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quarta-feira, 11 de outubro de 2023

Informação Nº5_CT 2023 - Fundo de Pensões

 Informação Nº5_CT 2023 

Fundo de Pensões 

 

 

 

Como vos havíamos dado conhecimento, estava agendado para dia 12 de outubro de 2023, às 14h00, o julgamento da ação de Processo Comum relativo ao Fundo de Pensões ANA.

 

Recebemos, no entanto, no decurso desta semana a seguinte notificação:

 

“Compulsados os autos, entende o Tribunal que estes contêm todos os elementos para que seja proferida decisão.

Nesta conformidade, notifique as partes nos termos do artigo 3.º, n.º 3 CPC.

Dou sem efeito a data designada para audiência de julgamento, por desnecessária.”

 

 

Assim sendo, o Tribunal informa as partes que irá emitir um despacho saneador-sentença, sem necessidade de mais produção de prova, considerando desnecessário o julgamento.

 

 

Logo que tenhamos a decisão do Tribunal, ou outra qualquer outra informação, voltaremos ao contacto com todos vós!  

A Comissão de Trabalhadores

11/10/2023

domingo, 14 de maio de 2023

Informação Nº4_CT 2023 Fundo de Pensões

 

Informação Nº4_CT 2023 

 

Fundo de Pensões 

No âmbito da ação judicial, para a qual estamos por vós mandatados, cumpre-nos informar que a audiência de julgamento, da ação de Processo Comum, relativo ao Fundo de Pensões ANA, marcado para o dia 11 de maio às 14:00 horas, não foi realizada, merecendo o seguinte despacho:

“considerando o estado dos autos devido à greve dos Senhores Oficiais de Justiça e a proximidade da data designada para audiência de julgamento, dou mesma sem efeito”

Neste sentido, foi designada como nova data o dia 12 de outubro de 2023, às 14h00, no mesmo Tribunal.

 

 A Comissão de Trabalhadores

12/05/2023

quinta-feira, 27 de abril de 2023

Comunicado nº 3 CT_2023 Literacia financeira e o Fundo de Pensões

 Comunicado nº 3 CT_2023

 

Literacia financeira e o Fundo de Pensões

 

A Comissão de Trabalhadores “congratula-se” com a recente iniciativa da Empresa “Sessões de literacia financeira” - (comunicada pela Comunicar RH no passado dia 5 de abril). Porque, o saber não ocupa lugar e nada como estar, dentro da conjuntura atual, preparado para as armadilhas que o sistema financeiro nos coloca, na gestão financeira do orçamento familiar de cada Trabalhador.

Ficamos ainda mais “agradados” pelo facto de o “Programa de Bem-estar Financeiro” contemplar “dicas de como pode preparar melhor a sua reforma”.

Não deixa, contudo, de ser irónico, diríamos até sarcástico que, a Empresa queira dotar, por um lado, os seus assalariados de ferramentas de conhecimento para compensar o que por outro lado lhes retirou materialmente, com a suspensão das contribuições para o Fundo de Pensões.

A Comissão de Trabalhadores, sempre disse que a suspensão das contribuições resultaria em perdas significativas na rentabilidade do Fundo. Dirá a Empresa e o BPI, que houve outros fatores, mas o facto é que sem as contribuições as perdas foram brutais, como se veio agora a comprovar, com os resultados divulgados a cada um dos beneficiários. - Carta recentemente emitida pelo BPI a cada Trabalhador. Como podemos constatar todos perdemos acentuadamente.

Consultem as cartas ou visitem o site do BPI, façam as contas das vossas carteiras individuais e confirmem os valores e a dimensão das perdas.

O que se exige, da atual gestão do Fundo de Pensões, é competência e capacidade para rentabilizar o Fundo de Pensões.

SIM a Comissão de Trabalhadores preocupa-se com a reforma de todos os Trabalhadores!

  • Por essa razão colocámos a ação em tribunal, exigindo a reposição das contribuições suspensas!

SIM é verdade que os Trabalhadores estão preocupados com a sua reforma/poupança!

NÃO, não acreditamos que a Gestão da Empresa esteja preocupada com as reformas dos Trabalhadores!

NÃO, não acreditamos na bondade destas “Sessões de literacia financeira”

  • Não joga a bota com a perdigota!

