no domínio da redução dos gastos e redução das estruturas de custos, entre outras.
Desde o dia 1 de Janeiro de 2011, estão implementadas as relativas a cortes salariais, designadamente aos trabalhadores da ANA, S.A., não se conhecendo em concreto as aplicáveis aos restantes domínios da nossa Empresa.
Sobre esta questão, conforme transmitido no nosso comunicado n.º2/2011 [1], obteve-se a informação junto do CA, que as acções estão pensadas e delineadas, mas com o entendimento de que a sua implementação será do CA que lhe vier a suceder, ou seja, grosso modo, suspensas.
Sendo uma posição atendível, esta CT tem alguma dificuldade em compreendê-la. De fato, num quadro de esforço global expresso numa decisão Governamental, amplamente replicada nos diversos discursos de quem tem responsabilidades directivas no pais, desde o Sr. Primeiro-Ministro, ao próprio Presidente da República, dificilmente conseguimos compreender que a efectiva implementação de quaisquer medidas desse âmbito possam estar condicionadas por qualquer que seja o CA em funções, em detrimento de um interesse maior.
O esforço deve ser suportado por todos equitativamente, dando assim cumprimento aos valores da responsabilidade social e aos seus principais vectores. Importa o supra interesse do Pais e, nesse contexto, as Empresas devem ser parceiras e as principais precursoras das medidas e dos planos delineados, para além de aliadas na execução das medidas financeiras pensadas. No actual quadro sócio económico, em que são pedidos sacrifícios a todos os agentes, onde se aplica de imediato os relativos a cortes salariais e se reconhece que estes causam dificuldades diárias a cada um de nós, dificilmente se compreende que as demais medidas, decisivas para os mesmos objectivos, não tenham sido implementadas com a mesma celeridade, pragmatismo e capacidade de decisão. Na dificuldade de execução, siga-se o primeiro exemplo.
Nesta data, objectivamente, não só está adquirido que o esforço dos trabalhadores é efectivo, como será acrescido com o já anunciado corte no Subsídio de Natal.
Neste sentido, esta efectiva dicotomia na aplicação das orientações governamentais, sugere uma dualidade de entendimento consoante os afectados, ou seja, acções céleres nas que se repercutem nos trabalhadores e uma inacção nas que se repercutem sobre a estrutura orgânica da Empresa. A ser incontornável que durante este ano as medidas restritivas são para manter e que o esforço cabe a todos os agentes, impunha-se que os sacrifícios fossem de facto equitativos, perceptíveis e de igual celeridade na sua concretização.
Dois pesos e duas medidas?
[1] “...em Dezembro de 2010 uma proposta de Reestruturação da Empresa tendo em vista a redução de 20% da estrutura dirigente conforme definido no Orçamento de Estado. Tal não teve desenvolvimento mas o trabalho está feito, cabendo ao CA que lhe suceder a decisão sobre a proposta...

COMUNICADO 2/2011
      Balanço da Reunião com o CA
Realizou-se em 8 de Junho uma reunião da Comissão de Trabalhadores com o CA para abordagem de vários assuntos de gestão da empresa e de incidência laboral. O CA fez-se representar pelo Engº Heitor da Fonseca, Dr. Nuno Ferreira e Drª Paula Simões (para apresentar o projecto “Capital Humano”). Assuntos abordados:

·        Cortes salariais
Foi afirmado pelo CA que os “cortes salariais” não resultavam de uma vontade do CA mas sim de uma imposição da tutela na sequência do Orçamento de Estado para 2011. À nossa interpelação sobre actuações diferenciadas de aplicação das medidas no espaço do sector da aviação e aeroportos (por ex. a NAV implementou apenas metade dos cortes que nos foram aplicados), foi-nos respondido que não era compreensível essa aplicação dos cortes. Por fim, o CA disse-nos que de alguma forma teria de haver um desbloqueamento desta situação, uma vez que não era justo nem aceitável que uma empresa com a nossa saúde económico-financeira não distribuísse pelos seus trabalhadores parte dos lucros que a empresa gera. Foi-nos ainda dito que os “cortes” ficavam na empresa, contribuindo para o aumento do lucro.