Dizem-se preocupados, mas não repõem as contribuições para o Fundo de Pensões. Portanto, estas sessões, mais não são que uma cortina de fumo, operação de charme e uma tentativa de lavagem de imagem em vésperas do julgamento do Fundo de Pensões, marcado para dia 11 de maio às 14 horas.

PS: A cereja no topo do bolo, era termos o BPI Vida e Pensões, depois dos mais recentes resultados, a ministrar as sessões e a dar-nos dicas de como prepararmos melhor a nossa reforma!

 

Comissão de Trabalhadores

27 de abril de 2023

sexta-feira, 31 de março de 2023

Comunicado nº 2 CT_2023_POLÍTICA SOCIAL DA EMPRESA OU A SUA AUSÊNCIA!

 Comunicado nº 2 CT_2023

 

POLÍTICA SOCIAL DA EMPRESA OU A SUA AUSÊNCIA!

 

Tabela Salarial versus Prémio. Em 03.11.2022 foi comunicado pela Comissão Executiva (CE), uma atualização da Tabela Salarial (TS). Em termos gerais médios, em 2,5% a ser processada em 2022, crescido de outra atualização de 2,5€% processada em 2023. Esta negociação de atualização conjunta de dois estágios foi publicitada como tendo uma terceira componente de um valor de 300€ a ser processada no mês de março de 2023. Ver email da CE e os diversos comunicados dos Sindicatos datados do início de novembro de 2022.

No dia 23 março 2023, a CE comunicou por email um “reconhecimento e esforço” aos Trabalhadores na “recuperação de uma trajetória de sustentabilidade económica” que se iria traduzir na “atribuição (…) de uma gratificação de balanço no vencimento deste mês”, mais uma vez, na senda do reiterado discurso que o Capital Humano, é o ativo mais valiosa da Empresa… palavras que não vemos traduzidas em atos.

Aplaudimos qualquer ação que reconheça o esforço e a dedicação dos Trabalhadores, no qual assenta o amplo crescimento dos resultados alcançados pela Empresa. Contudo, é com espanto que constatamos que o dito “reconhecimento” se consubstancia nuns míseros 200€…

Foram, em regra, processados 500€ a título de “Gratificação de Balanço” sendo que desse valor, 300€ são os previamente anunciados pelos Sindicatos como um resultado da negociação de atualização da TS… o que nos leva a um prémio como recompensa do nosso esforço e reconhecimento de mérito no valor de 200€, ou seja, pouco mais de 15€ mensais… e só em 2023.

Sobre este reconhecimento “de valor mínimo” assumimos que não concordamos

e julgamos imperativo denunciar.

E mesmo assim, pelos mínimos, de aplicação não universal pois é condicionado a um qualquer fator/critério de assiduidade que penaliza internamentos por intervenções médicas de monta, cirurgias e internamentos ou ainda assistência à família em situações extremamente delicadas. A CT sabe de casos concretos de colegas excluídos da gratificação, precisamente numa fase pessoal, em que esse extra remuneratório seria mais bem-vindo.

Urge, igualmente denunciar que esta verba de 500€ é exatamente o mesmo montante que ocasionalmente a CE nos comunica que será processada a nível isolado. Basta lembrar, a titulo de exemplo, o prémio de assinatura do Acordo de Empresa (AE), e o posterior prémio de adesão “voluntária” à Redução do Período Normal de Trabalho que chegou aos 20%.

Sistema de Avaliação de Desempenho (SAD). Este não reconhecimento, ou melhor dizendo, a quantificação e reconhecimento do mérito dos Trabalhadores com um prémio de 200€ tem igual versão sociológica na cega e distorcida parametrização obrigatória imposta à média da Empresa, por serviços/direções, do SAD. Não se premeia nem reconhece o mérito. O SAD antes é uma ferramenta de retardamento na progressão da carreira (com poupanças mesquinhas para a Empresa) e/ou uma força de má índole de contenção e intimidação usada para controlo de Trabalhadores, independentemente do seu posicionamento hierárquico. Não cumpre nenhum dos objetivos para o qual foi desenhado, não apura o desempenho do Trabalhador, muito menos promove a sua evolução e desenvolvimento. É inconcebível o estabelecimento do resultado de qualquer jogo antes do seu início. Na nossa SAD, já sabemos que vai terminar em 3,2 antes de começar, faz lembrar aquele jogo com dados viciados, em que por mais vezes que se lance, cai sempre no .

Proveitos 2019/2023. É amplamente divulgado e reconhecido que as margens de lucro já ultrapassam o louco ano de 2019. As projeções para 2023, mesmo não sendo irrealistas, apenas otimistas, apontam para um incremento de cerca de 10% em 2023 face a 2019. Certamente, o que é bom para a faturação da ANA será bom para os seus Trabalhadores. Mas, não o será:

·       com atribuição de prémios de terceiro mundo.

Não precisaremos aqui enunciar, pois são do conhecimento geral, os inúmeros exemplos de empresas em Portugal que, sob o mesmo argumento, mas na maioria dos casos até com resultados muito inferiores, não se coibiram de atribuir prémios equivalentes a um vencimento ou mais.

·        com a distorção de um SAD que não cumpre o nobre objetivo da sua função.

·        com a constante continuidade de perda do poder de compra.

·       com a negação de partilha dos proveitos com o Capital Humano.

·       com volumes de tráfego (pax + movimentos) superiores, mas com menos Trabalhadores. 

Se, a estes exemplos, somarmos a inqualificável posição da Empresa, face ao nosso Fundo de Pensões e ainda, a denuncia do Acordo de Empresa, com tudo o que isso possa vir a implicar, conseguimos perceber a atual política social da nossa Empresa, ou melhor dizendo, a sua total ausência.

Ou seja, existe uma política, mas é exclusivamente economicista., com o seu foco, unicamente centrado no lucro e no interesse acionista.

Neste, o Trabalhador termina sempre sendo tratado como o “problema” e a raiz de todo o mal, contrariando os slogans, cheios de palavras ocas e sem sentido, que tanto gostam de repetir.

É na massa salarial e nos direitos do Trabalho e do Trabalhador, que o “Gestor” aponta sempre em primeiro lugar, para reduzir custos e maximizar os seus proveitos, talvez porque sejam essas as diretivas vindas de França, ou quiçá porque as gratificações para esses objetivos sejam significativamente superiores, com vários Zeros à direita do 200. 

Terminamos, homenageando e parafraseando, o Sr. Comendador Rui Nabeiro, relembrando o seu legado enquanto Gestor e Empresário, um extraordinário exemplo de como é possível gerir bem, potenciando simultaneamente locais de trabalho saudáveis, reconhecendo e valorizando o trabalho e o Trabalhador, em toda a sua dimensão.

Ø  “Encaro [isso como uma responsabilidade social] porque, no regresso, quem semeia colhe e quem distribui recebe. E eu faço muito isso.” 

Ø  “O lugar tu é que o vais conquistar’” 

Ø  “não é o dar, é o distribuir”       

 

Comissão de Trabalhadores

29 de março de 2023

sexta-feira, 3 de março de 2023

Comunicado nº 1 CT_2023 _ FUNDO DE PENSÕES - Ponto de situação!

 

Comunicado nº 1 CT_2023

FUNDO DE PENSÕES - Ponto de situação!

 

No cumprimento do deliberado no plenário de Trabalhadores do dia 11.03.2022, e da subsequente contribuição financeira dos Trabalhadores, conforme comunicação prévia (comunicado nº 6 de 2022), em que demos nota da entrada da ação em Tribunal relativa à suspensão unilateral do financiamento da Empresa ao Fundo de Pensões da ANA SA – Fundo de Contribuição definida, informamos que está marcada a respetiva audiência de partes no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, para o próximo dia 8 de Fevereiro, pelas 13:40 horas.

Voltaremos ao vosso contacto com os desenvolvimentos que venham a resultar destes trabalhos.

 

      

Comissão de Trabalhadores

23 de janeiro de 2023

Comunicado nº 6 CT_2022 _ Ponto de situação!

 

Comunicado nº 6 CT_2022

Ponto de situação!

Ultrapassada a crise pandémica, verificou-se uma fortíssima retoma com aproximação aos valores de 2019, o que nos leva a questionar o discurso da empresa quando referia que a recuperação só aconteceria entre 2024 e 2026.