Sobre este assunto, e sem prejuízo de um entendimento mais aprofundado que a CT venha a ter com a Administração que resultar da apreciação política do novo governo, é nosso entendimento que não se deve misturar situações que não são comparáveis no universo das empresas de transporte tuteladas pelo Estado. Estamos numa situação de crise no país, mas não na ANA que continua a crescer e a gerar resultados líquidos cada vez mais avultados conforme ficou demonstrado no recente relatório quadrimestral. Em face disto, continuarmos confrontados com uma situação de perda acentuada de rendimento dos trabalhadores (que não se traduz só nos “cortes” mas também na ausência de qualquer actualização salarial em três anos), é uma espiral que tem de ser travada. Convém não esquecer que os resultados operacionais foram em grande parte originados por um significativo aumento da produtividade, gerada num clima de assinalável paz social.

·        Nível de Investimentos
Foi-nos dito que todos os grandes investimentos nos aeroportos e no sistema de gestão operacional dos mesmos eram para manter conforme planeado, com dilatação no tempo de alguns (idealmente não mais que 1 ano) em função do esforço financeiro envolvido.
·        Aplicação controversa da “dispensa” em alguns sectores da empresa
A dispensa (clª 56ª do AE) é um direito condicionado que incorpora o nosso AE subscrito pelos Sindicatos e pela Empresa/CA, logo é de todo importante para a convivência social que seja efectivamente aplicado dentro dos condicionalismos que lhes são inerentes. Ficou assente entre a CT e o CA que a dispensa não pode trocada por dias de férias nem colocada de forma arbitrária nos parâmetros contratualizados dos objectivos anuais do SAD, e que deve sobretudo prevalecer o diálogo entre as chefias e os colaboradores na aplicação desta cláusula. Em caso de absoluta violação deste direito condicionado os lesados devem contactar o sindicato que os representa para desbloqueamento da situação.
·        Plano Operacional da Empresa e Calipso
O CA garantiu que nos fará chegar um resumo escrito do que for tratado e decidido nas reuniões mensais do Plano Operacional da Empresa. Quanto ao Projecto Calipso, o CA entende que a CT, como órgão representativo de todos os trabalhadores da ANA, deve estar sempre representada nos eventos de exposição das temáticas do Calipso, e é isso que passará a vigorar daqui para a frente. 
·        Aplicação da proposta ANA ao Accionista
Sobre a matéria, o CA informou-nos que tinha feito em Dezembro de 2010 uma proposta de Reestruturação da Empresa tendo em vista a redução de 20% da estrutura dirigente conforme definido no Orçamento de Estado. Tal não teve desenvolvimento mas o trabalho está feito, cabendo ao CA que lhe suceder a decisão sobre a proposta. 
·        Orçamento da CT
O orçamento é um instrumento fundamental na consecução de uma CT democrática, representativa de todas as regiões, responsável e com qualidade. Nesta conformidade, é nosso entendimento que o actual orçamento deverá ser ajustado num plano razoável e equilibrado, de forma a dar corpo a estas premissas. Ficámos assim de apresentar ao CA uma nova proposta de orçamento, que entre outros aspectos, reforçará a orçamentação para a área das assessorias técnicas.
·        Projecto Capital Humano
Foi-nos apresentado pelo DRH a esquemática do Projecto Capital Humano. Não querendo antecipar juízos nem fazer futurologia, mantemos alguma reserva, nomeadamente por se nos afigurar que a dimensão do investimento não irá ter uma igual dimensão ao nível dos resultados. Esperamos que não seja um daqueles projectos megalómanos, onde se gasta muito e no final “a montanha pariu um rato”.

De uma forma ou de outra, a confidencialidade dos dados e dos diagnósticos deverá ser rigorosamente acautelada e as intenções nobres do projecto – desenvolver o potencial do EU, SA, não deverão servir para outras utilizações que não apenas essa.
Realizámos ainda reuniões úteis e profícuas com o RTRS (Representante dos Trabalhadores para a Responsabilidade Social), o CERSS (Coordenador Executivo para a Responsabilidade Social e Sustentabilidade), a ARANAV (Associação de Reformados da ANA e NAV) e o Clube ANA/Lisboa, onde captámos experiências, ficámos a conhecer o que tem sido feito por estes órgãos e ao mesmo tempo ficou assente que é do interesse bilateral explorar-se possibilidades de cooperação em algumas matérias que interajam com a nossa área de intervenção.
A Comissão de Trabalhadores
Lisboa, 20 de Junho de 2011
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COMUNICADO 1/2011
1.      Tendo adquirido personalidade jurídica após a publicação do acto eleitoral em BTE (Boletim de Trabalho e Emprego), a Comissão de Trabalhadores da ANA procedeu à Tomada de Posse, realizando logo de seguida a sua 1ª reunião, onde se definiram os aspectos nucleares do seu funcionamento e se nomeou a sua Comissão Coordenadora.