Já as medidas draconianas a que sujeitaram os Trabalhadores foram e são reais. E nem com a evidência da retoma acelerada as perdas serão recuperadas, antes pelo contrário. A cereja no topo do bolo é a denuncia do Acordo de Empresa, insistindo a empresa em atacar subsídios, alterar horários sem levar em conta os impactos na saúde dos Trabalhadores, comprometendo ainda mais a já difícil conciliação da vida profissional, social e familiar dos Trabalhadores, dificultando em muitas situações questões operacionais, incompreensíveis para os que verdadeiramente entendem a operação e a especificidade dos Aeroportos. Não podendo a Comissão de Trabalhadores (CT) esquecer que em sede de negociação e para tentar fazer valer a sua atual proposta, a empresa decidiu suspender unilateralmente as contribuições para o Fundo de Pensões, mera arma de arremesso utilizada para pressionar os Sindicatos, com vista à limitação da ação sindical na negociação.

Pelo exposto, parece-nos claro e assumido que a Paz Social deixou de ser uma preocupação na política da empresa.

Atualmente, fala-se muito do “salário emocional”, cujo conceito vai muito além do dinheiro, em que vetores como a oportunidade de crescimento, reconhecimento, desenvolvimento pessoal e profissional no seio da empresa, uma real cultura de valores, ambiente de trabalho saudável, liberdade para nos podermos expressar sempre com uma comunicação clara e objetiva entre toda a organização são pilares fundamentais para uma empresa de sucesso e de futuro. No entanto, quer queiramos quer não, o principal pilar é o salário, o dinheiro com que todos podemos contar no final do mês, pelo que, não podemos ficar indiferentes, neste crescendo de estranhas decisões, num quadro de inflação a rondar os 10% e quando vemos empresas em Portugal a dar salário e meio de prémio, vemos a ANA a anunciar um prémio de 300€, mas só para março do próximo ano. Vemos ainda empresas sem a robustez económica da ANA a fazerem verdadeiros esforços para contrariar a inflação enquanto nós somos confrontados com uma correção (média) de 2.5% agora e outros 2.5% para o ano. Ou seja, atualizam em média 5%, mas continuam a tirar-nos 2,8% que pode ir em alguns casos até aos 3,5% com a suspensão das contribuições para o Fundo de Pensões. Mesmo com a retoma e respaldo do Grupo VINCI e os seus biliões de lucro.

Com tudo isto como não ficar contentes? Gritemos todos de euforia, “rompam aos saltos e aos pinotes, façam estalar no ar chicotes”! Sim, como não ficar contente com migalhas, enquanto vemos a VINCI com um discurso de enorme preocupação pelos seus “colaboradores”. Pelos vistos essa preocupação fica-se por terras francesas! E, de atitude em atitude percebemos claramente o respeito ou a falta dele, desta CE para com os Trabalhadores da ANA Aeroportos de Portugal.

Relativamente ao Fundo de Pensões, tal como referido no Comunicado anterior, foi entregue por esta CT o processo ao gabinete “R&A Ramirez Advogados” que, entretanto, já deu efetivo início ao mesmo, enviando uma carta, dirigida ao Exmo. Presidente da Comissão Executiva, numa derradeira tentativa de mediação/ação extrajudicial, à qual a empresa tinha 10 dias para se pronunciar relativamente à reposição das contribuições. Esgotado o prazo referido, sem qualquer comunicação da parte da empresa, irá o gabinete “R&A” mandatado por esta CT, legitimada no plenário de 11.03.2022, solicitar apreciação judicial da legalidade da decisão da empresa, através de instauração da competente ação ainda antes das férias judiciais. 

Contrariando as expetativas de muitos Trabalhadores, que acreditavam que esta CE aceitaria o diálogo e reporia as contribuições, evitando assim um processo judicial, uma vez mais mostrou (ironia) a empresa o respeito e consideração que tem pelos seus Trabalhadores, que disseram e demonstraram praticamente em uníssono a sua discordância e indignação perante a suspensão unilateral das contribuições pela empresa para o Fundo de Pensões, não se dignando sequer a responder à carta, preferindo arrastar penosamente a ação para tribunal.

Para concluir, não podemos deixar de referir que a partir do momento em que a CT tomou posição contrária à suspensão das Contribuições para o Fundo de Pensões, muitas foram e são as entropias colocadas ao trabalho e ao funcionamento desta CT. Aguardamos clarificação e resposta institucional a dois ofícios relativamente a esta matéria, se se justificar, voltaremos a este tema a breve trecho, num comunicado dedicado com mais pormenores.

 

21 de novembro de 2022


Comunicado nº 5 CT_2022 _ Ponto da situação processo Fundo de Pensões

 

Comunicado nº 5 CT_2022

Ponto da situação processo Fundo de Pensões


Pelo presente, pretende esta Comissão de Trabalhadores (CT), dando seguimento às comunicações anteriores sob a égide da transparência que sempre nos norteou, comunicar aos Trabalhadores da ANA, S.A. que, prosseguindo com as ações para as quais fomos mandatados, foi entregue por esta CT o processo Fundo de Pensões (FP) ao gabinete “R&A Ramirez Advogados” para desenvolvimento de todas as ações tidas por necessárias na resolução da suspensão de contribuições da ANA SA para o FP.

Verificando-se a continuidade da postura irredutível da Comissão Executiva (CE) relativamente à suspensão das contribuições para o FP não têm os Trabalhadores outro caminho a percorrer, após as decisões assumidas no plenário de 11.03.2022, senão iniciar formalmente as ações para a sua resolução em sede própria (procedimentos extrajudiciais e eventualmente, judiciais), na defesa dos seus legítimos interesses e direitos.

Neste sentido, e com vista ao arranque dos trabalhos, foi-nos requerido pela firma “R&A Ramirez Advogados” o valor de 10.000€ a título de provisão. Recordamos que só foi possível realizar este montante através da comparticipação de mais de 400 Trabalhadores na campanha de recolha de fundos levada a cabo por esta CT, após o plenário.

Aqui chegados, feita a transferência (comprovativo em anexo), cabe-nos informar que, tal como deliberado, nesta primeira e imediata fase, o gabinete R&A procurará desenvolver um diálogo aberto junto da empresa, na prossecução da resolução deste diferendo por recurso a uma ação extrajudicial, de acordo com o compromisso assumido no plenário.

Reiteramos que a “normalização” das contribuições da Empresa para o Fundo de Pensões, no pleno respeito pelos compromissos assumidos com o Fundo de Pensões, traduziria uma vitória para todos, Trabalhadores e Empresa.

Para os Trabalhadores que veriam corrigida uma tremenda injustiça de ataque aos seus direitos sociais sobre uma matéria, que até há muito pouco tempo era vista como intocável e um dos principais alicerces dessa estrutura social que fazia a ANA Aeroportos de Portugal uma empresa diferenciada no panorama Nacional. Mas, sobretudo para a Empresa e para a sua Comissão Executiva que, aceitando a resolução do diferendo nesta fase, demonstraria desde logo, uma maturidade e visão estratégica de gestão social e humana do seu mais precioso ativo, evitando dessa forma um difícil e moroso processo, dando passos seguros na manutenção da Paz Social, evitando dessa forma degradar a imagem e o bom nome da ANA Aeroportos de Portugal e do Grupo VINCI num processo conflituoso, incontornável e profundamente mediático.

Se após a tentativa de resolução pela via extrajudicial a CE se mantiver irredutível em reconhecer que a opção que tomou (ao utilizar um benefício/direito social como arma de arremesso em sede de negociação no intuito de impor a sua proposta de AE), dar-se-á seguimento a uma proposta de ação judicial, em forma de “litisconsórcio”, junto do Tribunal competente, formulação essa delineada pelo gabinete de advogados com vista ao maior sucesso da ação, da qual, oportunamente, daremos mais pormenores.

Desde o início da suspensão das contribuições da empresa para o FP, que os Trabalhadores foram dando sinais claros de insatisfação, revolta e indignação, sinais esses expressos não só em plenário como pela votação massiva nas últimas eleições para a CT mas, acima de tudo, por serem os próprios Trabalhadores a financiar, se necessário, as ações que lhe foram propostas.

Se toda esta demonstração não é (for) suficiente para fazer a CE repensar a sua atuação e assim repor as contribuições que lhe são devidas, talvez seja tempo desta CE assumir que os seus Trabalhadores não são ao contrário do que vulgarmente apelidam como “o seu principal ativo”, são sim e finalmente meros números numa folha de Excel.

 

06 de setembro de 2022

Blog na Comissão de Trabalhadores da ANA Aeroportos de Portugal

Comunicado nº03_2026 Eleições CT 2026

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