2.      Contactos dos membros da Comissão de Trabalhadores:

·         Luís Rodrigues (CSP) – 24211
·         Domingos Silva (DSTE) – 25091
·         Patrícia Alves (DASC) – 41414
·         João Figueiredo (DAFR) – 62660
·         Ricardo Correia (ANA Consulting) – 24351
·         Lídia Monteiro (ASM) – 82023
·         Armindo Pires (DASC) – 41043
·         Filipe Ávila (AHR) – 83325
·         Luís Dias (AJP) – 81434
·         Nelson Galego (DAFR) – 62613
·         Francisco Grazina (DALS) – 21364
     O contacto presencial com a CT poderá ser feito nas primeiras terças-feiras de cada quinzena, das 15,30h às 17,00h.
3.      Teve lugar uma primeira reunião de apresentação ao CA da ANA, que se fez representar pelo Presidente, Engº Guilhermino Rodrigues e pelo Director de Recursos Humanos, Dr. Nuno Ferreira. Como se tratou apenas da nossa apresentação, nada de muito substancial foi adiantado, tendo o Sr. Presidente manifestado total disponibilidade para o CA se reunir connosco sempre que solicitado, dada a importância das organizações representativas de trabalhadores, e da Comissão de Trabalhadores em particular, na construção do edifício de gestão da empresa. Entre várias matérias abordadas pela rama, o Sr. Presidente apresentou-nos uma previsão de crescimento de 3% para o ano em curso.
     O Sr. DRH comunicou-nos a intenção de se reunir connosco para dar a conhecer nos seus aspectos conceptuais o Projecto de Gestão do Capital Humano.

     Como acções imediatas, a CT solicitou ao CA uma reunião de trabalho para se analisar e ser esclarecida sobre várias matérias prementes da vida da empresa, designadamente o assunto dos “Cortes Salariais”.
      É nossa intenção dar a conhecer a todos os trabalhadores as abordagens, análises e conclusões saídas da reunião, bem como privilegiar a comunicação regular como peça basilar da nossa actividade.


A Comissão de Trabalhadores
23/05/2011



Informação

A Comissão de Trabalhadores informa todos os Trabalhadores que se encontram disponíveis na internet o Blog da CT e a nossa conta no Facebook.
Estas plataformas foram criadas no intuito de aproximar e interagir com todos os Trabalhadores da ANA, SA. As duas ferramentas permitem a todos participar na vida da CT e consequentemente na vida da nossa Empresa nesta fase difícil que se avizinha. Podem fazê-lo assumindo os comentários, opinando e denunciando fundamentadamente situações que façam sentido partilhar. O importante mesmo é participar, concorde-se ou não com as posições desta Comissão de Trabalhadores.
O Blog é um espaço dinâmico onde se pode deixar mensagens e se facilita o acesso a toda a informação relacionada com o trabalho desenvolvido pela Comissão, como por exemplo os estatutos actuais, comunicados, artigos de opinião, sondagens (a actual é sobre o refeitório de Lisboa), membros e contactos, entre outras matérias. O endereço é:

O Facebook é uma página mais interactiva, a rede social por excelência que tem o beneplácito da Empresa onde igualmente se pode participar, partilhar sensibilidades, opinar, comentar, criticar, participar de alguma forma num plano sério e construtivo. Procurem-nos no Facebook:



Dinamizar estes espaços é uma oportunidade para o exercício cívico que pode fazer a diferença no futuro desta Empresa, a qual gostaríamos de manter tal como a conhecemos e não vê-la transformada numa incógnita que não será benéfica para ninguém.  


Lisboa, 21 de Julho de 2011
A Comissão de Trabalhadores



 

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